31/12/2025
A nova fotografia económica do país mostra que o petróleo e o comércio representam agora apenas 36,6% do PIB.
À primeira vista, o número sugere maior diversificação, mas para o sector petrolífero, revela sobretudo a urgência de adaptação num mercado em transformação.
Com a extracção e refinação de petróleo a valer 16,6% do PIB, contra os 28,6% anteriores, o peso relativo da indústria reduziu-se não apenas pela actualização metodológica do INE, mas pela queda consistente da produção.
Ainda assim, o petróleo continua a ser 75% da produção industrial e mais de 90% das exportações, mantendo-se como o principal pilar energético e económico de Angola.
Para as empresas do sector, este novo cenário significa operar num ambiente onde a eficiência, a tecnologia e o fortalecimento das cadeias de valor serão decisivos para garantir competitividade.
E neste contexto, focar na qualidade dos serviços, na segurança operacional e na capacidade logística que sustenta a circulação de energia no país é essencial, num mercado em que o peso estatístico diminui, mas a necessidade real permanece elevada.