26/04/2026
Durante o pouso da Apollo 11, o computador de orientação Apollo ficou brevemente sobrecarregado e acionou os alarmes 1201 e 1202, o que significava que estava ficando sem tempo de processamento para concluir todas as suas tarefas.
A principal causa foi que o radar de encontro foi deixado ligado em uma posição incorreta, enviando dados extras e desnecessários para o computador durante a fase de descida.
O computador em si não travou nem reiniciou. Em vez disso, ele foi projetado com um sistema de prioridades, de modo que, quando sobrecarregado, descartava automaticamente as tarefas de baixa prioridade e se concentrava apenas nas funções mais críticas necessárias para um pouso seguro. É por isso que ele conseguiu continuar funcionando mesmo sob estresse.
No Centro de Controle da Missão, os engenheiros reconheceram rapidamente os códigos de alarme e confirmaram que a situação ainda era segura, dando o sinal verde para continuar o pouso. Enquanto isso, Neil Armstrong assumiu o controle manual parcial nos momentos finais para desviar de um campo de pedras irregular, mas o computador continuou auxiliando ativamente durante toda a descida.
No final, a sobrecarga não interrompeu o sistema. Na verdade, demonstrou um dos primeiros exemplos bem-sucedidos de um computador tolerante a falhas em tempo real lidando com entradas inesperadas em condições extremas.