17/07/2025
A casa dos meus avós já não existe mais.
Onde antes havia janelas abertas, agora só resta o vazio.
O portão que rangia ao vento, o piso gasto pelas memórias, os cômodos cheios de histórias… tudo virou pó.
Mas há algo que o tempo, o concreto ou a demolição não conseguem destruir:
o calor que ali habitava mora em mim.
A casa caiu sim, mas o lar ficou.
Ficou no cheiro da comida simples, no colo que acalmava qualquer dor, na voz que chamava pelo meu nome com tanto amor.
A saudade é o que resta de pé, erguida como alicerce invisível, guardando em silêncio tudo o que foi bonito demais para acabar de verdade. 🥺