Sistema TEMPOCAMPO

Sistema TEMPOCAMPO Sistema TempoCampo é uma ferramenta de apoio na tomada de decisão e redução da incerteza no agro

O SISTEMA TEMPOCAMPO é uma ferramenta de apoio na tomada de decisões no agronegócio.

15/06/2026

DIRECIONAMENTO DE SAFRA: ESTIMATIVAS DO IMEA E PANORAMA CLIMÁTICO EM MATO GROSSO

O início de junho consolida o planejamento para a safra 26/27 em Mato Grosso com foco na eficiência técnica e estabilidade produtiva. De acordo com a primeira estimativa do IMEA, a área de soja projeta-se estável em 13,05 milhões de hectares, com expectativa inicial de produtividade ajustada para 62,44 sc/ha e produção estimada em 48,88 milhões de toneladas devido às variáveis climáticas previstas.

No vídeo, apresentamos o panorama atual das culturas e as tendências de curto e médio prazo:

Milho Safrinha: A colheita atinge os primeiros 2% da área total, registrando ritmo superior ao do ciclo anterior. Médias iniciais indicam bom desempenho na região da BR-163, sob monitoramento da produção total do estado, estimada em 52,6 milhões de toneladas.

Curto Prazo: O mês de maio reduziu a reserva hídrica superficial no Centro-Oeste. Para a primeira metade de junho, os modelos meteorológicos indicam a permanência de um padrão seco tradicional, com volumes inferiores a 10 mm no centro-norte e temperaturas de 1°C a 1,5°C acima da média climatológica.

Dinâmica El Niño: Dados da NOAA indicam probabilidade de atuação superior a 90% para o segundo semestre. Contudo, há uma probabilidade de 60% a 70% de que o fenômeno se configure de forma fraca a moderada, enquanto o risco de um evento de forte intensidade situa-se entre 30% e 40%.

Planejamento Estratégico
O histórico do fenômeno na faixa Centro-Norte sugere atenção ao calendário de plantio da soja e à cobertura do solo, visando mitigar os impactos de possíveis veranicos e proteger a janela operacional da segunda safra.

Ficou com alguma dúvida sobre os números do IMEA ou o comportamento do clima? Deixe seu comentário abaixo e acompanhe nossas análises.

12/06/2026

MONITORAMENTO CLIMÁTICO: TRANSIÇÃO PARA O EL NIÑO E IMPACTOS EM SÃO PAULO

O acompanhamento agrometeorológico em São Paulo indica uma redução gradual das precipitações com o avanço do outono, dinâmica típica do período. De acordo com os relatórios do USDA e do Cepea, o setor lida simultaneamente com os reflexos operacionais das chuvas do início do ano e com as novas projeções para os próximos meses.

No vídeo, detalhamos o panorama atual das culturas:

Cafeicultura: As precipitações registradas recentemente influenciaram o ritmo inicial da colheita em algumas regiões produtoras. O atraso nas operações e o monitoramento da qualidade dos grãos devido à queda de frutos são os pontos de atenção atuais do setor.

Citricultura: A diminuição das chuvas desde abril segue o padrão estacional. Contudo, o excesso hídrico verificado entre fevereiro e março resultou em frutos com coloração mais clara na lima ácida tahiti, alterando as características visuais para a comercialização.

Projeções Climáticas: A NOAA elevou para 82% a probabilidade de configuração do fenômeno El Niño a partir de junho. Os modelos indicam tendência de temperaturas acima da média histórica na primavera e no verão, decorrentes do bloqueio de frentes frias na Região Sudeste.

Tendências Regionais
Enquanto o El Niño sinaliza maior variabilidade hídrica em São Paulo, importantes áreas cafeeiras do país — como o centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia — possuem indicativos de elevação térmica e redução nos índices pluviométricos, demandando acompanhamento técnico quanto à evapotranspiração e ao balanço hídrico do solo.

Ficou com alguma dúvida sobre as atualizações climáticas ou o andamento das lavouras? Deixe seu comentário abaixo e confira o nosso boletim mensal.

10/06/2026

ANDAMENTO DE SAFRA: MONITORAMENTO DA REGIÃO SUL (MAIO)

O mês de maio trouxe uma evolução positiva nas condições hídricas da Região Sul, com maior frequência de chuvas e recuperação dos níveis de umidade do solo em grande parte do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Por outro lado, a menor incidência de radiação solar, a elevada umidade relativa do ar e o declínio das temperaturas passaram a influenciar o ritmo das operações e o desenvolvimento vegetativo.

No vídeo, detalhamos o panorama por estado:

Mato Grosso do Sul: Conclusão do plantio do milho segunda safra, totalizando cerca de 2,2 milhões de hectares. A colheita da soja atingiu 99,8% da área, e as avaliações de campo consolidaram uma produtividade média estadual de 62 sc/ha, indicando recuperação em relação ao ciclo anterior.

Paraná: O milho segunda safra ocupa aproximadamente 3 milhões de hectares, com 79% das lavouras em boas condições. O excesso de nebulosidade e as temperaturas mais baixas demandam atenção quanto ao potencial produtivo, embora a ausência de geadas traga estabilidade para as áreas em estágios sensíveis.

Santa Catarina: Encerramento da colheita do milho nos mais de 600 em mil hectares cultivados. A regularidade das chuvas em maio favoreceu o balanço hídrico do solo, estabelecendo perspectivas favoráveis para a continuidade do calendário agrícola estadual.

Rio Grande do Sul: A colheita da soja entrou na fase final, concentrada nas áreas tardias, enquanto o milho atingiu 97% da área colhida. As condições de alta umidade do ar e neblina prolongaram o ciclo final das culturas e reduziram o ritmo das máquinas, além de elevar a atenção fitossanitária nas lavouras remanescentes.

A melhoria da reserva hídrica no solo garante sustentação para o milho safrinha e para o início das culturas de inverno, sob monitoramento da dinâmica microclimática regional.

Como o clima tem influenciado o desenvolvimento e o manejo da safra na sua propriedade neste fechamento de maio? Deixe seu relato nos comentários.

🔵O novo Boletim TempoCampo já está no ar! Para mais informações, acesse o link na bio!📊 Confira e acompanhe as principai...
09/06/2026

🔵O novo Boletim TempoCampo já está no ar! Para mais informações, acesse o link na bio!

📊 Confira e acompanhe as principais notícias da safra de soja e como o clima vem afetando ela!

O fenômeno El Niño corresponde à fase quente do sistema El Niño-Oscilação Sul (ENOS), sendo caracterizado pelo aquecimen...
08/06/2026

O fenômeno El Niño corresponde à fase quente do sistema El Niño-Oscilação Sul (ENOS), sendo caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do oceano Pacífico equatorial em relação à média climatológica. O diagnóstico atual, embasado pelo aquecimento consistente das águas subsuperficiais, aponta uma probabilidade superior a 80% para a configuração do evento ao longo do segundo semestre de 2026, com potencial de extensão até o início de 2027. Essa alteração térmica oceânica promove modificações físicas diretas nos padrões de circulação atmosférica e no transporte de umidade em escala planetária.

No território brasileiro, a atuação do fenômeno resulta em alterações termodinâmicas que estabelecem cenários pluviométricos opostos. Nas regiões Norte e Nordeste, observa-se uma tendência de inibição no desenvolvimento de sistemas convectivos, o que reduz os acumulados de chuva, eleva a irradiância solar à superfície e aumenta a demanda evaporativa, acelerando o estresse hídrico da biomassa e a suscetibilidade a incêndios florestais. Em contrapartida, a Região Sul apresenta o fortalecimento da corrente de jato subtropical e dos jatos de baixos níveis, o que favorece a manutenção de volumes de precipitação acima da média histórica.

Para as regiões Centro-Oeste e Sudeste, os impactos pluviométricos tendem a apresentar maior variabilidade, dificultando a organização da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e favorecendo episódios de estiagem. Adicionalmente, a intensificação do jato subtropical e o bloqueio de frentes frias resultam em uma maior persistência de massas de ar quente e na elevação das temperaturas médias, principalmente durante a primavera e o verão. Diante deste panorama, o monitoramento contínuo das variáveis oceânicas consolida a previsibilidade climática, fornecendo os subsídios necessários para as ações de planejamento e mitigação por parte dos setores produtivos.

05/06/2026

Boletim Tempocampo — junho de 2026
Análise técnica das condições agrometeorológicas atuais e das projeções para o trimestre junho–julho–agosto.
Pontos discutidos no vídeo:

Redução rápida da umidade do solo em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais ao longo de maio
Concentração de chuvas no Norte e no Sul, com Brasil Central seguindo seco no trimestre
Temperaturas 1 °C a 1,5 °C acima da média, com probabilidade reduzida — porém não nula — de geadas no Sudeste
El Niño confirmado em fase inicial, com mais de 90% de probabilidade de consolidação e 30% a 40% de chance de evento forte
Orientação para a safra 2026/27: planejamento voltado à resiliência, com atenção especial ao norte do Mato Grosso, sul do Pará e Matopiba

25/05/2026

DINÂMICA DO ALGODÃO NO MATOPIBA: TRANSIÇÃO CLIMÁTICA E MATURAÇÃO

O encerramento de abril marca o início da transição para o período seco no MATOPIBA, fase determinante para a consolidação da produtividade e qualidade da fibra. Com o recuo das precipitações, o desenvolvimento das lavouras passa a depender diretamente da reserva hídrica acumulada no solo.

No vídeo, analisamos os indicadores de campo:

Status Fenológico: De acordo com a Conab, 13% das áreas já entraram em estádio de maturação. Contudo, mais de 80% das lavouras ainda permanecem em fase reprodutiva (floração e formação de maçãs), período de máxima demanda hídrica.

Armazenamento de Água (%CAD): Os níveis de umidade no solo permanecem satisfatórios na maior parte da região. Entretanto, polos produtivos da Bahia exigem atenção rigorosa ao manejo de irrigação para mitigar o risco de estresse hídrico e evitar o abortamento de estruturas reprodutivas.

Condições Térmicas: As temperaturas elevadas no Cerrado mantêm o consumo hídrico acelerado, demandando monitoramento constante da umidade e da sanidade do dossel para garantir o enchimento adequado das maçãs.

A fase atual exige equilíbrio entre o aproveitamento das reservas do solo e o controle fitossanitário de final de ciclo para assegurar o potencial produtivo da safra.

Como está o vigor das maçãs e a disponibilidade hídrica na sua lavoura neste fechamento de abril? Compartilhe conosco nos comentários.

O acompanhamento do clima indica que o fenômeno El Niño tem grandes chances de voltar a atuar no segundo semestre de 202...
20/05/2026

O acompanhamento do clima indica que o fenômeno El Niño tem grandes chances de voltar a atuar no segundo semestre de 2026. Essa mudança já começa a ser notada pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Com isso, saímos do padrão de clima que acompanhou as últimas safras e entramos em uma nova fase, que exige atenção.

Na prática, essa transição muda o mapa das chuvas no Brasil. A tendência geral é de chuvas mais abundantes na Região Sul e um clima mais seco no Norte e no Nordeste. Já para o Centro-Oeste e o Sudeste, a previsão aponta para chuvas um pouco mais irregulares e temperaturas mais altas, especialmente a partir da primavera.

Com essas informações em mãos, o foco agora é apenas o planejamento. Sabendo que a regularidade das chuvas pode mudar de ritmo, o produtor ganha tempo para escolher as melhores sementes, ajustar a época de plantio e organizar o manejo da safra 2026/2027 com muito mais tranquilidade.

13/05/2026

ANDAMENTO DE SAFRA: MONITORAMENTO DA REGIÃO SUL (ABRIL)

O mês de abril apresentou um cenário climático contrastante na Região Sul, com variações significativas entre a recuperação hídrica e desafios operacionais causados pelo excesso de umidade em pontos específicos. Enquanto o Paraná e o sul do Mato Grosso do Sul registraram precipitações mais regulares, o Rio Grande do Sul e Santa Catarina enfrentaram dinâmicas distintas de irregularidade e excesso.

No vídeo, detalhamos o panorama estadual:

Mato Grosso do Sul: A colheita da soja atingiu 98% da área, com as chuvas recentes contribuindo para uma revisão positiva nas estimativas de produtividade após o estresse hídrico de janeiro. O foco agora recai sobre a manutenção da umidade para o desenvolvimento inicial do milho safrinha.

Paraná: Com a colheita da soja e do milho verão praticamente encerradas, as atenções se voltam ao milho segunda safra. Embora as chuvas recentes tenham reduzido o estresse hídrico, parte das lavouras já apresenta perdas consolidadas no potencial produtivo devido à irregularidade climática anterior.

Santa Catarina: O avanço da colheita do arroz chegou a 77% da área. Contudo, o excesso de chuvas no litoral e no Vale do Itajaí causou atrasos operacionais e preocupações quanto à qualidade final dos grãos.

Rio Grande do Sul: A colheita da soja alcançou 79% da área, mas os reflexos da estiagem acumulada resultam em perdas superiores a 50% em regiões mais afetadas. Paralelamente, chuvas recentes no final do mês passaram a dificultar a logística de colheita e a elevar o risco de perda de qualidade.

A interação entre a umidade do solo e as janelas operacionais permanece como o fator determinante para o fechamento da safra de verão e o estabelecimento das culturas de inverno e segunda safra.

Como o clima impactou o andamento da sua safra durante o mês de abril? Compartilhe conosco nos comentários.

12/05/2026

CENÁRIO AGRÍCOLA SP: DINÂMICA DE ABRIL E PROJEÇÕES CLIMÁTICAS

O mês de abril em São Paulo foi caracterizado por uma redução expressiva no regime de chuvas. Dados do USDA indicam que, após um acumulado inicial de até 50mm, o volume caiu para a faixa de 0 a 10mm na maior parte do estado nas semanas finais do período.

No vídeo, analisamos os impactos nas principais culturas:

Cana-de-açúcar: O excesso de umidade do início do ano resultou em maturação mais lenta e menor concentração de ATR nos colmos. O setor tem utilizado maturadores antecipados para viabilizar a colheita, embora a expectativa de produção seja 4,6% superior à safra anterior.

Citricultura: O cenário permanece favorável para a lima ácida Tahiti, com o desenvolvimento das plantas sustentando uma perspectiva positiva para a próxima safra, conforme dados do CEPEA.

Perspectiva El Niño: Atualizações da NOAA indicam 60% de probabilidade de estabelecimento do fenômeno entre maio e julho, podendo se estender até o início de 2027.

Impactos a Médio Prazo
A configuração do El Niño pode reduzir o risco de geadas no inverno paulista, favorecendo o café no curto prazo. Contudo, o setor monitora com atenção a safra 27/28, devido à possibilidade de temperaturas elevadas durante as fases de floração e enchimento de grãos, além de alterações no regime hídrico.

Ficou com alguma dúvida sobre os índices de maturação ou as projeções climáticas? Deixe seu comentário abaixo e acompanhe nossas atualizações mensais sobre o setor agrícola de São Paulo.

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Piracicaba, SP
13418-900

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