08/02/2021
Você já deve ter ouvido falar em aumento de pressão em uma linha de produção, ou que estão saindo sólidos pelo primeiro ponto de tomada do nível do vaso. A partir dai é correria para desbloquear a linha, injeção de metanol/etanol, projetos de melhoria, otimização de injeção de produtos químicos, etc.
Pois é, os produtos químicos não fazem milagres. Na verdade, por si só eles não resolvem todos os problemas.
Bom, mas o que tem a ver toda essa balela?
Agora, toda vez que você ouvir esses tipos de problemas, saiba que você está lidando com problemas de garantia de escoamento.
Mas, afinal, eu posso defini-la?
🎯Sim! Podemos defini-la como a minimização das restrições no fluxo em um processo de produção de petróleo ou gás que envolve uma abordagem que seja efetiva e gere menos custo para transportar fluidos do reservatório para o processo.
Entre os problemas mais comuns estão os hidratos, os asfaltenos, as incrustações, as ceras e até mesmo as emulsões. Por exemplo, para casos de extrema pressão e temperatura é possível que os hidratos de metano cristalizem ou asfaltenos precipitem nas linhas.
Mas, vamos voltar um pouco mais? Antes de um poço começar a produzir é necessário um plano, ou seja, um estudo de viabilidade. Uma avaliação de risco será planejada e as seguintes opções serão consideradas:
- modelagem de fluxos multifásicos.
- mudanças de temperatura/pressão ao longo do processo.
- A previsão da formação de hidratos, ceras, asfaltenos, incrustações e emulsões
- A interface com outros departamentos e processos operacionais, como engenharia.
Para o caso de campos que já produzem, o escoamento dos fluidos pode ser garantido através de estudos da natureza do petróleo e das características do gás de cada campo, através de análises específicas e modelagem de dados. Outro ponto é que para campos maduros com água de injeção, usada para uma maior recuperação do óleo, existe a possibilidade de formação de emulsões que podem complicar as estratégias da garantia de escoamento.