29/01/2026
🇷🇺 𝐎 𝐏𝐞𝐬𝐨 𝐝𝐚 𝐆𝐮𝐞𝐫𝐫𝐚: 𝐑𝐮́𝐬𝐬𝐢𝐚 𝐚𝐭𝐢𝐧𝐠𝐞 𝐧𝐮́𝐦𝐞𝐫𝐨𝐬 𝐡𝐢𝐬𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐜𝐨𝐬 𝐝𝐞 𝐛𝐚𝐢𝐱𝐚𝐬, 𝐜𝐡𝐞𝐠𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐚 𝟏,𝟐 𝐦𝐢𝐥𝐡𝐨𝐞𝐬 𝐝𝐞 𝐛𝐚𝐢𝐱𝐚𝐬
Quase quatro anos após o início da invasão em larga escala da Ucrânia, os dados revelam um cenário brutal para o exército russo. Segundo um relatório recente do CSIS (Center for Strategic and International Studies), a Rússia já ultrapassou a marca de 1,2 milhão de baixas (entre mortos e feridos).
𝐎 𝐪𝐮𝐞 𝐞𝐬𝐬𝐞 𝐧𝐮́𝐦𝐞𝐫𝐨 𝐬𝐢𝐠𝐧𝐢𝐟𝐢𝐜𝐚?
Colocando em perspectiva: nunca vimos um rastro de perdas desse tamanho em tempos modernos
Histórico: É a maior quantidade de baixas sofrida por uma grande potência em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial.
Massivo: Supera as perdas combinadas de muitas guerras modernas recentes.
Persistente: O relatório aponta que a estratégia russa tem se baseado em um alto custo humano para manter ganhos territoriais.
A análise do CSIS destaca que, embora a Rússia tenha conseguido mobilizar recursos, o desgaste humano e material é sem precedentes no século XXI, desafiando a sustentabilidade de suas operações a longo prazo.
𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐨𝐬 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥𝐢𝐬𝐭𝐚𝐬 𝐫𝐞𝐬𝐮𝐦𝐞𝐦 𝐨𝐬 𝐝𝐚𝐝𝐨𝐬 𝐝𝐨 𝐂𝐒𝐈𝐒 (𝐣𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟔):
1. Fraca na "Qualidade" e na Tática
Se olharmos para os padrões de uma "superpotência", a Rússia tem mostrado fraquezas gritantes:
Avanços Lentos: O relatório do CSIS aponta que, em algumas frentes, a Rússia avança apenas entre 15 e 70 metros por dia. Isso é mais lento do que quase qualquer grande ofensiva do último século.
Custo Humano Desproporcional: Sofrer 1,2 milhão de baixas para conquistar fatias mínimas de território (apenas 0,8% a mais em 2025) mostra uma incapacidade de realizar manobras militares modernas e eficientes.
Dependência Externa: A necessidade de buscar soldados na África e equipamentos de países como Coreia do Norte e Irã indica que a "máquina russa" não é autossuficiente como se pensava.
2. Forte na "Resiliência" e no Atrito
Por outro lado, a Rússia demonstra uma força que poucos países teriam:
Capacidade de Absorver Perdas: O governo de Putin mostrou que consegue (e está disposto a) sustentar perdas que derrubariam quase qualquer governo democrático no Ocidente. Eles transformaram a guerra em um embate de atrito industrial.
Economia de Guerra: Apesar das sanções, Moscou conseguiu redirecionar quase 40% do seu orçamento público para a defesa. Eles estão "gastando o futuro" do país para manter a pressão agora.
Volume: Como diz um ditado militar, "a quantidade tem uma qualidade própria". Mesmo sendo menos eficiente, a Rússia ainda tem uma massa de homens e artilharia que sobrecarrega as defesas ucranianas.
O Veredito de 2026
A Rússia não se mostrou "fraca" no sentido de estar prestes a desmoronar, mas sim "degradada". Ela deixou de ser aquela potência que o mundo temia por sua tecnologia e velocidade, e passou a ser vista como uma potência que vence pelo cansaço e pelo sacrifício em massa.
Resumindo: A Rússia não é mais a superpotência ágil que muitos imaginavam. Ela se tornou uma força de atrito: lenta, cara e brutal. Ela não vence pela genialidade, mas pela insistência em um custo que ninguém mais aceitaria pagar.