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**106 metros de vão. 55 metros de largura. 2.600 toneladas de aço. E espaço até para os animais.**A nova **Piramidebrug*...
23/10/2026

**106 metros de vão. 55 metros de largura. 2.600 toneladas de aço. E espaço até para os animais.**

A nova **Piramidebrug**, em Ghent, na Bélgica, chama atenção imediatamente pela estrutura metálica em forma de pirâmide.

Mas a parte mais interessante talvez não esteja naquilo que vemos.

A ponte precisava acomodar seis faixas de tráfego, infraestrutura cicloviária e até uma passagem ecológica para pequenos animais.

E havia outro problema: **como substituir uma ponte importante sem simplesmente interromper o tráfego de um dos principais corredores da região?**

A solução envolveu deslocar parte da ponte existente para utilizá-la temporariamente como desvio, montar a nova estrutura ao lado de sua posição definitiva e, posteriormente, movimentar cerca de **2.600 toneladas de estrutura metálica** até o local final sobre o canal.

É um ótimo exemplo de algo que às vezes esquecemos:

**em grandes obras de infraestrutura, projetar como construir pode ser tão importante quanto projetar o que construir.**

Na nova **Obra Icônica da Engeduca**, mostramos a solução estrutural da Piramidebrug, sua execução e por que essa ponte representa uma visão cada vez mais ampla da engenharia de infraestrutura.

📖 Leia o artigo completo: https://www.linkedin.com/pulse/obra-ic%25C3%25B4nica-da-engenharia-uma-ponte-de-55-metros-largura-2600-mzvhe

**Obras Icônicas | Engeduca**
Engenharia que merece ser estudada, não apenas admirada.

Aço ou concreto? Talvez essa esteja deixando de ser a pergunta certa.Durante muito tempo, aprendemos a pensar estruturas...
21/10/2026

Aço ou concreto? Talvez essa esteja deixando de ser a pergunta certa.

Durante muito tempo, aprendemos a pensar estruturas a partir do material: concreto, aço, madeira.

Mas sistemas estruturais cada vez mais sofisticados estão propondo outra lógica: em vez de escolher o melhor material para a estrutura, escolher o melhor material para cada função dentro dela.

Aço onde resistência, ductilidade e baixo peso fazem diferença.

Concreto onde massa, rigidez e compressão são vantajosas.

Madeira engenheirada onde leveza, industrialização e outros atributos agregam valor.

Parece simples. Mas há uma consequência importante: quanto mais eficientes se tornam os materiais individualmente, mais críticas se tornam as interfaces entre eles.

E é justamente aí que ligações, compatibilidade de deformações, sequência construtiva, fabricação e montagem passam a fazer parte do próprio conceito estrutural.

Um artigo científico publicado neste mês foi o ponto de partida para esta reflexão: será que precisamos começar a pensar estruturas menos por material e mais por comportamento?

No novo artigo da Engeduca, discutimos por que a evolução das estruturas híbridas pode estar mudando não apenas a maneira como projetamos, mas também a forma como ensinamos engenharia estrutural.

📖 Leia o artigo completo: https://www.linkedin.com/pulse/a%25C3%25A7o-ou-concreto-talvez-essa-esteja-deixando-de-ser-vasconcellos-2gxoe

E deixo uma pergunta para os engenheiros: daqui a 20 anos, ainda estaremos classif**ando estruturas principalmente pelo material com que são construídas?

🏗️ **Antes de escavar o túnel, foi preciso construir uma fábrica dentro da montanha.**Parece contraditório.Mas é exatame...
14/10/2026

🏗️ **Antes de escavar o túnel, foi preciso construir uma fábrica dentro da montanha.**

Parece contraditório.

Mas é exatamente um dos desafios da construção do **Túnel de Base do Mont Cenis**, que terá **57,5 km** sob os Alpes, entre França e Itália.

Em Saint-Martin-la-Porte, uma das TBMs precisa iniciar sua operação já no interior da montanha.

Para tornar isso possível, foi necessário primeiro criar os acessos subterrâneos e depois escavar uma enorme **caverna técnica, com quase 20 metros de diâmetro**, capaz de permitir a montagem e o lançamento da máquina.

Mas a história f**a ainda mais interessante quando a escavação começa.

As deformações observadas no maciço ultrapassaram as previsões iniciais.

A escavação foi interrompida.

O suporte foi reforçado.

E os dados obtidos pela instrumentação foram utilizados em uma **retroanálise tridimensional**, permitindo comparar o comportamento real da montanha com aquele previsto pelo modelo numérico.

É um excelente exemplo de uma característica fundamental das grandes obras geotécnicas:

**o projeto não termina quando começa a construção.**

A própria escavação produz informações sobre o terreno.

Medimos.

Comparamos.

Reavaliamos o modelo.

E, quando necessário, adaptamos a solução de engenharia.

Na **Obra Icônica Engeduca de hoje**, entramos no interior do Mont Cenis para entender não apenas como se constrói um dos maiores túneis ferroviários do mundo, mas também por que, em Geotecnia, **o terreno também participa do projeto**.

👇 Leia a análise completa.
https://www.linkedin.com/pulse/obra-ic%25C3%25B4nica-da-engenharia-mont-cenis-antes-de-escavar-o-t%25C3%25BAnel-cvxke

🇫🇷 França / 🇮🇹 Itália 📍 Ligação ferroviária Lyon–Turim 🏗️ Departamento Engeduca: Geotecnia e Fundações 🔗 Relacionado: Transportes e Infraestrutura Como montar uma gigantesca máquina de escavação quando o lugar onde ela precisa começar a trabalhar já está dentro ...

14/10/2026

Um canteiro pode ter robôs, inteligência artificial, BIM, sensores e equipamentos autônomos e ainda assim ser improdutivo.

Imagine um guindaste autônomo posicionando componentes pré-fabricados.

Um robô faz o alinhamento. Outro executa as ligações. Trabalhadores realizam atividades complementares. Sensores acompanham a produção em tempo real.

Tudo altamente tecnológico.

Até que um equipamento termina sua tarefa e precisa esperar pelo seguinte.

O guindaste f**a parado.
O robô seguinte ainda está ocupado.
Componentes começam a formar uma fila.
Outro recurso f**a ocioso.

O problema já não é apenas automatizar uma atividade.

É coordenar o fluxo de todo o sistema produtivo.

E é justamente aí que ferramentas muito anteriores à atual revolução da IA: Pesquisa Operacional, Teoria das Filas, simulação, Lean Construction e Teoria das Restrições podem ganhar uma nova importância na construção.

No artigo desta semana, discuto por que o canteiro robotizado talvez dependa tanto da Engenharia de Produção quanto da própria robótica.

Porque o futuro da construção pode não ser definido apenas pela pergunta:

“O que um robô consegue fazer?”

Talvez uma pergunta ainda mais importante seja:

“Quem deve fazer o quê, em que momento e utilizando quais recursos?”

👇 Artigo completo abaixo:
https://www.linkedin.com/pulse/o-canteiro-robotizado-n%25C3%25A3o-ser%25C3%25A1-apenas-um-problema-de-vasconcellos-vy82e

🏗️ Por que colocar concreto também na parte inferior de uma ponte mista aço-concreto?À primeira vista, pode parecer estr...
08/10/2026

🏗️ Por que colocar concreto também na parte inferior de uma ponte mista aço-concreto?

À primeira vista, pode parecer estranho.

Estamos acostumados a pensar na laje de concreto sobre as vigas metálicas, trabalhando de forma particularmente eficiente nas regiões de momento positivo.

Mas o diagrama de momentos de uma estrutura contínua muda.

E a posição mais eficiente para cada material também pode mudar.

No Westbury Viaduct, recém-concluído no Reino Unido para a ferrovia de alta velocidade HS2, essa ideia aparece de maneira muito interessante em uma solução double composite: além da laje superior, o concreto também participa da seção na região inferior próxima aos apoios.

O resultado é uma estrutura na qual aço e concreto são distribuídos de acordo com o comportamento dos esforços ao longo do viaduto.

E há mais por trás dessa solução: lançamento de 2.695 toneladas de estrutura metálica, concretagem sequencial do tabuleiro, industrialização do processo construtivo e uma concepção aplicada a cinco viadutos da HS2 com reduções signif**ativas de carbono incorporado em relação às alternativas inicialmente estudadas.

No novo artigo da série 🏗️ Obra Icônica Engeduca, analiso o Westbury Viaduct para entender não apenas o que foi construído, mas principalmente por que foi construído dessa maneira.

Porque uma estrutura eficiente não é necessariamente aquela que utiliza materiais melhores.

É aquela que consegue utilizar cada material onde ele trabalha melhor.

👇 Leia o artigo completo e conheça a engenharia por trás do Westbury Viaduct.
🏗️ Obras Icônicas da Engenharia | Engeduca
🌐 Uma série especial do Radar Engeduca: https://www.linkedin.com/pulse/obra-ic%25C3%25B4nica-da-engenharia-westbury-viaduct-engeduca-2wi7e

📍 Brackley, Inglaterra 🇬🇧 Departamento principal: 🏗️ Estruturas Interface: 🛣️ Transportes e Infraestrutura 🚄 HS2 — High Speed 2 📏 Extensão: 320 m 🏗️ Sistema estrutural: estrutura mista aço-concreto double composite 1. Por que colocar concreto também na parte inferi...

🤖 Talvez estejamos fazendo a pergunta errada sobre robôs na construção.Durante anos, a discussão foi: como criar robôs c...
08/10/2026

🤖 Talvez estejamos fazendo a pergunta errada sobre robôs na construção.

Durante anos, a discussão foi: como criar robôs capazes de trabalhar em um canteiro de obras?

Mas e se parte da resposta estiver no caminho inverso?

Como projetar edifícios, componentes e processos construtivos para que pessoas e máquinas possam trabalhar conjuntamente?

Pesquisas recentes apontam justamente nessa direção. Construção industrializada, DfMA, BIM, inteligência artificial e robótica começam a deixar de ser movimentos independentes para formar um único sistema produtivo.

E isso traz uma consequência interessante: o desafio deixa de ser apenas tecnológico.

Quando guindastes, robôs, trabalhadores e componentes precisam atuar de forma coordenada, entram em cena também questões clássicas da engenharia de produção: sequenciamento, alocação de recursos, gargalos, otimização e fluxo.

Talvez a próxima grande transformação da construção não venha simplesmente de colocar robôs no canteiro.

Talvez seja necessário redesenhar a própria construção.

É sobre essa mudança de perspectiva que escrevo no artigo desta semana.

👇 Boa leitura: https://www.linkedin.com/pulse/n%25C3%25A3o-basta-colocar-rob%25C3%25B4s-canteiro-talvez-seja-preciso-vasconcellos-tsxae

E deixo uma pergunta:

Você acredita que o futuro será adaptar os robôs às obras ou adaptar progressivamente as obras à automação?

🏗️ E se a madeira pudesse fazer o que a laje plana fez pelo concreto armado?Eliminar vigas. Apoiar o pavimento diretamen...
30/09/2026

🏗️ E se a madeira pudesse fazer o que a laje plana fez pelo concreto armado?

Eliminar vigas. Apoiar o pavimento diretamente nos pilares. Liberar a arquitetura. Reduzir a altura estrutural. E, ao mesmo tempo, industrializar a fabricação e a montagem.

Pesquisadores da Universidade de Stuttgart estão desenvolvendo uma solução que tenta justamente isso.

A UniversalTimberSlab é uma laje mista madeira–concreto, bidirecional e apoiada pontualmente, desenvolvida para grandes vãos.

Mas o que mais me chamou a atenção não foi apenas a utilização da madeira.

Foi a forma como diferentes tecnologias começam a convergir:

madeira engenheirada + concreto + otimização estrutural + projeto computacional + IA + pré-fabricação + DfMA.

O demonstrador em escala real possui apenas 36 cm de espessura, foi submetido a um ensaio com 20 toneladas adicionais ao peso próprio e teve seus segmentos montados em apenas dois dias.

Ainda existem questões importantes a serem respondidas antes que possamos falar em uma nova solução estrutural consolidada.

Mas a pesquisa levanta uma pergunta interessante:

estamos vendo nascer uma espécie de “laje plana” para os edifícios em madeira?

No novo artigo da Vamos Falar de Engenharia, analiso a tecnologia, seu funcionamento, seus resultados experimentais — e, principalmente, o que ela pode representar para a evolução dos sistemas estruturais.

👇 Leia o artigo e depois me diga: você acredita que sistemas desse tipo poderão competir com as lajes planas de concreto armado em edifícios multipavimentos?
https://www.linkedin.com/pulse/laje-que-tenta-fazer-com-madeira-o-plana-fez-concreto-vasconcellos-wljre

Alexandre Vasconcellos | Engeduca
Vamos Falar de Engenharia

🏗️ Um edifício de 321 metros precisa ter suas estacas apoiadas em rocha?O Burj Al Arab, em Dubai, ajuda a mostrar por qu...
29/09/2026

🏗️ Um edifício de 321 metros precisa ter suas estacas apoiadas em rocha?

O Burj Al Arab, em Dubai, ajuda a mostrar por que a resposta é: não necessariamente.

Construído sobre uma ilha artificial a cerca de 280 metros da costa, o edifício exigiu muito mais do que projetar uma fundação para um arranha-céu.

Antes, a engenharia precisou praticamente construir o próprio terreno onde o edifício seria implantado.

E há um detalhe particularmente interessante.

Mais de 230 estacas, com cerca de 40 a 45 metros de comprimento, transferem uma parcela fundamental das cargas ao terreno por meio do atrito lateral desenvolvido entre as estacas e as camadas de areia.

Ou seja, a lógica não é simplesmente: edifício → estaca → rocha.

É preciso compreender como as cargas são transferidas ao solo, como o grupo de estacas se comporta e, principalmente, quais deformações essa interação poderá produzir.

Além disso, toda a obra precisou integrar:

engenharia geotécnica + fundações profundas + engenharia costeira + estruturas + durabilidade em ambiente marinho.

Por isso escolhi o Burj Al Arab para a edição de hoje de 🏗️ Obras Icônicas da Engenharia.

Não pela forma de vela que o tornou conhecido mundialmente.

Mas porque ele permite discutir uma ideia fundamental da engenharia de fundações: uma fundação não precisa encontrar uma rocha para encontrar resistência.

E deixa uma segunda lição ainda mais interessante: às vezes, antes de projetar a fundação de uma obra, a engenharia precisa projetar o próprio terreno onde ela existirá.

🏗️ Obras Icônicas da Engenharia | Engeduca

🌐 Uma série especial do Radar Engeduca:
https://www.linkedin.com/pulse/obra-ic%25C3%25B4nica-da-engenharia-burj-al-arab-um-arranha-c%25C3%25A9u-apoiado-jgfke

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