30/11/2020
Ciclo menstrual e relacionamentos
Na pré-ovulação reina o espírito de curiosidade e aventura: a motivação é maior para descobrir novas fontes de prazer e fazer o que nos dá na gana porque estamos mais auto-centradas e individualistas (ná na ni na não, isto não é egoísmo), sem pensar nas consequências eventuais. Mesmo à teenager e que bom que é podermos preservar esta faceta do feminino, contudo as típicas questões de auto-estima desta idade também poder aflorar! Os parceiros podem amar esta fase porque nos sentem mais soltas ou f**ar ansiosos porque nos veem algo desapegadas.
Já na fase contrária, a pré-menstruação, podemos f**ar fixas nas falhas da relação e nas nossas, movidas por um senso de desadequação entre o que esperamos e o que acontece na realidade e, além de carregarmos essa frustração ainda tentamos microgerir tudo para resolver. Vai dar cansaço acrescido e os momentos de intimidade que, podiam ser relaxados, profundamente ligados e vulneráveis, com um showcase de toda a experiência adquirida, viram caixote para as nossas irritações de tpm.
A menstruação vai espelhar a atitude geral ao longo do último mês ou bom, da vida (naquilo que andamos a acumular): pode ser mega down, sentindo-nos sozinhas, incompreendidas, mal amadas e isso pode afastar-nos da parceria ou tornar-nos mega colas ou o pico do mês em que pedimos e recebemos apoio, sustentação, mimo e um tempo para nós. Em suma, pode apetecer divorciar... ou renovar os votos.
Depois vamos de lua-de-mel, haha, com a ovulação, a rainha das fases menstruais no que diz respeito aos relacionamentos: apela à nutrição emocional, ao conbíbio, à sedução e brincadeira e torna mais fácil deixarmo-nos ser guiadas pela l.i.bido e cativar pelo nosso magnetismo. Isto com confiança, naturalidade e poder mas também com o coração ao rubro, emitindo afeto e amor.
Como mulheres, psico-emocionalmente podemos viver as 4 fases num dia ou sentirmo-nos numa única fase prolongadamente. Quem partilha intimidade connosco não adivinha os motivos das nossas variações mas, se o faz, deve acabar com a desvalorização, gozo e ironia ou de sentir-se apanhado na curva. A literacia corporal não precisa ser passada como aula mas precisa ser integrada nas rotinas de casal.
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~ Tamar