21/03/2016
Projeto que estou ajudando a desenvolver na EESC USP.
Novidades em breve.
Sobre o Zenith
O Zenith-USP é um grupo formado por estudantes de graduação que realiza trabalhos extracurriculares na área de engenharia aeroespacial. O grupo é formalmente aceito pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC), da Universidade de São Paulo (USP).
Temos como proposta desenvolver e difundir tecnologias aplicadas ao setor aeroespacial como resposta à baixa visibilidade desse setor no Brasil. Em conjunto, o grupo Zenith busca proporcionar uma melhor formação dos estudantes que dele fazem parte, desenvolvendo o senso crítico e explorando qualidades como a proatividade e trabalho em equipe.
A História:
A idea de trabalhar na área espacial nasceu quando o Me. Lucas Fonseca, participante da missão Rosetta da ESA (European Space Agency) e ex-aluno do curso de Engenharia Mecatrônica da EESC, apresentou a plataforma cubesat, uma classe de nanosatélites, apontando diversos motivos pelos quais achava viável desenvolver na universidade. Como projeto, trouxe uma temática de exploração lunar e um grande desafio para a equipe. Assim, com a simpatia de alguns alunos, foi formado, em meados de 2013, o Zenith-USP.
Em seu início, o grupo se focou em uma formação básica na área espacial, realizando reuniões periódicas com o Lucas, que discutia as tecnologias empregadas atualmente, passando um pouco de sua vivência de trabalho nas Agências Espaciais européias. Também, havia um trabalho para encontrarmos missões e interessados em trabalhar junto ao grupo na realização de projetos científicos.
Em meados de 2014, através de uma comunicação com dois pesquisadores do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), foi formada uma parceria para a realização de um experimento em alta altitude, designando assim, o Zenith-USP para o desenvolvimento da plataforma de voo do experimento. Essa atividade se encontra até o presente momento.
Nossos projeto em andamento
- Desenvolvimento de plataforma para experimentos com colônias de bactérias em alta atmosfera.
Este projeto surgiu devido ao interesse de dois astrobiólogos em estudar o comportamento de organismos em condições extremas para a vida. Dessa forma, encontramos uma oportunidade para desenvolver uma plataforma de experimentos.
Sob nossa responsabilidade, devemos assegurar que o experimento seja controladamente exposto ao ambiente severo da estratosfera, a 32km de altitude, lidando com condições extremas muito similares às encontradas em órbita. Teremos três sensores de radiação ultravioleta e possivelmente contadores de radiação ionizante, bem como sensores ordinários como barômetro, termômetro e acelerômetro. Teremos também um magnetômetro a fim de registrarmos dados para o estudo da Anomalia Magnética do Atlântico Sul.
A parte estrutural é majoritariamente impressa em 3D visando a otimização do peso da sonda, bem como redução do custo.
A previsão para o lançamento da sonda é na segunda quinzena de abril.
A ideia é que seja possível adquirir conhecimento no processo de desenvolvimento da plataforma e utilizar para outros projetos espaciais. Além disso, devido ao fato dos custos envolvidos ao se trabalhar com cubesats serem bem elevados, optamos por utilizar balões atmosféricos para os primeiros experimentos e, dessa forma, atestar a funcionalidade dos sistemas.
Contudo, também há o interesse em desenvolver uma plataforma multimissão em um cubesat, que depende apenas das particularidades da missão, mas que já tenha os sistemas básicos bem definidos e que atendam ao maior número de casos.