27/08/2026
DO PETRÓLEO AOS FERTILIZANTES: COMO A GUERRA NO ORIENTE MÉDIO PRESSIONA O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO
Com a continuidade da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, têm se multiplicado as discussões sobre o preço do petróleo. Convém lembrar que o preço dessa commodity é altamente relevante para a dinâmica inflacionária da maioria das economias, não apenas por seus efeitos diretos sobre o poder de compra das famílias, mas também por seus desdobramentos sobre custos e cadeias produtivas.
O Brasil é um dos países mais dependentes de fertilizantes importados no mundo, com importações que superam 80% do total consumido no país. Isso torna o setor agropecuário altamente sensível a variações nos preços internacionais e a desorganizações das cadeias globais de suprimento. Entre os insumos mais críticos está a ureia, fertilizante amplamente utilizado por fornecer nitrogênio, nutriente essencial ao crescimento das plantas.
Em síntese, embora o conflito no Oriente Médio ocorra em uma região geograficamente distante, seus efeitos sobre o Brasil são diretos e economicamente relevantes. A dependência de insumos importados, a concentração geográfica da produção global de fertilizantes e a importância estratégica de rotas marítimas críticas podem impactar o agronegócio brasileiro de forma mais intensa do que outros setores de atividade econômica.
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