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 O SUS vai passar a oferecer um novo exame para detectar precocemente o câncer de intestino, mesmo antes dos sintomas ap...
27/05/2026


O SUS vai passar a oferecer um novo exame para detectar precocemente o câncer de intestino, mesmo antes dos sintomas aparecerem. A novidade é o FIT, um teste simples de fezes que identifica pequenas quantidades de sangue invisíveis a olho nu, um possível sinal de pólipos ou tumores no intestino.

O exame será indicado para homens e mulheres entre 50 e 75 anos sem sintomas e pode ampliar o acesso à prevenção para mais de 40 milhões de brasileiros. Diferente da colonoscopia, o FIT é menos invasivo, não exige preparo intestinal nem dieta especial, e pode ser feito em casa com um kit de coleta.

Se o resultado der positivo, o paciente será encaminhado para exames complementares, como a colonoscopia. Especialistas destacam que detectar alterações cedo aumenta muito as chances de cura.

O FIT já é usado há anos em programas de rastreamento de câncer de intestino em países como Japão, Reino Unido, Canadá e Estados Unidos. O que o Brasil fez agora foi incorporar oficialmente o exame ao SUS como estratégia nacional de prevenção e diagnóstico precoce. Hoje, o câncer colorretal é o segundo tipo mais comum no Brasil, e o novo protocolo pode ajudar a reduzir mortes ao facilitar o diagnóstico.

Fonte: Reportagem do G1

News

Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU, e a Fundação Grupo Boticário firmaram uma parceria para...
25/05/2026

Organização Internacional para as Migrações (OIM), ligada à ONU, e a Fundação Grupo Boticário firmaram uma parceria para fortalecer políticas públicas de adaptação às mudanças climáticas nos municípios brasileiros. A proposta aposta nas Soluções Baseadas na Natureza (SBN), que incluem ações como recuperação de manguezais, matas ciliares, encostas e ampliação de áreas verdes urbanas, com o objetivo de reduzir os impactos de eventos extremos como enchentes, deslizamentos, secas, ondas de calor e incêndios florestais.

Um documento conjunto reúne recomendações práticas para ajudar prefeituras a implementar essas soluções, buscando também reduzir deslocamentos forçados de populações afetadas por desastres climáticos. Segundo representantes das instituições, a ideia é integrar políticas ambientais e humanitárias, reforçando que preservar a natureza também significa proteger vidas.

Os dados usados mostram que 66% dos municípios brasileiros têm baixa ou muito baixa capacidade de adaptação a eventos climáticos extremos. Além do impacto social, o tema é visto como um risco econômico global relevante.

A iniciativa inclui também capacitação de gestores públicos por meio de cursos, incubadoras de projetos e ferramentas digitais como a plataforma Natureza ON, que cruza dados ambientais e urbanos para indicar áreas de risco e soluções baseadas na natureza.

Por que isso é (muito) importante?

Essa estratégia mostra uma mudança de abordagem na adaptação climática: em vez de depender apenas de obras de engenharia (como muros e drenagens), as cidades começam a usar a própria natureza como infraestrutura de proteção. Isso pode ser mais barato, sustentável e eficiente no longo prazo.

Além disso, o foco em evitar deslocamentos forçados conecta clima, urbanismo e direitos humanos, mostrando que eventos extremos não são só ambientais, mas também sociais e econômicos. Com a maioria dos municípios brasileiros ainda pouco preparados, a proposta tem potencial de impacto direto na segurança de milhões de pessoas.

Fonte: Agência Brasil

Leia o documento completo em fundacaogrupoboticario.org.br

22/05/2026

O futuro do diagnóstico precoce já começou. 💗

O SPTV primeira edição desta semana destacou a inovação brasileira que pode transformar a forma como o câncer de mama é detectado: o RosalindTest. A reportagem de Paula Araújo mostra como a tecnologia utiliza uma simples amostra de sangue para identificar sinais da doença ainda em estágios iniciais, ampliando as possibilidades de cuidado, acompanhamento e tratamento.

Muito além de um avanço científico, RosalindTest é um passo importante para tornar o rastreamento mais acessível, menos invasivo e mais eficiente para milhares de mulheres no Brasil.

RosalindTest foi desenvolvido por LiqSci, em parceria com cientistas da Faculdade de Medicina do ABC e powered by Sthorm.

Assista à matéria completa no G1/GloboPlay.

Na região de Cotswolds, no sul da Inglaterra, um projeto está mostrando como a natureza pode virar aliada contra enchent...
20/05/2026

Na região de Cotswolds, no sul da Inglaterra, um projeto está mostrando como a natureza pode virar aliada contra enchentes, e ainda gerar renda para agricultores. Mais de 50 fazendas participam do Evenlode Landscape Recovery Project, que está restaurando cerca de 3 mil hectares de áreas rurais e recuperando rios e planícies de inundação.

A ideia é simples: em vez de canalizar rios e acelerar o fluxo da água, o projeto devolve espaço para que ela se espalhe naturalmente pelo terreno. Isso reduz a força das enchentes, melhora a qualidade da água e cria novos habitats para peixes, insetos e plantas.

O modelo chamou atenção até de grandes investidores, como empresas de energia, ferrovias e o governo local, que passaram a pagar os agricultores pelo serviço ambiental prestado. A lógica é econômica: prevenir inundações com soluções naturais custa menos do que reconstruir estradas, trilhos e subestações elétricas danificadas por eventos extremos.

Um dos te**es do projeto reconectou um riacho ao seu curso natural, criando centenas de metros de novos canais e áreas alagáveis. O resultado foi mais biodiversidade e maior retenção da água na paisagem.

Para especialistas, o projeto pode virar referência mundial ao mostrar que agricultura, preservação ambiental e infraestrutura podem trabalhar juntas.

Fonte: Reportagem BBC

Um novo estudo publicado pela revista Nature Medicine trouxe um alerta importante para a saúde pública: o aumento de cas...
18/05/2026

Um novo estudo publicado pela revista Nature Medicine trouxe um alerta importante para a saúde pública: o aumento de casos de câncer colorretal em pessoas com menos de 50 anos pode estar ligado à exposição a pesticidas usados na agricultura, especialmente um herbicida chamado picloram.

A pesquisa analisou amostras de tumores de pacientes jovens e mais velhos e encontrou “assinaturas biológicas” diferentes no DNA dos casos de início precoce da doença. Essas marcas sugerem que fatores ambientais ao longo da vida, como alimentação, tabagismo e contato com substâncias químicas, podem influenciar o desenvolvimento do câncer de forma mais forte do que se imaginava.

Um dos achados mais relevantes foi a associação entre regiões com maior uso do herbicida picloram e maiores taxas de câncer colorretal em jovens. Segundo os cientistas, pacientes mais novos apresentaram padrões genéticos nos tumores compatíveis com maior exposição a esse pesticida, o que levanta a hipótese de que ele possa estar envolvido no surgimento precoce da doença.

Apesar do sinal de alerta, os próprios autores reforçam que o estudo não prova causa direta. Trata-se de uma associação estatística e biológica que ainda precisa ser confirmada por novas pesquisas.

O câncer colorretal, que antes era mais comum após os 50 anos, vem crescendo entre adultos jovens em vários países. Entender os fatores por trás dessa mudança é considerado essencial para prevenção, políticas de saúde e possível regulação de substâncias químicas usadas no ambiente e na produção de alimentos.

Fonte: G1, Nature Medicine

Um estudo recente mostrou que o moringa, uma árvore muito comum em regiões tropicais e conhecida como “árvore milagrosa”...
15/05/2026

Um estudo recente mostrou que o moringa, uma árvore muito comum em regiões tropicais e conhecida como “árvore milagrosa”, pode ajudar a resolver um problema moderno gigantesco: a presença de microplásticos na água da to****ra.

O que os cientistas descobriram é que não é a árvore inteira que “filtra” a água, mas sim as sementes dela. Dentro dessas sementes existem substâncias naturais que funcionam como um tipo de “cola biológica”.

Quando essas sementes são trituradas e colocadas na água, acontece algo interessante: as partículas de microplástico (que são tão pequenas que passam pelos filtros comuns) têm cargas elétricas que fazem elas ficarem dispersas na água. A substância da moringa neutraliza essa carga e faz com que os microplásticos grudem uns nos outros, formando aglomerados maiores.

Esses aglomerados ficam pesados o suficiente para serem removidos depois por filtragem simples, como areia ou decantação. Em te**es de laboratório, esse processo conseguiu remover mais de 98% dos microplásticos da água.

O mais impressionante é que isso acontece sem precisar de produtos químicos industriais: é um método natural, biodegradável e barato. Inclusive, em algumas condições, a moringa funcionou até melhor do que substâncias usadas em estações de tratamento de água.

Em resumo: a moringa não “engole” os microplásticos. Ela faz com que eles se juntem e fiquem grandes o bastante para serem filtrados facilmente, funcionando como uma espécie de organizador natural da sujeira invisível da água.

Fonte: CNN Edition

Entre guerras, crise climática e timelines dominadas por más notícias, a ciência segue produzindo algo poderoso: o progr...
11/05/2026

Entre guerras, crise climática e timelines dominadas por más notícias, a ciência segue produzindo algo poderoso: o progresso.

A revista científica Nature reuniu algumas das descobertas e avanços mais animadores dos últimos meses, e eles mostram que ainda existem motivos concretos para ter esperança no futuro.

Na lista estão vacinas personalizadas contra o câncer com resultados promissores em pacientes com melanoma, espécies ameaçadas voltando à natureza após décadas de extinção local, novos combustíveis produzidos a partir de resíduos agrícolas e o crescimento recorde da energia solar ao redor do mundo.

Um dos casos mais impressionantes é o do cavalo-de-Przewalski, considerado extinto na natureza nos anos 1960 e hoje reintroduzido nas estepes da Mongólia graças a programas de conservação.

Enquanto o noticiário costuma destacar o caos, laboratórios e pesquisadores continuam trabalhando silenciosamente (e muitas vezes com baixo orçamento) em soluções que podem transformar saúde, energia e meio ambiente nas próximas décadas.

Nem toda grande notícia vem acompanhada de desastre. Às vezes, ela chega em forma de descoberta científica.

Os cachorros podem ser nossos melhores amigos há muito mais tempo do que a ciência imaginava. Um novo estudo genético in...
08/05/2026

Os cachorros podem ser nossos melhores amigos há muito mais tempo do que a ciência imaginava. Um novo estudo genético internacional revelou que cães domesticados já conviviam com humanos há cerca de 15.800 anos — ou seja, 5 mil anos antes do que os registros anteriores indicavam.

A descoberta veio da análise de DNA antigo extraído de ossos encontrados em sítios arqueológicos na atual Turquia e no Reino Unido. O mais antigo pertence a uma filhote encontrada em Pınarbaşı, na Turquia. Mesmo separados por milhares de quilômetros, os cães estudados tinham genética muito parecida, indicando que esses animais já acompanhavam grupos humanos por boa parte da Eurásia.

O mais fofo (e emocionante) é que alguns filhotes foram encontrados enterrados próximos a humanos, sugerindo que já existia um vínculo afetivo entre as espécies muito antes da agricultura ou das cidades existirem. Na época, humanos ainda eram caçadores-coletores nômades.

Os cientistas acreditam que os primeiros cães ajudavam como “alarmas naturais”, avisando sobre perigos e auxiliando em caçadas. Em troca, recebiam comida, abrigo e companhia. Essa parceria deu tão certo que atravessou milênios — e hoje continua firme no sofá da nossa casa.

Fonte: G1, Nature

O Instituto Butantan foi autorizado pela Anvisa a produzir no Brasil a primeira vacina nacional contra a chikungunya, ch...
06/05/2026

O Instituto Butantan foi autorizado pela Anvisa a produzir no Brasil a primeira vacina nacional contra a chikungunya, chamada Butantan-Chik. A decisão marca um avanço importante para a autonomia do país na produção de imunizantes e abre caminho para a inclusão da vacina no SUS.

Desenvolvida em parceria com a farmacêutica Valneva, a vacina já havia sido aprovada anteriormente e demonstrou alta eficácia nos estudos clínicos, com forte resposta imunológica na maioria dos voluntários. Agora, com a fabricação local, o acesso tende a ser ampliado, reduzindo a dependência de importações e facilitando campanhas de vacinação em larga escala.

O público-alvo inicial são adultos entre 18 e 59 anos. A chikungunya é uma doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e do zika, e pode causar dores intensas e crônicas nas articulações.

A produção nacional também fortalece o papel do Butantan como um dos principais centros de pesquisa e fabricação de vacinas do mundo, além de representar um passo estratégico para o enfrentamento de arboviroses no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

Imagina um mundo onde roupas, óculos e até couro não vêm do petróleo, mas de microrganismos vivos. Esse é o universo que...
04/05/2026

Imagina um mundo onde roupas, óculos e até couro não vêm do petróleo, mas de microrganismos vivos. Esse é o universo que cientistas e designers estão explorando com as chamadas cianobactérias (ou “algas azul-esverdeadas”) seres minúsculos que já ajudaram a criar a atmosfera da Terra ao produzir oxigênio por bilhões de anos.

De acordo com um artigo da revista Atmos, essas bactérias estão sendo reimaginadas pela moda como uma espécie de “fábrica natural”. Em vez de serem só vistas como problema (já que podem formar blooms tóxicos em lagos quentes), elas estão virando solução para um dos setores mais poluentes do mundo.

O segredo está na forma como elas fazem fotossíntese: elas produzem oxigênio, energia e até lipídios que podem virar óleos e materiais. Designers já conseguiram transformar esses subprodutos em plástico biodegradável para fazer óculos, usando ainda minerais como o carbonato de cálcio (o mesmo da pedra calcária) e pigmentos naturais como o azul intenso da ficocianina.

O mais interessante: esses materiais não são “fabricados e descartados”, mas podem ser reprocessados, como na natureza. Ou seja, uma peça poderia virar matéria-prima para outra. Outro protagonista dessa revolução é o micélio — a rede de fungos que cresce rápido e pode virar uma espécie de couro sustentável. Marcas como Gucci, Adidas e Stella McCartney já testaram materiais assim.

Mas existe um desafio importante: tudo isso cresce devagar. Produzir leva tempo, exige controle e ainda não escala facilmente. A moda, acostumada à velocidade, precisa aprender a pensar mais como a natureza: com paciência, ciclos e colaboração.

No fim, a ideia central é simples e poderosa: em vez de dominar a natureza, a moda pode começar a trabalhar com ela: criando um sistema mais circular, vivo e menos tóxico para o planeta.

Fonte: Reportagem Atmos

A renaturalização de rios urbanos vem ganhando destaque como uma estratégia eficaz para enfrentar enchentes nas cidades ...
29/04/2026

A renaturalização de rios urbanos vem ganhando destaque como uma estratégia eficaz para enfrentar enchentes nas cidades brasileiras, cada vez mais afetadas por chuvas intensas. Em reportagem de Rafael Cardoso, especialistas explicam que recuperar cursos d’água e ampliar áreas verdes pode tornar os centros urbanos mais resilientes às mudanças climáticas.

Segundo a paisagista Cecília Herzog, o modelo urbano baseado em concreto e asfalto agravou os alagamentos ao impedir a absorção da água pelo solo. Sem áreas permeáveis, a chuva escoa rapidamente e se acumula em regiões baixas, causando inundações. A solução, portanto, passa por reverter esse processo: reabrir rios, restaurar vegetação ciliar e criar espaços que permitam a infiltração da água.

Além disso, a renaturalização deve ser combinada com outras medidas, como telhados verdes, jardins de chuva e sistemas de drenagem natural. Essas ações ajudam a reter a água temporariamente, reduzindo o impacto das chuvas e também amenizando o calor nas cidades.
Projetos já começam a sair do papel. Em São Paulo, o futuro Parque do Bixiga prevê a reabertura de um córrego, enquanto no Rio de Janeiro há estudos para recuperar o Rio Maracanã com base em soluções naturais.

Especialistas reforçam que não existe solução única: é preciso um conjunto de ações adaptadas a cada território. A proposta é reconstruir uma relação mais equilibrada entre cidade e natureza, devolvendo funções ecológicas essenciais hoje comprometidas pela urbanização.

Fonte: Agencia Brasil

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Belém, PA

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