10/06/2024
Qual engenharia mais cresce no Brasil?
No Brasil, é recorrente a percepção de que há escassez de engenheiros nos mais variados setores da economia e de que os(as) engenheiros(as) que atuam no mercado carecem frequentemente das habilidades necessárias à aplicação de estratégias de inovação, o que dificulta o crescimento e a sustentabilidade da economia a longo prazo.
O estudo “Ensino de Engenharias: fortalecimento e modernização”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que a engenharia pode crescer no Brasil. Em 2014, o País tinha uma das piores posições no indicador de número de engenheiros por habitante, com 4,8 graduados a cada 10 mil habitantes. Coreia, a Rússia, a Finlândia e a Áustria contavam com mais de 20 engenheiros/cada 10 mil habitantes, e Portugal e Chile dispunham de cerca de 16.
Dados de 2016 da CNI também apontam que o número de doutores em engenharia no Brasil é menor que no contexto internacional, com quatro a seis vezes menos doutores que a maioria dos países europeus e cerca de um terço do registrado nos Estados Unidos.
Os dados, aliados a recorrentes reclamações relativas às dificuldades de contratação de bons profissionais em momentos de expansão da economia, levantaram preocupações quanto a uma possível escassez de engenheiros e ao risco de um apagão de mão de obra.
Embora demande atenção a situação da quantidade de profissionais qualificados, o interesse pela profissão segue aumentando no Brasil. No acumulado de 2001 a 2016, o número de matrículas nos cursos presenciais de engenharia praticamente quintuplicou, em função da expansão de 203% e 593%, respectivamente, do número de matrículas nas redes pública e privada de ensino.