22/05/2026
Muitos projetos de concreto armado focam intensamente em garantir os Estados Limite Últimos (ELU), assegurando que a estrutura não entre em colapso. Contudo, uma estrutura que apenas é estável está longe de cumprir seu papel de engenharia.
É na análise dos Estados Limite de Serviço (ELS), detalhada na ABNT NBR 6118, que a performance de um ativo é avaliada. Deformações excessivas, vibrações incômodas e, principalmente, a fissuração, são patologias que podem comprometer a operacionalidade e a durabilidade de uma estrutura, mesmo que ela seja considerada segura sob os critérios de Estado Limite Ultimo (ELU).
O controle da fissuração, abordado na norma nacional, não é tratado apenas como uma verificação normativa. É uma ferramenta estratégica para garantir a estanqueidade, proteger as armaduras contra a corrosão e assegurar a aceitabilidade psicológica dos usuários. Uma fissura de 0,3 mm pode ser aceitável em um ambiente, mas completamente inadequada em outro, impactando diretamente os custos de manutenção e a vida útil do projeto.
A análise preditiva desses fenômenos, integrando modelos computacionais precisos com a experiência em campo, é o que diferencia um projeto reativo de uma gestão de ativos estratégica e eficiente.
A sua operação avalia os Estados Limite de Serviço com a profundidade que eles exigem?