08/07/2026
Ao contrário do roteiro de Benedito Ruy Barbosa, “O dia que o santo pecou”, onde o título sugere que o desvio veio do próprio sagrado, na minha releitura o foco é outro, o santo, vira o réu.
Escrevi O Mártir de Narbona para não deixar cair no esquecimento. O filme, sumiu de circulação e se ninguém fizesse nada, essa história real desapareceria. Quando botei o causo no papel, meu único objetivo foi inverter essa perspectiva e manter viva uma narrativa que faz parte da identidade regional, garantindo através da palavra escrita que o tempo não apague o registro dessa ironia