26/01/2015
Políticas públicas envolvendo o esporte nunca tiveram a devida atenção por parte da classe política.
Não existe nada mais fácil que produzir atletas de elite no país, e prova disto pode ser confirmada por alguns esforços de instituições particulares, o caso da Universidade Gama Filho, da Xerox na Mangueira, do Bingo Arpoador, do Pão de Açúcar, por exemplo, todos estes, salvo engano, conseguindo levar atletas a uma Olimpíada. Imagino que a maioria destes tenha parado no meio do caminho por diversos motivos, um deles, certamente, a falta de incentivo por parte do Estado.
O esporte é um excelente mecanismo de propaganda governamental, pois demonstra saúde e bem estar de uma população, tanto que alguns países dedicam enorme atenção à prática esportiva de seus cidadãos, e daí para as medalhas olímpicas é um pulo.
Por aqui, com 190 milhões de habitantes, medalhas olímpicas teriam que ser algo trivial. Qualquer município que tenha, por hipótese, trinta mil alunos na rede pública de ensino, ao promover a prática diária de esportes olímpicos para todos eles, pode imaginar que 5% deles, 1500 alunos, se interessem por determinado esporte e, deste grupo, 3% deles, 45, podem vir a ser esportistas de competição, logo, porque não um ou dois em nível olímpico? Agora, basta multiplicar isto por não sei quantos municípios e teremos inúmeros atletas de elite a nos representar.
Além do objetivo acima- esporte de elite, a prática esportiva carrega outros objetivos tão ou mais importantes, pois ocupará diariamente os jovens de forma saudável, pois proporciona disciplina, força de vontade para alcançar objetivos, perseverança, o sonho da conquista, etc..., tudo o que não acontece caso o jovem fique solto na redondeza com os amigos da vizinhança.
Certamente existem milhares de brasileiros potencialmente aptos a serem bem sucedidos, mas é preciso que tais potencialidades sejam corretamente identif**adas para, depois, suarem bastante prá chegarem lá.
Quando falo esportes olímpicos, deixo o futebol em segundo plano, pois este esporte já é largamente difundido, enquanto o handebol, boxe, ciclismo, remo e tantos outros ainda f**am restritos a tribos aqui e ali.
Se o nome será Agência Nacional de Esporte, é fato irrelevante, o importante é que tal proposta possa ser difundida prá ontem; há oito anos tentei desenvolver um programa municipal neste molde (estruturei a idéia, dali fiz um razoável anteprojeto, identifiquei o terreno que serviria de Centro De Esportes e nada, pois ninguém se interessou) – caso tivesse ocorrido, já seria possível ver alguns resultados.