08/07/2026
Todo ano, no período seco, operações industriais enfrentam instabilidades que deveriam ser previsíveis, e não são tratadas como tal.
A estiagem não reduz apenas a vazão da água bruta. Ela altera a composição. A turbidez muda de natureza: as partículas ficam mais finas, coloidais, e respondem diferente ao coagulante. A carga orgânica se concentra. Em muitas bacias, a alcalinidade cai, e com ela, a eficiência do coagulante.
O problema central não é a falta de produto. É a manutenção de parâmetros de dosagem calibrados para uma água que já não existe mais.
O resultado é conhecido, floco fraco, lodo com baixa sedimentação, consumo crescente sem ganho proporcional de qualidade. Em indústrias de alimentos e bebidas, isso chega ao processo produtivo. Em estações de tratamento, chega à distribuição.
A revisão sazonal de dosagem, a reavaliação do polímero e o acompanhamento dos parâmetros físico-químicos não são procedimentos opcionais. São o que garante estabilidade quando as condições mudam.
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