11/05/2025
Um dia minha mãe me chamou de “filha”na frente das minhas filhas. A reação delas foi muito engraçada e elas disseram: “não, ela é só mamãe”. Minha mãe (pra retrucar) continuou: “mas ela é minha filha também!”. Mas não teve acordo: “não vovó, ela é só mamãe” e vieram me cercando e sentando no meu colo, para não ter perigo da vovó insistir naquela conversa descabida.
Me recordo com sorriso desse dia. Para os filhos é como se a mãe fosse tudo e toda deles. Indivisível. E no fundo acho que esse é um milagre que Deus realmente faz: nos torna indivisíveis, porque somos toda amor para cada filho, não como quem divide o coração, mas inteiras, dilatadas para cada um que nasce.
E algo que tem me feito refletir de uns tempos para cá é como esse acalento de mãe não tem idade.
Minha mãe me acompanhou em cada nascimento dos meus filhos e eu passei a f**ar cada vez mais admirada de como era possível ela continuar se preocupando tanto comigo mesmo depois de já ser “madura” e ter os meus próprios filhos.
Os netos são filhos com açúcar, é verdade, mas o filho (diferentemente do que a nossa maturidade nos deixa pensar), continuará sendo filho daquela mesma mãe indivisível, de coração dilatado; daquela mãe que ainda prepara a comida que a gente mais gosta, que pensa em detalhes que nós nos esquecemos, que pergunta e reza por nós, que tem o abraço e o colo do céu.
Ahh, mãe, quanto eu ainda poderia dizer de você! Meus olhos se enchem de lágrimas. Que Deus me ajude a ser uma tão boa mãe como aquela que Ele me presenteou.
Um feliz dia das mães a todas as mães! E em especial à minha (que é “só mãe”).