Engenheiro Civil - Luiz Fernando Coelho

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Essa situação já me fez perder um bom tempo em projeto 😅Você olha uma viga metálica na ponta de uma laje em balanço e a ...
14/08/2026

Essa situação já me fez perder um bom tempo em projeto 😅

Você olha uma viga metálica na ponta de uma laje em balanço e a primeira leitura parece muito óbvia:

a laje chega ali e apoia na viga.

Então você lança dessa forma, processa e…

a viga desloca demais.

Aí começa aquela sequência que provavelmente todo mundo que projeta estrutura já fez alguma vez:

aumenta o perfil.

Processa.

Ainda não ficou bom.

Testa outro.

Processa de novo.

Até que você começa a perceber que está tentando colocar uma viga enorme num lugar onde a arquitetura não quer uma viga enorme 😂

E foi numa situação dessas que eu comecei a fazer uma pergunta que hoje eu uso muito mais nos projetos:

quem disse que essa viga precisa sustentar a laje?

Porque dependendo de como o restante da estrutura está concebido, eu posso fazer justamente o contrário.

Posso levar a laje em balanço até aquela extremidade e fazer ela carregar a própria viga metálica da borda.

Aí aquela peça que antes era o “apoio” deixa de ter essa função principal.

E é engraçado porque às vezes você f**a horas tentando fazer uma conta fechar, quando o problema nem estava na conta.

Estava numa decisão que você tomou lá no lançamento.

Claro que não é uma regra para qualquer viga metálica em balanço.

Tem que olhar os apoios, as ligações, a rigidez, o comportamento da laje e como aquela carga realmente volta para a estrutura.

Mas hoje eu tento não assumir mais quem sustenta quem só olhando para a arquitetura.

Primeiro eu penso no caminho da carga.

Depois eu modelo.

Essa mudança parece pequena, mas já resolveu muito projeto que, no começo, parecia que só precisava de “uma viga maior”.

Se você trabalha com estrutura, salva esse post porque uma hora você vai f**ar preso tentando aumentar um elemento que talvez nem devesse estar fazendo aquele trabalho.

E se quiser ver mais decisões assim em projetos reais aqui do escritório, comenta BASTIDORES.

Essa é uma daquelas coisas que depois que você percebe uma vez, começa a olhar em toda viga invertida que aparece no pro...
13/08/2026

Essa é uma daquelas coisas que depois que você percebe uma vez, começa a olhar em toda viga invertida que aparece no projeto.

Porque normalmente a gente faz o caminho mais óbvio.

Dimensiona a viga.
Confere a armadura.
Olha a flecha.

Depois vai para a laje e confere ela também.
Se os dois passaram, parece que está tudo certo.
Só que tem um detalhe aí no meio.

A laje está concretada junto com aquela viga.

E quando você tem momento positivo no meio do vão, a parte inferior da viga está tracionada.

Agora olha onde está a laje numa viga invertida.
Justamente ali.

Então quando essa região da viga alonga, a laje não simplesmente f**a parada do lado.
Ela participa dessa deformação.

E foi uma dessas coisas que me fizeram começar a olhar menos para “a viga” e “a laje” separadamente e mais para o que está acontecendo com o conjunto.

Porque pode acontecer de você olhar os esforços da laje e pensar:

“não tem nada demais aqui.”
Olhar a viga:
“também está tudo certo.”

E depois aparecer fissura na laje próxima da viga.
Aí parece que veio do nada.

Mas muitas vezes tinha um comportamento ali que você simplesmente não estava olhando.

Nessas situações eu gosto de conferir com mais atenção a armadura da laje próxima à viga, principalmente no sentido paralelo a ela, e entender como aquela tração vai ser distribuída e como a fissuração vai ser controlada.

Não é uma receita pronta para toda viga invertida.

É entender o que aquele conjunto está fazendo.

E acho que essa é uma parte muito legal de começar a evoluir em projeto estrutural.

Você para de olhar só se o elemento “passou” no software…

e começa a tentar entender o que realmente está acontecendo com a estrutura.

Se você usa viga invertida nos seus projetos, salva esse post e depois abre um deles para olhar essa região com mais calma.

E se quiser acompanhar mais análises assim em projetos reais aqui do escritório, comenta BASTIDORES.

Quando eu comecei a trabalhar com contraflecha, na minha cabeça era bem simples.Deu flecha demais?Coloca uma contraflech...
12/08/2026

Quando eu comecei a trabalhar com contraflecha, na minha cabeça era bem simples.

Deu flecha demais?

Coloca uma contraflecha e compensa.

Só que depois você começa a pegar alguns projetos, principalmente com balanços, e percebe que não dá pra olhar só para o maior número que aparece na tela.

Eu lembro de analisar situações em que a ponta do balanço estava descendo bastante e a primeira reação era pensar:

“é aqui que eu preciso corrigir.”

Só que quando você olha a deformada inteira, percebe que o apoio também está descendo.

E aí muda a leitura.

Porque parte daquele deslocamento que você está vendo na ponta não aconteceu só porque o balanço deformou.

Ele também acompanhou o movimento do apoio.

Foi uma daquelas coisas que parecem óbvias depois que você entende, mas que no começo passam fácil.

Hoje eu tento sempre olhar primeiro para o comportamento da estrutura inteira.

O que aconteceu no apoio?

O que aconteceu na ponta?

Qual é a diferença entre os dois?

E só depois eu começo a pensar se precisa de contraflecha e onde ela realmente faz sentido.

Porque senão vira aquela solução meio automática:

deu flecha → coloca contraflecha → processa de novo.

E projeto estrutural quase nunca funciona bem quando a gente começa a resolver as coisas no automático.

Se você está começando agora e nunca tinha olhado para um balanço desse jeito, salva esse post porque uma hora essa situação vai aparecer no seu projeto.

E se quiser ver como eu faço essa análise em projetos reais aqui do escritório, comenta BALANÇO que eu te mando uma aula sobre isso.

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Eu lembro que no começo, quando aparecia um vão grande no projeto, a primeira coisa que vinha na cabeça era:“será que ag...
11/08/2026

Eu lembro que no começo, quando aparecia um vão grande no projeto, a primeira coisa que vinha na cabeça era:

“será que agora eu tenho que usar protensão?”

E acho que muita gente que começa a trabalhar com estrutura pensa mais ou menos assim também.

Só que depois de pegar alguns projetos você começa a perceber que não existe muito essa resposta pronta.

Às vezes o concreto armado até resolve estruturalmente, mas a viga f**a com uma altura que simplesmente não conversa com a arquitetura.

Em outro projeto, a protensão faria bastante sentido, mas você está em uma região onde é difícil encontrar quem execute aquilo bem.

Tem custo, tem prazo, tem o cliente…

e tem uma coisa que eu gosto de fazer antes de mudar de sistema: voltar para a concepção e ver se eu consigo resolver o problema de outra forma.

Às vezes mexer em um pilar ou mudar o caminho de uma viga resolve uma situação que parecia muito mais complicada.

E acho que essa foi uma mudança grande na minha cabeça com o tempo.

No começo eu queria descobrir qual sistema usar.

Hoje eu tento primeiro entender qual é o problema que eu preciso resolver.

Parece uma diferença pequena, mas muda bastante a forma de projetar.

Se você está começando a pegar projetos com vãos maiores, salva esse post porque uma hora essa dúvida vai aparecer.

E se quiser acompanhar esse tipo de decisão acontecendo em projetos reais aqui do escritório, comenta BASTIDORES.

engenheiroestrutural engluizfernando

Rotular ou engastar a laje é uma das decisões que mais influenciam o comportamento do pórtico — e que muita gente resolv...
31/07/2026

Rotular ou engastar a laje é uma das decisões que mais influenciam o comportamento do pórtico — e que muita gente resolve no automático, sem analisar.

Engastar a laje na viga gera momento negativo no apoio, reduz o momento positivo no meio do vão e diminui o deslocamento. Mas exige armadura negativa na região do apoio e transfere mais esforço pra viga.

Rotular a laje joga a carga pra uma direção específ**a, alivia a viga de apoio e simplif**a o detalhamento. Mas o deslocamento no meio do vão tende a ser maior.

O erro mais comum é engastar tudo achando que resolve o deslocamento em todo lugar. Se você engasta numa direção errada, você aumenta a carga numa viga que já está no limite. O deslocamento pode aumentar, não diminuir.

A decisão certa vem da leitura do pórtico. Onde está o deslocamento que precisa ser reduzido? Qual viga pode absorver mais momento? Em qual direção a laje deve trabalhar pra colaborar com a estrutura?

Laje não é enchimento. É um elemento estrutural que participa do comportamento do pórtico.

💬 Comenta BASTIDORES que eu te mando acesso a projetos reais com todo o processo aberto.

engenheiroestrutural engluizfernando

“Luiz, o cliente quer simplif**ar a escada…”Se você trabalha com projeto estrutural, já ouviu isso.E o problema não é o ...
27/07/2026

“Luiz, o cliente quer simplif**ar a escada…”

Se você trabalha com projeto estrutural, já ouviu isso.

E o problema não é o cliente.

É quando o engenheiro aceita sem verif**ar.

Porque reduzir armadura não é decisão de obra.

É decisão de projeto.

Escada parece simples, mas não é.

Ela depende de:
– geometria
– vinculação
– carregamento
– distribuição de esforços

Quando você muda a armadura, você muda o comportamento da estrutura.

E isso precisa ser recalculado.

Não existe economia sem critério técnico.

Existe economia bem feita…
e existe problema futuro.

Comenta ESCADAPRO que eu te mando uma aula especial explicando como projetar escadas com segurança e sem chute.

A arquiteta queria o vão da sala com 6 metros livrese uma viga de 30 centímetros.No primeiro olhar, parecia uma solução ...
25/07/2026

A arquiteta queria o vão da sala com 6 metros livres
e uma viga de 30 centímetros.

No primeiro olhar, parecia uma solução simples.
Mas o deslocamento no meio do vão mostrava
que só aumentar a viga não resolveria o problema.

Antes de reforçar, a gente resolveu entender
como as cargas estavam caminhando pela estrutura.

Quando esse caminho ficou claro,
a solução apareceu:
não era questão de dimensionar maior,
era de pensar diferente.

Com a introdução de vigas inclinadas,
os esforços foram redistribuídos
e o deslocamento caiu de 2,78 cm para 1,24 cm.
Mesmo vão.

Outra concepção estrutural.

Agora eu quero puxar a conversa com você:
já passou por um projeto em que não dava para aumentar a viga?

Como você resolveu esse caso ou como resolveria hoje?

Conta aqui nos comentários.

Esses dias eu postei um muro de arrimo que caiu.E o problema não era execução.Era concepção.Porque muita gente ainda tra...
24/07/2026

Esses dias eu postei um muro de arrimo que caiu.

E o problema não era execução.

Era concepção.

Porque muita gente ainda trata muro de arrimo como um elemento isolado.

E não é.

Nesse tipo de solução você tem um sistema estrutural completo:

Pilar recebendo empuxo
Viga redistribuindo esforço
Alvenaria participando (ou não)
Fundação garantindo estabilidade

Se uma dessas partes não for pensada corretamente, o erro aparece.

E normalmente aparece em forma de fissura… deslocamento… ou colapso.

Outro ponto importante:

Não adianta dimensionar cada peça separada sem entender o conjunto.

O comportamento real vem da interação entre os elementos e com o solo.

Se quiser entender como pensar e modelar muros de arrimo na prática (sem depender de tentativa e erro), comenta CONTENÇÃO que eu te mando uma aula especial explicando isso passo a passo.

Opção 01 ou 02?Deixe aqui nos comentários! 🔥A escolha entre usar armadura contínua ou armadura em estribos para detalhar...
19/07/2026

Opção 01 ou 02?

Deixe aqui nos comentários! 🔥

A escolha entre usar armadura contínua ou armadura em estribos para detalhar escadas plissadas depende de diversos fatores, incluindo as cargas aplicadas, as dimensões da escada, as restrições de espaço, entre outros.

Ambos os métodos têm suas vantagens e desvantagens, e a decisão final deve levar em consideração as condições específ**as do projeto.

Em resumo, não há uma resposta única para a melhor maneira de detalhar escadas plissadas.

Cada projeto é único, e a escolha entre armadura contínua e armadura em estribos deve ser baseada em uma análise cuidadosa das condições específ**as do projeto.

👉 E se você quer dominar esse tipo de decisão com segurança, comenta ESCADAPRO e garanta o acesso a planilha de dimensionamento automático de escadas.

Dois engenheiros podem analisar o mesmo pilar e chegar a fundações completamente diferentes.E isso não signif**a que um ...
19/07/2026

Dois engenheiros podem analisar o mesmo pilar e chegar a fundações completamente diferentes.

E isso não signif**a que um deles esteja errado.

A diferença está no processo de análise.

Antes de definir a solução, eu comparo diferentes cenários.

Além da capacidade de carga, avalio a metragem total de estacas, a produtividade da execução, os equipamentos disponíveis e o comportamento estrutural da fundação.

Em muitos casos, pequenas mudanças na solução representam uma economia signif**ativa na obra.

Projetar bem não é escolher a primeira alternativa que funciona.

É comparar possibilidades e encontrar a que entrega o melhor resultado técnico e econômico.

💬 Comenta ESTACA que eu te mando uma aula completa sobre como analiso e otimizo fundações em estacas nos meus projetos.

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