15/03/2016
Cabos, fibra ótica ou sinal de rádio
São utilizados três tipos de vias para levar o sinal de acesso à internet para os variados pontos de um mesmo município: cabos, fibra ótica ou sinal de rádio. A escolha de uma dos três meios e dos equipamentos depende muito da infra-estrutura já existente.
Não é muito sensato levar um link de 10mbps para a casa de um cliente através de fibra, quando um radio bem configurado pode levar até 80mbps em média.
Porém, é importante ressaltar que, na maioria dos casos, utiliza-se uma combinação de instalações de cabo ou fibra e de ondas de rádio, pois cada opção se mostra mais adequada a necessidades distintas. E consultores alertam: não existe uma única opção melhor. Depende de cada caso.
Normalmente, utilizam-se cabos e/ou fibra ótica para levar o sinal dos backhauls (troncos de infra-estrutura de rede) até os provedores de acesso à internet, em função de sua maior capacidade de transmissão de dados, comparativamente a redes sem fio.
E, para levar o acesso dos provedores de acesso à internet ao usuário final (edifícios públicos, casas das pessoas etc.), as ondas de rádio (ou seja, as redes sem fio) têm sido amplamente utilizadas, por terem capacidade suficiente para a necessidade e apresentam a vantagem de não “fixarem” o usuário final em um único ponto: o sinal sem fio chega ao ambiente como um todo, não a um ponto específico.
Ambientes internos e externos
É importante destacar que o universo de equipamentos para instalar redes sem fio é diferente para ambientes internos e externos. Nos primeiros, é utilizada a tecnologia de transmissão de dados Wi-Fi, que utiliza aparelhos chamados roteadores. Estes captam o sinal externo e o irradiam por todo o ambiente interno, criando o que os técnicos chamam de “nuvem de sinal”.
Dessa forma, o usuário pode estar em qualquer lugar do ambiente, não precisando ficar preso a um determinado cabo. O alcance médio do sinal é de até 10 metros, podendo ser significativamente reduzido de acordo com o número e a densidade de obstáculos de concreto, espelhos, e outros objetos que possam "absorver" o sinal de radio no ambiente.
Em ambientes externos, pode ser usada uma variedade de tecnologias, algumas livres, outras proprietárias.
Desde rádios utilizando frequências liberadas pela Anatel (2.4GHz e 5.8GHz) até rádio de micro-ondas onde é necessária uma licença específica. Para cada uma dessas tecnologias, existem rádios para uso nos casos em que há linha de visada (ou seja, não há obstáculos físicos entre o rádio e o ponto ao qual o sinal tem que chegar) e para os casos sem linha de visada.
Nos rádios atuais chuva, neblina, vento e outros fenômenos não interferem no sinal.
Além disso, há dois tipos de direcionamento/alcance de equipamentos de rádio: os que são ponto a ponto, ou seja, farão a transmissão exclusivamente entre dois pontos específicos e normalmente têm alcance superior a 50 km; e os que são ponto a multiponto, ou seja, de um mesmo rádio central sai um sinal em 360 graus, que chega a vários rádios e tem alcance aproximado de 15 km.
Ainda, uma quebra na fibra pode levar dias para ser detectada se o provedor não possuir um TDR (equipamento que chega a mais de R$ 50.000,00). Isso tudo acarreta perda de tempo, tempo necessário para encontrar e refazer a fusão de todas fibras no cabo.
O que vemos hoje é uma grande propaganda enganosa por parte de alguns provedores ao alardear que rádio não presta e que fibra é muito melhor. Isso não é verdade. São meios diferentes com finalidades diferentes.
A utilização de fibra torna-se relevante se o consumidor vai necessitar de grandes velocidades a partir de 50mbps.
A GVT começou em Curitiba com rádio e passou vários anos utilizando este meio e foi considerada a melhor em sua época.
Enfim, não importa se é radio, fibra ou metal. O que importa é se o provedor tem velocidade suficiente para atender todos os seus usuários.