07/06/2026
[... mostrar aos estudantes de onde essas expressões vêm, em que contextos produzem sentidos racistas e por que seguem afetando relações dentro e fora da sala de aula.]
“os professores precisam estar preparados para oferecer aos alunos uma educação linguística crítica, antirracista e emancipatória. Isso significa mostrar para os estudantes que a língua não é estável. Ela é mutável e vai se transformando ao longo do tempo por causa de como as pessoas a utilizam”.
A linguagem também pode reproduzir violências históricas contra pessoas negras e na escola, professores e gestores precisam lidar com expressões racistas que aparecem no vocabulário cotidiano.
Palavras como “denegrir”, “escravo” e “mulata” ainda circulam em conversas, atividades e materiais escolares. Especialistas em linguística e educação antirracista defendem que apenas proibir termos não resolve o problema. É preciso mostrar aos estudantes de onde essas expressões vêm, em que contextos produzem sentidos racistas e por que seguem afetando relações dentro e fora da sala de aula.
Rever palavras importa, mas o trabalho precisa incluir referências negras no currículo, livros de autores negros, presença de profissionais negros em espaços de decisão e abertura para que estudantes reconheçam racismo em diferentes usos da língua.
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Créditos: Joédson Alves/Agência Brasil