13/04/2023
Um efluente que precisa ser tratado, aparentemente pode ser visto como um líquido homogêneo e uniforme, somente percebemos que possui uma carga poluidora devido à sua cor. Mas dentro dessa massa líquida existem diversos elementos individuais, muitas vezes microscópicos.
Realizar a separação de elementos tão pequenos não é simples, e é nesse momento que a técnica de coagulação se torna eficiente. Em outras palavras, coagular é o mesmo que unir.
A coagulação é uma operação responsável por desestabilizar o meio aquoso e gerar íons positivos (cátions), e como sabemos, os opostos se atraem, fazendo as partículas unirem-se em conglomerados cada vez maiores.
Com partículas maiores, é possível aplicar outros processos, dando sequência ao tratamento do efluente.
Depois da coagulação, a floculação entra no processo. As partículas estão eletricamente desestabilizadas (coágulos), de modo a formar outras partículas ainda maiores, denominadas flocos. Ao conseguirmos flocos, podemos então separar as impurezas.
A partir da floculação, podemos realizar a decantação, utilizando a gravidade para estabilizar essas partículas maiores no fundo do líquido ou o oposto, adicionando o processo de flotação, que faz as partículas subirem até a superfície.