Nível Crítico Solos

Nível Crítico Solos Divulgação científ**a na área de ciência do solo.

17/04/2026

Calcário de conchas 0800... Mas quando é demais, até calcário faz mal!

31/03/2026

Você sabe como definir o nível crítico de um nutriente no solo de forma prática e baseada em dados?

Neste vídeo, eu explico o funcionamento do método de Cate & Nelson (1965), utilizando dados clássicos de Prozotti (1995), para mostrar como é possível separar áreas responsivas e não responsivas à adubação de forma objetiva.

Mas antes, preciso definir um conceito fundamental:
Nível crítico é a concentração de um nutriente no solo a partir da qual a probabilidade de resposta à adubação passa a ser baixa. Ou seja, é o ponto que separa deficiência de suficiência do ponto de vista produtivo.

O método de Cate & Nelson se destaca pela sua simplicidade, pois não exige modelos matemáticos complexos, baseia-se na simples separação entre dois grupos e tem aplicação direta na calibração de análises de solo

Mesmo sendo um método desenvolvido há décadas, ele continua extremamente útil, especialmente quando o objetivo é ter uma ideia rápida com base em dados experimentais.

E é exatamente esse tipo de clareza, sem complicação desnecessária, que você encontra por aqui.

Se você quer entender fertilidade do solo de verdade, com profundidade técnica e aplicação prática, você está no lugar certo!

25/03/2026

Liberação de 50% do fósforo em 3,5h e de 50% do nitrogênio em 3,5 dias...

Esse é um material protótipo que estamos testando e que pode vir a ser um fertilizante fosfato aplicado aí na sua lavoura, mas primeiro, precisamos entender tudo sobre eficiência.

Afinal, i que isso signif**a?

O que é um fertilizante fosfato eficiente?

Entre as inúmeras fontes de fósforo e outros inúmeros aditivos aplicados a esses fertilizantes, biológicos ou não, qual é o mais eficiente?

Sobre isso, eu quero conversar com você amanhã às 20:30 em uma discussão ao vivo aqui no Instagram.

Vem comigo!

Fazer uma recomendação parece simples, não é?Essa é a versão romantizada da recomendação. Linear, limpa, quase automátic...
19/03/2026

Fazer uma recomendação parece simples, não é?

Essa é a versão romantizada da recomendação. Linear, limpa, quase automática. Como se bastasse escolher um número e esperar o resultado.

Mas quem vive o campo sabe: não existe recomendação sem contexto. Antes do “quanto aplicar”, existe uma cadeia inteira de questões a entender, entre elas:

Como foi feita a amostragem de solo?
Qual método de extração está por trás daquele número?
A interpretação está alinhada com a realidade da cultura e do ambiente?
Qual é a expectativa de rendimento? Ela é agronomicamente plausível?
O histórico da área confirma ou contradiz os dados atuais?

Cada uma dessas etapas pode distorcer, ou refinar, a recomendação.

Ignorar essas nuances é tratar fertilidade como receita de bolo. E o resultado, muitas vezes, é ineficiência: desperdício de insumos, limitações produtivas e diagnósticos equivocados.

Por outro lado, quando entendemos o processo como um sistema integrado, a recomendação deixa de ser um número e passa a ser uma estratégia.

E é aí que mora a diferença entre aplicar fertilizante… e manejar fertilidade! E isso exige profundidade no processo antes da decisão final.

Quem p**a etapas pode até acertar uma vez.
Mas quem domina as variáveis se destaca!

Estamos preparados para produzir em solos arenosos de baixa CTC?A nova fronteira agrícola brasileira é constituída princ...
16/03/2026

Estamos preparados para produzir em solos arenosos de baixa CTC?
A nova fronteira agrícola brasileira é constituída principalmente por solos com essas características e a resposta para essa pergunta é, sim!
Apesar de demandar tempo e pesquisa para termos resultados robustos e um manual de adubação específico para essas áreas, podemos começar derivando e ajustando recomendações de outras ambientes semelhantes a estas. Um exemplo pode ser os dados de Williams et al. (2018), esses autores estudaram 19 solos arenosos de baixa CTC da planície costeira da Virgínia e Carolina do Norte quanto a resposta da soja a adubação potássica e o resultado disso você confere aí em cima.
Esses autores observaram que nesse conjunto de solos, com CTC variando de 2,2 a 8,6 cmolc dm-3, houve resposta a adubação potássica apenas quando o teor de potássio no solo foi inferior a 41 mg dm-3, extraído por Mehlich 1, estabelecendo o intervalo de 41 a 62 mg dm-3 como nível adequado do nutriente no solo. Agora um detalhe importante, esses valores são para a camada de 0-30cm de profundidade!
Esses autores também correlacionaram o rendimento com os teores de potássio na camada 0-15cm e 0-60cm, e tanto a camada 0-15 como a 0-30 tiveram correlações semelhantes e superiores a 0-60cm. Isso quer dizer que a camada 0-15cm também poderia ser utilizado para o diagnóstico da adubação potássica, entretanto, quando avaliado a camada de 0-30cm a recomendação de adubação pode ser reduzida de 7 a 32% por considerar um volume maior de solo.
E disso podemos derivar uma ideia interessante, em solos de textura arenosa devido ao maior potencial de lixiviação deveríamos considerar uma maior camada diagnóstica para a análise de solo.

E aí, o que você me diz sobre isso?
Williams et al. (2018). Correlation and Calibration of Soil‐Test Potassium from Different Soil Depths for Full‐Season Soybean on Coarse‐Textured Soils. Agro

Hoje vamos falar sobre adsorção de íons na superfície coloidal do solo... Afinal, você lembra o que são complexos de esf...
15/03/2026

Hoje vamos falar sobre adsorção de íons na superfície coloidal do solo... Afinal, você lembra o que são complexos de esfera externa e complexos de esfera interna?
Bom, a imagem acima dá uma boa pista sobre a resposta! Primeiramente é necessário lembrar que cátions e ânions na solução do solo (1) são rodeados por moléculas de água. Nos complexos de esfera externa (2), essas moléculas de água formam pontes de ligação entre o íon e a superfície carregada do solo, seja ela positiva ou negativa. Ou seja, o íon propriamente dito nunca entra em contato direto com a superfície sólida. Ao invés disso, o íon f**a apenas fracamente retido por ligações eletrostáticas, e apesar de neutralizar a carga da superfície sólida pode ser facilmente substituído por outro íon de mesma carga. Vale lembrar que íons de carga positiva, os cátions, são atraídos por cargas negativas da superfície, enquanto íons de carga negativa, os ânions, são atraídos por cargas positivas da superfície. Esse tipo de ligação, por complexo de esfera externa, é o que ocorre na nossa tão querida CTC do solo!
Por outro lado, o complexo de esfera interna (3) não envolve nenhuma molécula de água e o íon em questão se liga diretamente à superfície sólida, ou seja, passa a literalmente fazer parte daquela estrutura. E detalhe, esse tipo de ligação é muito mais forte envolvendo ligações covalentes que ocorrem independentemente da carga da superfície e dependem da natureza do ligante e adsorvente, ou seja, quando falamos de complexo de esfera interna esqueça a CTC do solo. Desse modo, íons ligados por complexo de esfera interna são muito mais difíceis de serem substituídos por outros íons. O caso mais tradicional desse tipo de ligação em solos intemperizados é o do ânion fosfato com a superfície das argilas e óxidos.
P.S.: Texto e imagem adaptados de Weil & Brady (2017). The nature and properties of soils 15th (ed).

11/02/2026

Definir, volume, frequência e taxa de aplicação de água em experimentos com colunas de lixiviação 🤓

Do story para o feed 😉E aos poucos os sonhos vão ganhando forma, depois de mais de 12 anos como pastagem subutilizada, e...
18/01/2026

Do story para o feed 😉

E aos poucos os sonhos vão ganhando forma, depois de mais de 12 anos como pastagem subutilizada, esse pedaço de chão ganha um novo propósito.

Minha primeira safra como produtor, enfrentando todos os tipos de dificuldade de um iniciante (exceto a recomendação de corretivos e fertilizantes 😉), mas com a certeza de que lá no futuro tudo isso já deu certo 🙏🙏🙏

11/12/2025

Estratif**ar a amostragem de solo?

Hoje fiquei feliz em presenciar o caso de um produtor que aceitou o desafio de fazer diferente: ao invés de seguir o padrão histórico de amostrar o solo em 0-20cm, criado lá atrás, para o sistema de plantio convencional em que o solo era revolvido e homogenizado, ele decidiu avaliar o que realmente importa: a fertilidade do solo sentida pela planta.

Como se faz isso? Com uma amostragem estratif**ada (0-10, 10-20) e, com isso, será possível identif**ar variações importantes entre as camadas. O resultado? Decisões muito mais precisas sobre necessidade de calcário, dose, e até sobre a necessidade (ou não) de incorporar corretivos e fertilizantes.

A mensagem é simples:
As plantas não exploram o solo como um todo, de forma uniforme.

Em plantio direto, as raízes tendem a se concentrar nas camadas mais férteis e superficiais. Quando usamos um diagnóstico “padrão” do plantio convencional, podemos mascarar a realidade e isso pode levar a decisões equivocadas.

Diagnóstico melhor. Decisão melhor. Resultado melhor.

Aqui está uma versão técnica, clara e bem estruturada da descrição das atividades, mantendo o tom profissional que você ...
03/12/2025

Aqui está uma versão técnica, clara e bem estruturada da descrição das atividades, mantendo o tom profissional que você prefere:

Relato das atividades realizadas nos dias 02 e 03 de dezembro no grupo Apane e Edafos – Nueva Esperanza, Paraguai

Nos dias 2 e 3 de dezembro participei de uma imersão técnica com as equipes do grupo Apane e Edafos, na região de Nueva Esperanza, Paraguai, envolvendo discussões aprofundadas e visitas de campo focadas em fertilidade do solo.

02/12 – Encontro técnico e troca de experiências
O dia foi inteiramente dedicado a uma intensa rodada de conversa e compartilhamento de conhecimento. Foram discutidos temas fundamentais como calagem, gessagem, manejo e correção de fósforo, manejo de potássio e demais aspectos essenciais à construção e manutenção da fertilidade dos solos da região.
A troca de experiências foi extremamente rica e reforçou a importância de decisões agronômicas embasadas em dados e entendimento profundo dos processos do solo. Encerramos o dia com um excelente churrasco, onde a conversa seguiu naturalmente, sempre orbitando em torno do desenvolvimento técnico e dos desafios da agricultura moderna.

03/12 – Visitas de campo e diagnóstico em propriedades
Durante a manhã, realizamos visitas a propriedades do grupo Apane, permitindo observar in loco a realidade produtiva, os sistemas de manejo utilizados e os principais desafios enfrentados na região. Esse contato direto possibilitou sugerir opções de melhoria técnica com base na combinação entre diagnóstico visual, histórico das áreas e informações fornecidas pelos produtores e técnicos.

Saio dessa experiência particularmente impressionado com o alto nível técnico, a visão estratégica e o comprometimento dos profissionais e produtores locais. Ficou claro que, quanto maiores os desafios, maior deve ser a nossa capacidade técnica, disciplina e profundidade no entendimento dos sistemas produtivos.

Agradeço ao grupo .a e Edafos pela recepção e pela oportunidade de contribuir. Agradeço em especial ao , meu aluno no curso O Básico Bem Feito, que foi fundamental para viabilizar essa agenda e promover essa troca tão valiosa.

12/11/2025

Antes da montagem das colunas de lixiviação, o solo deve ser peneirado a 5 mm para homogeneizar as condições entre as amostras e garantir maior uniformidade na distribuição da matéria orgânica e na formação dos agregados.

Mas esse vídeo não é sobre colunas de lixiviação... o que quero lhe mostrar é como mesmo em solos muito arenosos, com apenas 9% de argila, a matéria orgânica tem o poder de unir as partículas e formar agregados estáveis. Isso muda completamente o comportamento do solo!

Manter plantas crescendo o tempo todo é a chave para aumentar e conservar essa matéria orgânica, resultando em maior CTC, melhor retenção de água e mais atividade microbiana.

Um detalhe fascinante: esses agregados se formam principalmente ao redor das raízes, mostrando o quanto é essencial ter raízes vivas atuando continuamente no solo.

20/09/2024

Endereço

Lages, SC
88523140

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