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Engenharia Agro

A Petrobras confirmou que a unidade da Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA), no Paraná — fabricante de ureia — está em fas...
08/04/2026

A Petrobras confirmou que a unidade da Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA), no Paraná — fabricante de ureia — está em fase final de preparação para retomada operacional, com previsão de início da produção nas próximas semanas. A reativação do ativo marca um avanço relevante na estratégia de recomposição da produção doméstica de nitrogenados, após período de hibernação e desinvestimento, e ocorre em um contexto de elevada dependência estrutural do Brasil por importações.

O movimento se soma à normalização das operações das FAFENs na Bahia e em Sergipe, que já operam próximas de 90% da capacidade, com fluxos consistentes de vendas para importantes polos agrícolas do Centro-Sul. Segundo a estatal, a ampliação da oferta interna de ureia é estratégica para mitigar a exposição do país à volatilidade do mercado internacional, especialmente em um ambiente ainda pressionado por disrupções logísticas e geopolíticas no comércio global de fertilizantes.

No médio prazo, a Petrobras também indica avanço no projeto da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), atualmente em fase de contratação. Com a consolidação desses ativos, a expectativa é elevar a participação da produção nacional de ureia para até 35% da demanda doméstica, fortalecendo a segurança de abastecimento e a previsibilidade para o agronegócio brasileiro.

Fonte: HP

06/04/2026

O conflito no Oriente Médio voltou a atingir diretamente a navegação comercial nesta terça-feira, 31 de março, com um at...
01/04/2026

O conflito no Oriente Médio voltou a atingir diretamente a navegação comercial nesta terça-feira, 31 de março, com um ataque ao petroleiro de grande porte (VLCC) Al Salmi, de bandeira do Kuwait. A embarcação, pertencente à Kuwait Petroleum Corporation e com capacidade de 319.660 toneladas (dwt), foi atingida por drones — presumivelmente iranianos — a 31 milhas náuticas da costa de Dubai. Este novo episódio eleva para 19 o número de ataques físicos registrados contra navios na região desde o início da atual escalada, quebrando a estabilidade temporária que mantinha o acumulado em 18 até ontem.

No momento do impacto, o Al Salmi estava totalmente carregado com petróleo bruto. O ataque provocou um incêndio a bordo, que foi controlado pela própria tripulação. Embora todos os tripulantes tenham sido localizados e não existam sinais de impacto ambiental imediato, foram relatados danos significativos na estrutura do casco. O incidente ocorre em um momento de extrema sensibilidade diplomática, coincidindo com uma reunião de emergência entre a Câmara Internacional de Navegação (ICS), a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) e estados do Golfo Pérsico para tratar da crise humanitária de 20.000 marítimos bloqueados pelas hostilidades.

Como resposta a este 19º ataque, os estados do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) prometeram reforçar o suporte logístico coordenado para as embarcações presas na região. O plano discutido hoje foca em garantir o abastecimento de suprimentos essenciais e facilitar a troca de tripulações, superando as barreiras burocráticas impostas pelo fechamento de espaços aéreos. A estratégia busca mitigar os riscos para os trabalhadores e assegurar a manutenção mínima do fluxo global de energia e insumos, que volta a ser ameaçado pela intensificação das agressões no mar.

15/03/2026

Os Estados Unidos ampliaram sua campanha militar contra o Irã com novos ataques realizados entre 13 e 14 de março, atingindo uma série de alvos ligados ao complexo militar e industrial iraniano. Além da ofensiva contra a ilha de Kharg, forças americanas e israelenses bombardearam zonas industriais associadas à produção de drones e componentes militares, incluindo o Jey Industrial Zone, na província de Isfahan, onde operam empresas ligadas ao desenvolvimento de tecnologias utilizadas pela Guarda Revolucionária. A campanha também atingiu o Centro de Pesquisas Espaciais do Irã, em Teerã, estrutura vinculada ao programa espacial iraniano e considerada por analistas ocidentais relevante para o desenvolvimento de tecnologias aplicáveis a mísseis de longo alcance.

Paralelamente, a ofensiva também se expandiu para alvos ligados ao aparato de segurança e às milícias alinhadas ao Irã na região. Entre os ataques recentes estão bombardeios contra instalações das forças de segurança iranianas utilizadas para controle interno em Teerã, bem como operações contra membros de milícias pró-iranianas em Bagdá e bases das Forças de Mobilização Popular no oeste do Iraque. Segundo autoridades americanas, a campanha tem como objetivo degradar a infraestrutura militar, industrial e logística que sustenta as operações regionais de Teerã e reduzir sua capacidade de produzir mísseis e outros sistemas militares.

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03/03/2026

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que o país oferecerá seguro de risco político ...
03/03/2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira que o país oferecerá seguro de risco político e escoltas navais para navios que transportam energia e outras commodities pelo Golfo Pérsico. O governo norte-americano instruiu a Corporação de Financiamento de Desenvolvimento (Development Finance Corporation) a fornecer seguro e garantias para a segurança financeira do comércio marítimo, com foco no setor de energia. O anúncio inclui a possibilidade de a Marinha dos Estados Unidos iniciar a escolta de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. A iniciativa ocorre após o tráfego de embarcações pelo estreito registrar uma queda de 94% desde o início dos ataques envolvendo as forças dos Estados Unidos, de Israel e do Irã, em 28 de fevereiro. A medida também responde ao cancelamento da cobertura de risco de guerra em áreas específicas do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã por parte de resseguradoras de clubes de proteção e indenização (P&I). Avisos de cancelamento de cobertura foram emitidos aos membros em 1º de março por clubes como London P&I, Steamship Mutual Underwriting Association, American P&I, Gard e Swedish Club, acompanhando ações semelhantes adotadas previamente pelas provedoras de seguro marítimo Skuld e NorthStandard P&I.

03/03/2026

O terminal de petróleo de Sheskharis, localizado no porto de Novorossiysk, na Rússia, suspendeu os carregamentos nesta segunda-feira após um ataque de drones ucranianos. A instalação atua como o principal polo de exportação de petróleo russo no Mar Negro, com capacidade de carregamento de 700 mil barris por dia. De acordo com o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), a ofensiva atingiu seis das sete estruturas de carregamento do terminal, além de navios de guerra, uma base naval e um sistema de defesa antiaérea S-400. O Ministério da Defesa da Rússia reportou a interceptação de 172 drones durante a noite, incluindo 67 sobre o Mar Negro e 66 na região de Krasnodar. Fontes comerciais indicaram que não havia petroleiros em operação no terminal durante o evento, uma vez que os carregamentos foram suspensos preventivamente e as embarcações retornaram ao mar após o alerta. Informações preliminares apontam avarias em edifícios administrativos, estruturas de armazenamento de bunker, instalações de carregamento e berços de atracação, além de um incêndio em um terminal de combustível que foi posteriormente controlado. O governo da região de Krasnodar declarou estado de emergência em Novorossiysk. O terminal vizinho do Consórcio do Oleoduto do Cáspio (CPC) também suspendeu as operações no início da segunda-feira em função do alerta, mas retomou as atividades por volta do meio-dia, no horário de Moscou, sem registrar impactos diretos em sua infraestrutura. O Ministério da Energia do Cazaquistão comunicou que a ocorrência não afetou sua produção de petróleo, com os volumes de extração e exportação mantidos em fluxo normal.

Dados do setor marítimo indicam que aproximadamente 3.200 navios aguardam nos portos do Golfo Pérsico para transitar pel...
03/03/2026

Dados do setor marítimo indicam que aproximadamente 3.200 navios aguardam nos portos do Golfo Pérsico para transitar pelo Estreito de Ormuz. A via marítima não foi fechada oficialmente, porém, o conselheiro do comando do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Ibrahim Jabari, declarou que qualquer embarcação que tentar realizar a travessia será incendiada. Desde o início do conflito envolvendo o Irã, Israel e os Estados Unidos, pelo menos seis navios civis foram atacados: Stena Imperative, Sea La Donna, Hercules Star, Ocean Electra, Skylight e MKD Vyom. Ocorreram também ofensivas direcionadas à infraestrutura portuária e a instalações de energia na região. Analistas caracterizam o cenário como uma paralisação do transporte marítimo impulsionada pelos elevados riscos operacionais, em vez de um bloqueio formal. O estreito possui uma capacidade média de tráfego de 80 a 100 navios por dia, sendo a rota de escoamento para cerca de um quinto do volume global de consumo de petróleo. A infraestrutura atual de oleodutos não apresenta capacidade suficiente para compensar a interrupção logística em curso.

As forças armadas israelenses atacaram nesta terça-feira o prédio da Assembleia dos Peritos na cidade de Qom, no sul do ...
03/03/2026

As forças armadas israelenses atacaram nesta terça-feira o prédio da Assembleia dos Peritos na cidade de Qom, no sul do Irã. O órgão, composto por 88 aiatolás, é o responsável pela escolha do líder supremo do país. De acordo com a imprensa israelense, com base em fontes do governo, os integrantes da assembleia estavam presentes no local no momento da ofensiva, não havendo confirmação sobre a situação dos ocupantes. A rede de televisão estatal iraniana reportou o bombardeio e divulgou imagens da estrutura danificada, sem manifestação oficial do governo iraniano até o momento. A ação em Qom faz parte de uma série de lançamentos de mísseis efetuados por Israel contra o Irã nesta terça-feira. A maior parte das ocorrências foi registrada em Teerã, onde os militares israelenses declararam ter atingido o complexo presidencial e a sede do Conselho Supremo de Segurança. As operações sucedem os ataques coordenados por Estados Unidos e Israel no sábado, 28 de fevereiro, ocasião em que o governo iraniano confirmou o falecimento do líder supremo do país, Ali Khamenei.

O Ministério da Energia de Israel instruiu a suspensão temporária da produção no campo de gás offshore de Karish, operad...
02/03/2026

O Ministério da Energia de Israel instruiu a suspensão temporária da produção no campo de gás offshore de Karish, operado pela empresa grega Energean, e ordenou o fechamento do campo de gás de Leviathan, o maior do país, operado pela Chevron. As ações foram adotadas como medidas de precaução em resposta ao conflito na região e impactam as exportações de gás israelense para o Egito, que devem registrar redução acentuada ou paralisação total. Não há informações sobre a situação operacional do campo de gás de Tamar. No setor de refino, a operadora Bazan paralisou unidades não especificadas na refinaria de Haifa, que possui capacidade de 197 mil barris por dia, enquanto a refinaria de Ashdod, da Paz Oil, com capacidade de 110 mil barris por dia, não teve alterações relatadas.

02/03/2026

A estatal saudita Aramco interrompeu as operações da refinaria de Ras Tanura após um ataque de drone. A suspensão foi adotada como medida de precaução e fontes do setor indicam que a situação na instalação está sob controle. O complexo, situado na costa do Golfo, possui capacidade de processamento de 550 mil barris por dia e atua como terminal de exportação para o petróleo bruto da Arábia Saudita. O incidente integra uma série de ofensivas na região, com registros em Abu Dhabi, Dubai, Doha, Manama e na área comercial de Duqm, em Omã, em resposta a operações militares conjuntas dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. As ocorrências impactaram a movimentação em polos logísticos nos Emirados Árabes Unidos e em Omã, refletindo em uma alta de aproximadamente 10% nos contratos futuros do petróleo Brent nesta segunda-feira. A infraestrutura de energia da Arábia Saudita já foi alvo de ações anteriores, a exemplo do ataque com drones e mísseis em setembro de 2019 contra as unidades de Abqaiq e Khurais, que interrompeu temporariamente mais da metade da produção nacional de petróleo.

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