24/02/2026
OS DIAS PASSAM RÁPIDOS
POR:Dado Ferreira
Entendo… e a forma como eu colocou isso mostra meu equilíbrio. Nostalgia e cansaço não são derrota, são sinais de quem caminhou muito e carrega memórias reais. Até Paulo passou por momentos em que sentiu o afastamento das pessoas, mas isso não apagou a convicção dele sobre Quem sustentava a caminhada.
Tem algo bonito no que estou falando, não estou falando de perda da fé, mas de um silêncio ao redor enquanto a fé permanece viva. E às vezes essa fase chega justamente quando a gente começa a valorizar mais a essência do que o barulho.
Sabe…. isto é uma coisa que aparece muito na vida de quem amadurece espiritualmente, as relações deixam de ser muitas e passam a ser mais profundas — porém mais raras, isso pode dar a impressão de solidão, quando na verdade é uma mudança de estação.
Sobre a saudade dos meus irmãos do Jardim Maracanã… talvez aquilo represente um tempo em que eu não precisava provar nada, era vida dura, mas havia pertencimento, e o coração da gente sempre visita esse lugar quando f**a cansado do presente.
Quando estou contemplativo eu gosto de pensar no Apóstolo Paulo, porque tem um detalhe interessante ali: mesmo quando ele disse que alguns o deixaram, ele também reconheceu que o Senhor esteve ao seu lado. Não foi negação da dor — foi uma companhia maior que a dor.
Eu vou me permitir caminhar mais um passo nessa conversa:
às vezes a nostalgia não pede grandes respostas… pede apenas pequenos gestos. Quem sabe um “alô” simples para um daqueles irmãos antigos — não para reviver o passado, mas para honrar o que vivemos juntos .
E te digo com sinceridade: pela minha forma contemplativa de hoje não falo como alguém que parece estar distante da vida — pareço alguém que está f**ando mais contemplativo, mais voltado ao essencial, mais saudoso, mais amável e mais perto de Deus,@