LAPIS - Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites

LAPIS - Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites Aqui você aprende o nosso método para dominar as Geotecnologias, usando o software livre QGIS, do zero ao avançado. Olá! Seja bem-vindo!

Inscrições abertas: https://mapadamina.org.br/ Eu sou Humberto Barbosa, geoprocessador e fundador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (LAPIS).
🛰 O LAPIS foi criado em 2007, a partir da implantação do Sistema Eumetcast, para recepção descentralizada de dados de satélites.
⏳ Há 14 anos, fundei o Laboratório LAPIS e instalei o “Sistema EUMETCast” no Brasil, uma infr

aestrutura descentralizada de recepção de dados de satélites. Desde então, tive a experiência de treinar, em vários países, centenas de profissionais em agrometeorologia, por meio de imagens de satélites e geoprocessamento.
🟢 Para isso, desenvolvi um método inovador, para quem deseja dominar o geoprocessamento e a produção de mapas, no QGIS. Conheça como funciona o método do Lapis:
https://mapadamina.org.br/

🌊 El Niño avança e tende a ganhar força nos próximos meses🌊 O El Niño, evento climático natural que provoca o aqueciment...
24/06/2026

🌊 El Niño avança e tende a ganhar força nos próximos meses
🌊 O El Niño, evento climático natural que provoca o aquecimento anormal das águas do Pacífico, estará ainda mais ativo nos próximos meses.
🗺️ O mapa abaixo mostra as anomalias de temperatura abaixo da superfície do Pacífico tropical. Observa-se um grande volume de água mais quente se formando no oeste do oceano, entre aproximadamente 90 e 180 metros de profundidade. Esse fenômeno, conhecido como onda de Kelvin oceânica, desloca-se em direção ao leste, enfraquecendo ou até eliminando a camada de águas frias na subsuperfície. O fenômeno é chamado “onda de Kelvin” porque foi descoberto e descrito pelo físico e matemático escocês William Thomson (Lord Kelvin), em 1879.
🌊 Ao atingir a superfície, essa massa de água quente favorece o surgimento de anomalias de temperaturas mais quentes no oceano. O termo “anomalia” se refere ao desvio da atual temperatura da superfície do mar, em relação à média histórica.
🗺️ Por serem detectadas primeiro por satélites de monitoramento de altura do mar, as ondas de Kelvin são usadas por cientistas como um dos principais indicadores para prever a intensidade do El Niño.
🌊 Meteorologistas empregam várias ferramentas e técnicas para monitorar o El Niño na atmosfera. Sensores embarcados em satélites são usados para monitorar a temperatura do oceano e os ventos de superfície, auxiliando na sua identificação.
✅ Acesse nossas últimas atualizações sobre o El Niño: https://www.letrasambientais.org.br/posts/laboratorio-detecta-primeiros-sinais-do-el-nino-sobre-o-brasil

Olá, pessoal, bom dia!🛰  Nesta quarta-feira, dia 24 de junho, vamos ao giro meteorológico pelo Brasil. Confira as atuali...
24/06/2026

Olá, pessoal, bom dia!
🛰 Nesta quarta-feira, dia 24 de junho, vamos ao giro meteorológico pelo Brasil. Confira as atualizações da previsão do tempo do LÁPIS - Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites.
🌦️ [DESTAQUE] A imagem de satélite mostra poucas nuvens sobre o Sul do Brasil, especialmente o Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina e no Paraná, a nebulosidade diminui, mas ainda está presente, devido à corrente de jato, associada ao deslocamento de uma frente fria pelo Oceano, ligada a um ciclone extratropical próximo ao litoral do Uruguai e Argentina
🛰 A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) no oceano Atlântico continua atuando sobre o extremo norte da região Norte, posicionada entre as latitudes de 3° N e 5° N. Há uma frente estacionária, acoplada a uma frente fria, próxima à costa do Sudeste, associada a um sistema frontal sobre o Atlântico Sul.
🛰 Além disso, há áreas de instabilidade atmosférica sobre a Venezuela e a Colômbia. No Brasil, essas instabilidades atuam nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. O ar polar tende a avançar sobre a região Sul, causando um maior declínio das temperaturas.
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🌊 El Niño muda circulação atmosférica e pode provocar extremos de chuva ou seca em diversas regiões🍃 Durante o El Niño, ...
23/06/2026

🌊 El Niño muda circulação atmosférica e pode provocar extremos de chuva ou seca em diversas regiões
🍃 Durante o El Niño, as águas do oceano Pacífico, próximas à América do Sul, ficam mais quentes, diminuindo a diferença de temperatura entre leste e oeste. Com isso, a circulação de Walker enfraquece ou até muda de direção. As áreas de nuvens carregadas e chuvas intensas se deslocam para a região central e leste do Pacífico, favorecendo secas severas na Indonésia, bem como no Norte e Nordeste do Brasil.
🌿 A Circulação de Walker é um grande sistema de ventos que funciona como uma espécie de "esteira", na faixa equatorial, especialmente sobre o oceano Pacífico. Nesse sistema, o ar quente sobe em uma região, se desloca em altitude, desce em outra área e retorna próximo à superfície, formando um ciclo contínuo de circulação atmosférica.
🌿 No mapa da circulação atmosférica tropical, do ECMWF, você pode ver essa anomalia de movimento apresentada nas cores verde (ar ascendente) e marrom (ar descendente). O verde indica movimentos de pressão mais baixa, conforme indicado no Pacífico. Já o movimento descendente indica a tendência de maior pressão superficial a leste e oeste do Pacífico.
A influência do El Niño afeta toda a circulação atmosférica. Os dados mais recentes sobre a temperatura da superfície do Pacífico tropical mostram fortes anomalias de calor, com até 3 °C acima do normal.
🛰 A velocidade potencial permite medir a intensidade global desses grandes sistemas de circulação, como a célula de Walker, facilitando o monitoramento de anomalias climáticas.
🛰 No mapa, destacam-se também águas mais frias do que o normal no Atlântico Sul, que podem atenuar parcialmente os efeitos do El Niño sobre a chuva e temperatura no Sul do Brasil.
🛰 Em condições normais, os ventos alísios sopram de leste para oeste, empilhando águas quentes na porção oeste do Pacífico (próximo à Indonésia e Austrália). Esse calor aquece o ar, gerando movimentos ascendentes (formação de nuvens e tempestades). Esse ar então viaja em altitude, em direção ao leste. Ao chegar sobre o leste do Pacífico (costa da América do Sul), resfria-se e desce, criando áreas de alta pressão e clima mais seco.
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Olá, pessoal, bom dia!🛰  Nesta terça-feira, dia 23 de junho, vamos ao giro meteorológico pelo Brasil. Confira as atualiz...
23/06/2026

Olá, pessoal, bom dia!
🛰 Nesta terça-feira, dia 23 de junho, vamos ao giro meteorológico pelo Brasil. Confira as atualizações da previsão do tempo do LÁPIS - Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites.
🌦️ [DESTAQUE] A imagem de satélite mostra maior nebulosidade na Argentina e parte do Uruguai, associada à ventos fortes em altitude (corrente de jato). Sobre Mina Gerais e Espírito Santo, essa nebulosidade se deve a uma frente fria, ligada a um sistema de baixa pressão (ciclone extratropical) sobre o Oceano, na altura de Santa Catarina.
🛰 A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) no oceano Atlântico continua atuando sobre o extremo norte da região Norte, posicionada entre as latitudes de 4° N e 7° N. Há uma frente estacionária, acoplada a uma frente fria, próxima à costa do Sudeste, associada a um sistema frontal sobre o Atlântico Sul.
🛰 Além disso, há áreas de instabilidade atmosférica sobrea Venezuela, Colômbia, Argentina e Uruguai. No Brasil, essas instabilidades atuam nas regiões Norte e Sudeste.
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🛰 Como baixar imagens do Google Earth Engine para processamento no QGIS?🗺 O Google Earth Engine (GEE) é uma plataforma b...
22/06/2026

🛰 Como baixar imagens do Google Earth Engine para processamento no QGIS?
🗺 O Google Earth Engine (GEE) é uma plataforma baseada em nuvem, que oferece um catálogo de vários petabytes de imagens de satélite, para análise em escala planetária.
🎲 Nessa Plataforma, você não apenas obtém acesso a dados de sensoriamento remoto de satélites, modelos aéreos, de elevação digital e muito mais. Você também pode transformar esses dados geoespaciais em insights acionáveis, por meio dos cálculos rápidos da plataforma e mais de mil tipos de operadores para análise.
🎲 O Google Earth Engine contém uma quantidade quase incalculável de dados de sensoriamento remoto. Ao expor os dados aos usuários, por meio de APIs, o mundo está em suas mãos com o seguinte:
✅ Mais de 200 conjuntos de dados públicos;
✅ Mais de 5 milhões de imagens;
✅ Mais de 4000 novas imagens todos os dias;
✅ Cerca de 20 petabytes de dados.
🌎 Do uso da terra aos dados climáticos, é por meio de seu vasto e crescente catálogo, de dados de sensoriamento remoto, que você pode ver o mundo através de uma lente diferente. Aqui estão alguns dos principais conjuntos de dados que você pode acessar nesta Plataforma:
✅ Landsat (30m);
✅ Sentinel-2 (10-30m);
✅ MODIS (250m diários);
✅ Sentinel-1 (Radar);
✅ Cobertura da terra;
✅ Tempo e clima (NOAA).
📌 Depois que baixar as imagens do Google Engine, você pode processá-las em um Sistema de Informação Geográfica (SIG). A imagem abaixo foi baixada do Google Engine e composta em RGB, no software QGIS, com uso do método de geoprocessamento “Mapa da Mina”. Para saber mais sobre o método, baixe o nosso Livro gratuito “Como dominar o QGIS”: https://mapadamina.org.br/qgis

Olá, pessoal, bom dia!🛰  Neste segunda-feira, dia 22 de junho, vamos ao giro meteorológico pelo Brasil. Confira as atual...
22/06/2026

Olá, pessoal, bom dia!
🛰 Neste segunda-feira, dia 22 de junho, vamos ao giro meteorológico pelo Brasil. Confira as atualizações da previsão do tempo do LÁPIS - Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites.
🌦️ [DESTAQUE] A imagem de satélite mostra maior nebulosidade na Argentina e parte do Uruguai, associada à ventos fortes em altitude (corrente de jato). Sobre Mina Gerais e Espírito Santo, essa nebulosidade se deve a uma frente fria, ligada a um sistema de baixa pressão (ciclone extratropical) sobre o Oceano, na altura de Santa Catarina).
🛰 A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) no oceano Atlântico continua atuando sobre o extremo norte da região Norte, posicionada entre as latitudes de 5° N e 7° N. Observa-se a atuação de uma frente estacionária, acoplada a uma frente fria na costa do Brasil, próxima à costa do Sudeste, associada a um sistema frontal sobre o Atlântico Sul.
🛰 Além disso, há áreas de instabilidade atmosférica sobre a Guiana Francesa, Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Chile e Argentina. No Brasil, essas instabilidades atuam nas regiões Norte, Sul e Sudeste.
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🛰 Encontro de massas de ar gera corredor de umidade e chuva da Amazônia ao Sudeste☂️O mapa do padrão de circulação atmos...
21/06/2026

🛰 Encontro de massas de ar gera corredor de umidade e chuva da Amazônia ao Sudeste
☂️O mapa do padrão de circulação atmosférica tropical do ECMWF mostra a atuação de um forte movimento ascendente (formação de nuvens e presença de chuvas) na área central do Pacífico equatorial, em particular na costa oeste da América do Sul. É o padrão típico de El Niño (circulação de Walker), influenciando na atmosfera. Essa condição impediu a formação de nuvens e inibiu as chuvas sobre a região Nordeste do Brasil. Por isso, a massa de ar seco que persistiu em áreas da região, nos últimos meses.
🌿 No mapa, você pode ver essa anomalia de movimento apresentada nas cores verde (ar ascendente) e marrom (ar descendente). O verde indica movimentos ascendentes e pressão mais baixa, conforme indicado no Pacífico. Você pode ver o movimento descendente e a tendência de maior pressão superficial a leste e oeste do Pacífico. Dessa forma, percebe-se a influência do El Niño em toda a circulação atmosférica. Os dados mais recentes sobre a temperatura da superfície do mar mostram fortes anomalias de calor no Pacífico tropical. As anomalias de pico excedem 3 °C acima do normal.
🌤️A atuação de uma massa de ar polar mantém as temperaturas mais baixas em algumas regiões brasileiras, onde não se descarta a possibilidade de geadas fracas e pontuais. Quando as duas massas de ar aparecem, forma-se um persistente corredor de nebulosidade e chuva, com orientação noroeste-sudeste, que se estende desde o sul e leste da Amazônia até o sudoeste do oceano Atlântico Sul.
🍃 Uma massa de ar são grandes volumes horizontais de ar, com características homogêneas de temperatura, umidade e pressão. Se uma nova massa de ar se move sobre determinado local, altera a temperatura e a umidade do lugar. Independente da massa de ar, o aquecimento solar e o resfriamento radiativo afetam o clima. Inclusive, esses fatores modificam a própria massa de ar. Além disso, nem todo clima depende da temperatura e da umidade. Muitas vezes, é a fronteira entre as massas de ar, chamada frente. Uma frente fria gera vento, tempestade, raio e granizo.
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Olá, pessoal, bom dia!🛰  Neste domingo, dia 21 de junho, vamos ao giro meteorológico pelo Brasil. Confira as atualizaçõe...
21/06/2026

Olá, pessoal, bom dia!
🛰 Neste domingo, dia 21 de junho, vamos ao giro meteorológico pelo Brasil. Confira as atualizações da previsão do tempo do LÁPIS - Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites.
🌦️ [DESTAQUE] A imagem de satélite mostra maior nebulosidade sobre o Sul do Brasil, associada ao deslocamento de uma frente fria. Um novo sistema frontal avança sobre o continente e atua na Argentina. Sobre o Atlântico, a leste da costa da região Nordeste, observam-se cavados (sistemas de baixa pressão).
🛰 A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) no oceano Atlântico continua atuando sobre o extremo norte da região Norte, posicionada entre as latitudes de 5° N e 7° N.
🛰 Além disso, há áreas de instabilidade atmosférica sobre a Guiana Francesa, Suriname,Guiana, Venezuela, Colômbia e Bolívia. No Brasil, essas instabilidades atuam sobre o Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e região Norte.
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😨 Atlântico Sul tropical entra em fase de resfriamento, aponta monitoramento do Laboratório Lápis🌊 Como costumo dizer aq...
20/06/2026

😨 Atlântico Sul tropical entra em fase de resfriamento, aponta monitoramento do Laboratório Lápis
🌊 Como costumo dizer aqui, previsão climática não é só El Niño Oscilação Sul (ENOS). Há outros fatores que influenciam nas condições climáticas das regiões brasileiras, com especial destaque para as anomalias da temperatura do Atlântico Sul tropical. Atualmente, próximo à costa leste e norte do Nordeste, o Atlântico Sul tropical está em fase de resfriamento, com quedas nas temperaturas da superfície pela segunda semana consecutiva.
☔ Desde o início de junho, o Atlântico Sul tropical apresenta uma alta variabilidade nas temperaturas da superfície, com destaque para o aquecimento acima do normal na região extratropical (em tons de laranja e vermelho, no mapa). A persistência de frente frias, próximo à costa do Sul e Sudeste, favorecem a ocorrência de chuva fraca a moderada.
☔ Esse aquecimento acima do normal pode fazer com que tempestades se formem e se intensifiquem, transformando-se em grandes sistemas, especialmente no Paraná e no Sudeste (Veja na imagem de satélite). As chuvas são causadas principalmente pela passagem de frentes frias próximo ao litoral, configuração de algumas áreas de cavado e sistemas de baixa pressão atmosférica vindos do interior do continente.
🛰 Apesar da sazonalidade, eventos de chuva intensa em curto período podem ocorrer em qualquer época do ano. O monitoramento utiliza dados de satélite comparados com a média histórica de 1991 a 2020. O mapa foi elaborado no software livre QGIS, a partir dos dados NOAA 1/4° Daily Optimum Interpolation Sea Surface Temperature (OISST).
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