09/10/2026
A primeira quinzena de outubro, quando comemoramos o Dia da Criança (12/10) e o Dia do Professor (15/10), convida-nos a uma importante reflexão: para proporcionarmos um futuro melhor às novas gerações é prioritário melhorar a qualidade da Educação Básica gratuita, responsável pela escolaridade de 80% dos alunos brasileiros. Da etapa infantil ao Ensino Médio, passando pelo Fundamental, a cada cinco matrículas, cerca de quatro concentram-se em instituições públicas, segundo o Censo Escolar mais recente.
Lamentavelmente, estamos atrasados nessa agenda, também contemplada pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como demonstram os resultados de 2025 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), recém-divulgados pela OCDE.
Dentre os 89 países participantes da avaliação, que abrange alunos na faixa de 15 anos, o Brasil ficou em 71º lugar em Matemática, 52º em Leitura e 67º em Ciências. Nossas médias ficaram abaixo das registradas pela OCDE nas três áreas avaliadas.
Cabe lembrar que por trás de cada percentual existem muitas crianças e adolescentes com dificuldades para compreender um texto, interpretar um gráfico, resolver um problema ou explicar um fenômeno científico.
É nesse aspecto que o Dia do Professor ganha especial significado, pois é grande o empenho dos mestres na tentativa de atender bem a infância e a adolescência, carregando não apenas livros e planos de aula, mas também as limitações de uma estrutura educacional que ainda precisa avançar muito.
Precisamos de uma política de ensino capaz de atravessar governos, com planejamento e a devida abordagem como uma das mais importantes estratégias nacionais de desenvolvimento. E isso depende de outro e crucial evento do calendário de outubro: as eleições, que possibilitam aos brasileiros determinarem o curso de sua própria História.
*Rafael Cervone, presidente do Ciesp e primeiro vice-presidente da Fiesp.
Leia na íntegra: ciesp.com.br