Tendo em vista que a sustentabilidade do planeta no futuro depende sobremaneira da forma como as gerações presentes resolverão os inúmeros problemas ambientais e sociais ocasionados pelo uso inadequado dos recursos naturais. Um dos principais recursos que o homem necessita para sua sobrevivência, talvez o mais importante, é a água. Por esta razão, a comunidade científica se ocupa desta temática, p
rocurando discutir e encontrar maneiras de manter a sustentabilidade desse recurso ao longo do tempo. Os problemas de sustentabilidade da água não podem mais ser vistos como uma preocupação isolada, ou como exclusividade de um ou outro setor, de um ou outro profissional. A água é um bem universal e os problemas relativos a sua gestão variam, assim como variam os seus estados na natureza. Os problemas mudam de um país para outro, de uma região para outra, de uma estação para outra, de um ano para outro, não sendo possível nivelá-los de modo a encontrar uma situação homogênea e consistente no tempo para administrar. Apesar disso, é preciso procurar soluções emergenciais para equacionar tais problemas de modo a prover a humanidade de água na qualidade e na quantidade necessárias para suprir as demandas oriundas de seus mais diversos usos. Os problemas da água estão cada vez mais evidenciados e, de acordo com Biswas (2004), são complexos e interligam vários setores como a agricultura, a energia, a indústria, o transporte, a comunicação e os setores sociais de educação, ambiente, saúde e desenvolvimento rural ou regional (ÁVILA, et al 2013). O tratamento de água consiste na remoção de impurezas e contaminantes antes de destiná-la ao consumo. Isso porque a água sempre contém resíduos das substâncias presentes no meio ambiente como micro-organismos e sais minerais, necessitando, pois, de tratamento para remover as impurezas que podem ser prejudiciais ao homem (Caroline Faria 2008). Educação Ambiental é o processo pelo qual o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências, todas voltadas para a conservação do meio ambiente. O meio veiculador da educação ambiental é a escola, no qual através dos seus projetos aborda um dos principais temas ambientais da atualidade resíduos sólidos (JUNIOR, 2009). Entre esses resíduos está o óleo, este é o que mais polui o meio ambiente, devido ao seu difícil descarte. Muitas vezes esse descarte segue o caminho dos mananciais aquáticos ou até mesmo o solo (AZEVEDO et al., 2009). Por ser menos denso que a água, o óleo de cozinha forma uma película sobre a mesma, o que provoca a retenção de sólidos, entupimentos e problemas de drenagem quando colocados nas redes coletoras de esgoto. Nos arroios e rios, a película formada pelo óleo de cozinha dificulta a troca de gases entre a água e a atmosfera, causando a morte de peixes e outros seres vivos que necessitam de oxigênio. O óleo de cozinha jogado diretamente na pia pode prejudicar o meio ambiente. Se o produto for para as redes de esgoto encarece o tratamento dos resíduos em até 45% e o que permanece nos rios provoca a impermeabilização dos leitos e terrenos, o que contribui para que ocorram as enchentes. A solução para este problema é a reciclagem do óleo vegetal. E existem várias maneiras de reaproveitar esse produto sem dar prejuízos ao meio ambiente (LOPES, BALDIN 2009). O lançamento de gordura na rede de esgoto acaba provocando a incrustação nas paredes da tubulação e a consequente obstrução das redes, causando sérios prejuízos. Já o descarte do óleo no solo, pode causar a sua impermeabilização, deixando-o poluído e impróprio para uso (PARAÍSO, 2008). Também não é recomendável separar o óleo em frascos ou garrafas PET, descartando-o na lixeira, uma vez que com esse destino final impróprio, ocorrerá a infiltração e contaminação do lençol freático.