26/05/2026
Resumo 📑
Introdução: A hospitalização em unidades neonatais pode impor barreiras significativas à amamentação, como a separação física entre mães e bebês, intervenções médicas que dificultam o aleitamento materno e a falta de suporte adequado para as mães em um momento desafiador. Objetivo: Descrever o processo de aleitamento materno de recém-nascidos prematuros hospitalizados em Unidades Intensivas e Semi-Intensivas Neonatais.Método: Pesquisa qualitativa realizada com 11 mães de recém-nascidos prematuros internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais, de um Hospital Escola do Sul do Brasil. Os dados foram coletados entre maio e julho de 2022 por meio de entrevistas semiestruturadas, gravadas e transcritas na íntegra com dupla checagem e validadas pelas participantes. Posteriormente, foram inseridas no software webQDA e analisadas por meio da Análise Temática. Resultados: Os resultados indicaram que as mães demonstraram desejo de amamentar, reconhecendo os benefícios do leite materno para a recuperação de seus filhos. Contudo, enfrentaram desafios como a necessidade de ordenha, sentimentos de angústia, além de exaustão física e mental. Conclusão: Destaca-se que a busca por informações, a rede de apoio e o entendimento da importância do leite materno para a saúde dos prematuros constituem fatores que fortaleceram a experiência da amamentação, devendo ser fomentados pela equipe de saúde.Palavras-chave: Unidades de Terapia Intensiva Neonatal; Relações Mãe-Filho; Aleitamento Materno; Recém-Nascido Prematuro