14/11/2019
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Arroz orgânico, feijões variados e agroecológicos, cafés gourmet, frutas, verduras e raízes tradicionais de todo país, padarias comunitárias, viveiros de mudas, lojas nas capitais do país como a rede "Armazém do Campo" em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, entre outras. Essa rede composta por 350 mil famílias camponesas produtoras de alimentos sem venenos trabalha coletivamente e cuida de 96 agroindústrias sustentáveis no país. São as próprias famílias camponesas que cuidam de 100 cooperativas em 24 estados, seguindo uma estrutura participativa nas decisões com o desafio da "soberania alimentar" tão importante para o Brasil: ou seja, como nós brasileiros precisamos assegurar o controle sobre nossos alimentos, cuidar das nossas sementes nativas e tradições alimentares, definindo prioridades e estratégias sustentáveis de cultivo e beneficiamento, com independência de insumos estrangeiros e farmacêuticos em todo ciclo e também com autonomia de distribuição de alimentos saudáveis. A mesma estrutura democrática se repete nas esferas estaduais, regionais. Nacionalmente, há um congresso a cada 5 anos.
Algumas marcas impressionantes:
- maior produtor orgânico da América Latina;
- exporta 30% da sua produção orgânica para América Latina, América do Norte, Europa e Oceania
Essa rede sustentável de famílias camponesas tem nome. Estamos falando do MST.
Saiba mais:
"Como o MST se tornou o maior produtor de arroz orgânico da América Latina" - BBC, 07/05/2017: https://bbc.in/2WUOxVn
"Por que o MST aposta na produção de alimentos orgânicos", 26/08/2018: http://bit.ly/34FKHlI
"As várias faces do MST, o movimento que Bolsonaro quer criminalizar" - El País, 31/11/2018: http://bit.ly/2NRGip4