27/05/2026
Hoje, 27 de maio, celebramos o Dia Nacional da Mata Atlântica!
Elemento dominante das paisagens ao longo da costa brasileira, a Mata Atlântica foi o primeiro grande bioma ocupado durante a colonização do Brasil. Sob seu domínio, cresceram boa parte das maiores cidades brasileiras, onde hoje reside cerca de 70% da população nacional. A própria visão que o Brasil tem de si — um país de flora exuberante, de fauna vibrante, profuso em rios e cachoeiras — deve-se a elementos frequentes nas paisagens do bioma.
Não surpreendentemente, foi dessa riqueza que se construiu o país. Explorada intensamente por séculos, hoje o bioma conta com apenas 24% de sua cobertura original. Ainda assim, seus remanescentes abrigam uma biodiversidade extraordinária, com milhares de espécies de plantas e animais, muitas das quais endêmicas.
Com a crescente permissividade do cenário político frente à degradação ambiental, cresce também a incerteza sobre o futuro do bioma. Os Campos de Altitude, formação vegetal típica da Mata Atlântica em regiões serranas do sul do Brasil, estão sob o jugo do PL 364/2019, que propõe retirá-los da proteção garantida pela Lei da Mata Atlântica. Para piorar, houve ampliação de seu escopo para outros biomas, colocando em xeque também áreas do Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal.
Não por acaso, hoje a Mata Atlântica é reconhecida mundialmente como um hotspot de biodiversidade: uma região que concentra altíssima riqueza biológica, ao mesmo tempo que enfrenta elevados níveis de ameaça. E, de certo modo, é também um reflexo da própria cultura brasileira: bela, diversa e exuberante por essência, mas também resiliente frente às ameaças que definiram sua trajetória. Que hoje recordemos dessa teimosia como um chamado à sua proteção para que essa terra continue a ter palmeiras onde cantam os sabiás.