12/08/2026
A tolerância ao álcool do seu paciente não é apenas hábito. Existe uma base biológica por trás da resposta clínica. 🍷🧬
Quando um paciente relata sensibilidade diferente ao álcool, muitos profissionais focam apenas na quantidade ingerida ou na função hepática atual. Embora fundamentais, esses fatores não contam a história completa da oxidação do etanol.
O álcool é metabolizado em acetaldeído (substância tóxica) e depois em acetato. A velocidade dessa primeira conversão sofre influência genética. Variantes no gene ADH1C alteram a cinética da enzima Álcool Desidrogenase, modificando o ritmo de formação do acetaldeído.
No entanto, a prática baseada em evidências exige cautela: a interação com medicamentos é fármaco-específica e o rastreamento clínico (como o questionário AUDIT-C) continua sendo o padrão-ouro.
O que a genética oferece é uma camada extra de compreensão. Conhecer o perfil do ADH1C permite ao profissional de saúde explicar a sensibilidade do paciente com base na biologia, reforçando a psicoeducação e a prevenção de riscos de forma tangível.
O teste Nutrição Profissional da DGLab analisa o gene ADH1C junto a outros marcadores essenciais. É a ferramenta que falta para complementar sua avaliação clínica com dados de individualidade molecular.
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