Instituto E+ Transição Energética

Instituto E+ Transição Energética O Instituto E+ Transição Energética é um think tank independente que promove o amplo diálogo pa

05/03/2026

A transição energética é compreendida, pela maioria das pessoas, como uma resposta direta à mudança do clima. Mas, conforme nos aprofundamos no assunto, o tema vai ficando mais nítido e mais complexo: não basta a solução ser tecnicamente eficiente; ela precisa ser viável, socialmente responsável e fomentar o desenvolvimento.
Neste vídeo, Marina Almeida, Especialista e Responsável Técnica da PID, compartilha virada de chave nesse sentido ao longo de sua trajetória no E+, avançando para um entendimento mais granular dos desafios da transição e seus efeitos, incluindo o trabalho com vetores como biogás, biometano e carvão vegetal de origem sustentável.
No E+, nosso foco é provocar reflexões e desenvolver análises sobre a descarbonização em diferentes setores. Porque, no fim, o que entregamos são visões de futuro e elas só fazem sentido quando partem de evidências científicas, contexto e escolhas bem-informadas.

No início de fevereiro, João Abbud, especialista em financiamento climático, representou o Instituto E+ no evento Intern...
03/03/2026

No início de fevereiro, João Abbud, especialista em financiamento climático, representou o Instituto E+ no evento International Solutions to Carbon Leakage, organizado pela Wilton Park em parceria com o Foreign, Commonwealth & Development Office (Escritório de Relações Exteriores, Comunidade das Nações e Desenvolvimento, do Reino Unido) e com a E3G (Third Generation Environmentalism).
No encontro, especialistas discutiram soluções para a fuga de carbono (quando indústrias intensivas em emissões migram para países com regras ambientais mais brandas) e o avanço de mecanismos como o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira da União Europeia (European Union Carbon Border Adjustment Mechanism).
Do que João acompanhou no debate, três pontos ficaram bem claros:
há um consenso sobre a urgência de fortalecer o multilateralismo;
é necessário criar demanda para o comércio verde (green trade) para acelerar a descarbonização industrial;
países em desenvolvimento precisam de fortalecimento de capacidades (capacity building) e de acesso a mercados para competir em meio às novas regras de comércio e clima.
Ele também destacou o otimismo com iniciativas recentes de cooperação, como o Fórum Internacional de Cooperação em Comércio e Clima (lançado pelo Brasil com a Austrália na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2030) e a Coalizão Aberta sobre Conformidade em Mercados de Carbono (Open Coalition on Compliance Carbon Markets).

25/02/2026

Os minerais críticos viraram um ativo geopolítico: eles definem quem acelera a transição energética e em quais termos.

No vídeo, Daniel Rocha, do time de Diplomacia da Transição Energética do Instituto E+ Transição Energética, explica por que a diplomacia dos minerais críticos virou peça central da transição justa.

Por um lado, esses materiais sustentam tecnologias como baterias e painéis solares. Por outro, estão concentrados em poucas regiões, enquanto a agregação de valor e a produção dos equipamentos acontecem, muitas vezes, em outros lugares.

Essa assimetria entrou no radar internacional na COP30, aparece nas agendas de BRICS e G20 e ganha tração quando países do Sul Global, como o Brasil, colocam na mesa a questão de que essa agenda tem de passar pela participação dos países detentores das reservas no processamento desses minerais

Afinal, transição justa também passa por repensar cadeias globais, captura de valor e desenvolvimento socioeconômico do Sul Global. Por isso, a diplomacia dos minerais críticos entra como prioridade estratégica na agenda do E+.

O Observatório do Clima, que conta com a participação do E+, publicou recomendações ao governo para orientar o Mapa do C...
24/02/2026

O Observatório do Clima, que conta com a participação do E+, publicou recomendações ao governo para orientar o Mapa do Caminho da transição energética.

As propostas incluem a definição de um cronograma para encerrar os leilões de petróleo, com a redução da produção para o mínimo necessário à demanda interna e zonas de exclusão em áreas socioambientalmente sensíveis.

No pacote setorial, o documento defende uma política integrada para biocombustíveis, com metas de produção alinhadas às metas climáticas, critérios de adicionalidade e previsibilidade regulatória. Para o transporte de cargas especificamente, recomenda acelerar alternativas como biometano, biodiesel, diesel verde, etanol, hidrogênio e eletrificação, além de investimentos para reduzir a dependência do modal rodoviário.

No eixo institucional, por sua vez, o texto propõe fortalecer o Fórum Nacional de Transição Energética (FONTE) e o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima (FBMC), além de criar uma autoridade de implementação para monitorar prazos, corrigir rota e dar estabilidade ao cronograma.

O documento também reforça a necessidade de endereçar risco fiscal e financeiro associado a ativos encalhados da indústria de óleo e gás e reposicionar incentivos hoje incompatíveis com uma trajetória de descarbonização, entre outras medidas.

Links
• Documento completo (PDF): https://lnkd.in/dhYxKkhA
• Nota do Observatório do Clima: https://lnkd.in/eByhb7zU

18/02/2026

O site do E+ dispõe de um acervo de publicações para consulta e download, com materiais que tratam de temas essenciais sobre a transição energética, como , biocombustíveis, minerais críticos, geração de energia e descarbonização da indústria.

É uma página pensada para uso prático:

- navegar por temas e documentos;
- baixar rapidamente as publicações;
- acessar as referências sempre que necessário.

Para quem atua com energia, indústria, clima ou políticas públicas, o acervo pode funcionar como uma base de consulta recorrente, para apoiar análises, debates e tomadas de decisão.

Acesse o Acervo de Publicações do E+ e explore os materiais disponíveis para consulta e download: https://lnkd.in/eV-TyK6

A remoção permanente de carbono, um serviço climático indispensável para que o mundo alcance a neutralidade climática, e...
18/02/2026

A remoção permanente de carbono, um serviço climático indispensável para que o mundo alcance a neutralidade climática, está ganhando corpo, com a União Europeia avançando na certificação de remoções e na construção de um mercado com critérios e credibilidade.

Nesse cenário, o Brasil tem vantagens difíceis de replicar: biomassa abundante, cadeias consolidadas (com destaque para o etanol) e potencial de escala para rotas como BECCS/BioCCS e biochar. Mas há um ponto decisivo para transformar potencial em mercado: regulação. Sem regras claras para captura e armazenamento geológico de CO₂ e padrões robustos de integridade, a oportunidade não vira investimento.

No blog do E+, reunimos os principais pontos do artigo de Philipp D. Hauser, presidente do Conselho do Instituto E+ Transição Energética e fundador da CCycle, sobre a formação do mercado de remoção permanente de carbono e o que o Brasil precisa destravar para liderar.

Leia no blog do E+: https://lnkd.in/dTPEuPYQ

Confira também o texto publicado originalmente no Poder360: https://lnkd.in/dSj_5RgP

Em um painel na Brazil House, durante o World Economic Forum Annual Meeting, executivos brasileiros colocaram a transiçã...
13/02/2026

Em um painel na Brazil House, durante o World Economic Forum Annual Meeting, executivos brasileiros colocaram a transição energética no lugar certo: dentro do centro de decisão do negócio, com CAPEX, engenharia e cronograma.

Confira neste TBT os destaques do debate:

Gerdau destacou circularidade e energia renovável, com a siderurgia avançando por reciclagem, fontes limpas de energia e alternativas ao carvão mineral, mas pedindo previsibilidade regulatória para destravar investimento.
Vale reforçou o papel do minério de maior qualidade na redução de emissões na cadeia e trouxe o exemplo de briquetes para ganhos relevantes de eficiência energética, com a tese central: solução existe, o gargalo é escala e modelo econômico viável.
Be8 Energy levou o recado de implementação imediata da descarbonização via biocombustíveis, com demonstração prática de uso de biocombustíveis em transporte de longa distância sem a necessidade de adaptação de motores.
Randoncorp conectou metas de emissões com ganhos operacionais, como recuperação de energia em carretas e materiais mais leves: quando a eficiência reduz custos, a adoção acelera.

O ponto em comum: financiamento ainda é o gargalo. Juros altos, risco tecnológico e payback longo exigem instrumentos que aceitem o tempo industrial. Ainda assim, a mensagem final foi de convicção. Mesmo em um cenário global mais instável, as empresas afirmaram que não há volta. “A estratégia está definida”, disse Grazielle Parenti, da Vale.

Confira a íntegra da matéria sobre o assunto publicada por Gabriella Sandoval, na Exame.

O CBAM (Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira) está colocando um novo “padrão de entrada” no comércio internaciona...
11/02/2026

O CBAM (Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira) está colocando um novo “padrão de entrada” no comércio internacional: não basta entregar produto — será cada vez mais necessário rastrear emissões de carbono e entender como isso se converte em custo e competitividade.

Na prática, esse movimento tende a mexer com decisões que vão muito além da competitividade industrial, incluindo compliance climático, investimentos industriais, escolha de tecnologias, cadeias globais de valor e estratégia de política pública. Nesse contexto, o E+ Transição Energética contribuiu tecnicamente com a INETTT na elaboração do estudo internacional “The EU’s Carbon Border Adjustment Mechanism (CBAM): Considerations for Brazil”. O documento reúne considerações estratégicas sobre os possíveis impactos do mecanismo para o Brasil, incluindo implicações para setores expostos ao comércio e para o debate sobre políticas de descarbonização e competitividade.

Em matéria publicada no Valor Econômico, assinada pelos jornalistas Isadora Camargo e Rafael Vazquez, especialistas apon...
09/02/2026

Em matéria publicada no Valor Econômico, assinada pelos jornalistas Isadora Camargo e Rafael Vazquez, especialistas apontam que o pós-COP30 acelerou a instrumentalização da bioeconomia no Brasil, com políticas públicas, mecanismos financeiros e métricas para comprovar valor econômico, ambiental e social. A economista Talita Pinto, da FGV, sintetiza a virada: a agenda começa a sair do campo teórico para o prático, com negócios escaláveis e capacidade real de atrair capital.
Os números ajudam a dimensionar o que está em disputa: segundo estimativa dos pesquisadores do Observatório de Conhecimento e Inovação em Bioeconomia da FGV, com base em metodologia do IBGE adaptada para segmentar cadeias da bioeconomia, o PIB da bioeconomia (PIB-Bio) alcançou R$ 2,7 trilhões em 2023, equivalente a 25,3% da atividade econômica nacional.
Para o E+ Transição Energética, as novas condições de produção exigem cadeias produtivas com integridade socioambiental, capital com governança e métricas auditáveis, e resultados verificáveis. Afinal, a bioeconomia tem potencial para combinar produtividade, inclusão e descarbonização, mas só vai ganhar escala de verdade com arquitetura institucional, financiamento e mensuração no mesmo trilho.

05/02/2026

As relações internacionais são o guarda-chuva que ajuda a entender como Estados e outros atores (sociedade civil, instituições, burocracias) se movem e influenciam decisões no sistema internacional.

Neste vídeo, a analista Luísa Bianchet explica três conceitos que orientam a atuação da nova área Diplomacia da Transição Energética do Instituto E+:

1) Relações Internacionais
O campo que analisa as interações entre Estados e outros atores internacionais, e como essas relações moldam escolhas e estratégias.
2) Geopolítica
Refere-se a quando a localização de países, rotas e recursos naturais influencia decisões e relações entre as economias.
Um exemplo direto é o caso dos minerais críticos — onde estão, quem controla, e quais são os interesses nacionais em relação a eles têm alimentado tensões internacionais.
3) Geoeconomia
É a dimensão econômica dessas disputas, envolvendo tarifas e sanções. Em outras palavras: quando a economia vira instrumento de poder.
Assista ao vídeo e entenda por que a transição energética também é sobre estratégia internacional, não só sobre mudanças de tecnologia.

Para saber mais sobre a Diplomacia da Transição Energética, acesse o blog do E+.

O presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, avalia que a transição energética deixou de ser um debate restrito ao c...
04/02/2026

O presidente da Cemig, Reynaldo Passanezi Filho, avalia que a transição energética deixou de ser um debate restrito ao campo ambiental e passou a ocupar o centro das decisões econômicas globais.
“A transição energética não é um tema mais só de ambientalistas. É um tema em que o mundo investe US$ 2 trilhões por ano”, afirmou o executivo no evento O TEMPO Seminários – Transição Energética, realizado pelo jornal na semana passada..
Nesse contexto, o Brasil parte de uma condição singular: uma matriz elétrica majoritariamente renovável e um sistema elétrico continental integrado.
Mas, na visão do Instituto E+, a oportunidade real está em transformar esse diferencial em estratégia com relevância econômica mais ampla: claro que é essencial investir na expansão do setor elétrico com base em fontes renováveis, mas temos de ir além, com investimentos em produção industrial verde que ampliem a competitividade do Brasil como uma economia de baixo carbono e contribuam para o nosso desenvolvimento.
A matéria completa está disponível no nosso story!

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Rua General Dionísio, 14
Rio De Janeiro, RJ
22271-050

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