15/06/2026
Nos extremos do planeta, duas pequenas cidades resistem a condições que parecem impossíveis para a vida humana: Longyearbyen, na Noruega, é a porta de entrada para o Ártico, onde os moradores enfrentam meses de noite polar contínua, paisagens sem árvores e a presença constante de ursos polares tanto que é recomendado andar armado fora do perímetro urbano; já Puerto Williams, no extremo sul do Chile, na Ilha Navarino, é o último refúgio do povo indígena Yagán e funciona como ponto de partida para expedições à Antártida, isolada por canais gelados da Patagônia. Apesar da distância de mais de 13 mil quilômetros entre elas, ambas compartilham o desafio de manter comunidades vivas e funcionais em ambientes hostis, mostrando como a ocupação humana se adapta até nos cantos mais remotos do globo.