14/01/2019
Continuando a série sobre coletas citológicas temos a citologia guiada por exames de imagem. Método pouco invasivo, com poucas complicações e que usa poucos materiais, tem grande utilidade para lesões intracavitárias, seja ela abdominal, torácica, ou nasal.
Técnica: localização e posicionamento da lesão através do exame imagem. Deve ser realizada assepsia da pele da região de interesse (não utilizar gel para o ultrassom), a inserção da agulha pode ser realizada à mão livre ou com auxílio de um guia de biópsia preso ao transdutor. A técnica à mão livre consiste em segurar com uma mão o transdutor e com a outra inserir a agulha formando um ângulo de 45º com o transdutor. A técnica de punção aspirativa presa ao transdutor permite que a agulha seja contida firmemente e direcionada ao longo do percurso pré-determinado no interior do plano de varredura do transdutor. Uma vez introduzida na lesão, a agulha é movida para baixo e para cima sutilmente. É possível realizar este procedimento com a agulha acoplada à seringa possibilitando melhor manuseio e a realização da pressão negativa. Soltar sutilmente o embolo, retirando a pressão negativa e em seguida remover o conjunto da lesão. Em caso procedimento aspirativo, desacople a agulha da seringa, posicione o embolo em 8 ml (em caso de material visível no interior da seringa, pegue uma nova seringa), acople a agulha novamente e empurre o embolo da seringa, depositando o material próximo à extremidade fosca da lâmina de vidro. Realizar extensão por “squash” (pelo menos três).
Problemas: são incomuns, recomenda-se que os pacientes sejam sempre submetidos à avaliação da hemostasia previamente. É possível formação de pneumotórax.
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