ITA Rocket Design

ITA Rocket Design Equipe de foguetemodelismo do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) que está sempre em busca de novos voos. 🚀🇧🇷

A iniciativa ITA Rocket Design surgiu em 2011 como uma iniciativa dos alunos da graduação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), situado em São José dos Campos, SP. A criação desa iniciativa se deu pela admiração e desejo de aprofundar conhecimentos na área de Engenharia de Foguetes. Como objetivo maior da ITA Rocket Design, escolheu-se a competição universitária mundial de Engenharia de F

oguetes promovida pela Experimental Sounding Rocket Association (ESRA), chamada Intercollegiate Rocket Engineering Competition (IREC), que ocorre anualmente em Green River, Utah, nos Estados Unidos. O projeto é integralmente desenvolvido por alunos da graduação do ITA, contando com membros de todos os anos e cursos. Os participantes do projeto atuam em diversos campos, que variam de análises aerodinâmicas e estruturais, a testes de componentes e sua integração no foguete. A iniciativa conta com apoio financeiro da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), institutos do Centro Tecnológico de Aeronáutica (CTA) e empresas de suporte em capacidade de manufatura. A iniciativa conta atualmente com diversos prêmios e vem aprimorando cada vez mais seus resultados.

Dia intergaláctico das mulheres!!É com muito orgulho que incentivamos o esforço e determinação de todas aquelas que busc...
08/03/2022

Dia intergaláctico das mulheres!!
É com muito orgulho que incentivamos o esforço e determinação de todas aquelas que buscam se envolver em meios científicos e técnicos, como fazem nossas integrantes da ITA Rocket Design.
Carnot, Aqua e Mingau: membros de Integração
Kids: vice-presidente e líder de Propulsão
Wiki: membro de Mecânica de Voo
Verônica: membro de Recuperação
Parabéns a todas as mulheres, vocês merecem o universo!

Essa semana, alunos da iniciativa ITA Rocket Design estiveram empenhados na produção de peças de fibra de vidro que serã...
30/05/2021

Essa semana, alunos da iniciativa ITA Rocket Design estiveram empenhados na produção de peças de fibra de vidro que serão usadas no foguete desse ano, conforme as imagens 🚀❤️

[ALOCAÇÃO DE SUBSISTEMAS]Temos a honra de lhes informar que nossos foguetinhos estão devidamente alocados em cada subsis...
11/04/2021

[ALOCAÇÃO DE SUBSISTEMAS]

Temos a honra de lhes informar que nossos foguetinhos estão devidamente alocados em cada subsistema!

Ignition sequence start!

[RESULTADO PS ITA ROCKET DESIGN 2021.1]É com muito orgulho que apresentamos os mais novos integrantes da família ITA Roc...
27/03/2021

[RESULTADO PS ITA ROCKET DESIGN 2021.1]

É com muito orgulho que apresentamos os mais novos integrantes da família ITA Rocket Design!

Os novos membros (ou como nós chamamos aqui, os foguetinhos) passarão agora por uma fase de treinamentos e integrações, capacitando-os não só individualmente como engenheiros hábeis a executar nossos projetos aeroespaciais, mas também capacitando-os como equipe, incitando o espírito de corpo da família ITA Rocket Design!

Sejam muito bem-vindos!
Bora voar mais alto!

[IREC 2015 - TBT]Um   da 10th Intercollegiate Rocket Engineering Competition (IREC), em que nossa equipe conseguiu o 2⁰ ...
14/03/2021

[IREC 2015 - TBT]

Um da 10th Intercollegiate Rocket Engineering Competition (IREC), em que nossa equipe conseguiu o 2⁰ lugar na categoria Basic (apogeu de 10000 ft) 🚀

[SWATI MOHAN E DIA DAS MULHERES]  Swati Mohan é a engenheira que lidera a equipe de Orientação, Navegação e Controle de ...
08/03/2021

[SWATI MOHAN E DIA DAS MULHERES]

Swati Mohan é a engenheira que lidera a equipe de Orientação, Navegação e Controle de Operações da missão Mars 2020 da NASA, responsável pelo pouso do rover Perseverance na cratera Jezero em Marte. Era sua a voz que narrou todo o procedimento de entrada na atmosfera e pouso durante a transmissão feita pela NASA.

Nasceu na cidade de Bengaluru, na Índia, e quando tinha apenas um ano de idade se mudou para os Estados Unidos da América, onde vive desde então. Começou a se interessar pelo tema de “espaço” quando tinha 9 anos de idade, ao ver a série “Star Trek”. Como ela mesma disse, “Além daquelas cenas fantásticas de espaço, o que realmente chamou minha atenção foi a grande integração da equipe durante o trabalho, manipulando aquelas maravilhas tecnológicas com o único propósito de explorar o espaço, entender novas coisas e procurar novas formas de vida”. Estudou engenharia na universidade Cornell e fez mestrado e PhD no MIT.

Antes de trabalhar na missão do rover Perseverance, trabalhou na sonda Cassini e na missão GRAIL, um par de pequenas espaçonaves que mapearam o campo gravitacional da Lua.

Trabalha na equipe da missão Mars 2020 desde 2013, pouco depois do anúncio da missão. Seu papel era se certificar de que a espaçonave que levava o rover estava com a orientação correta durante a viagem e o pouso no planeta vermelho.

Mohan é apenas um dos exemplos de mulheres que contribuem para o desenvolvimento da ciência e para o nosso progresso como civilização. Apesar de esse post ser sobre uma indiana, não é preciso ir tão longe assim para encontrar exemplos de mulheres incríveis como Mohan. Para falar a verdade, elas estão mais próximas do que se imagina. Estão em nossas casas, em nossas escolas e no nosso trabalho. Talvez baste andar até o espelho mais próximo para encontrar uma. Que usemos este dia, e todos os outros 364 do ano, para que no futuro Swati Mohan seja apenas mais um dos incontáveis nomes de mulheres protagonistas na ciência. Feliz Dia Internacional da Mulher para todas!

[LASC 2020]Terminou no último domingo, dia 29/11, a edição de 2020 da Latin America Space Challenge, mais conhecida como...
06/12/2020

[LASC 2020]

Terminou no último domingo, dia 29/11, a edição de 2020 da Latin America Space Challenge, mais conhecida como LASC. A competição, que contou com a participação de equipes de 5 países da América Latina, foi realizada de forma completamente virtual, e os times participantes tiveram que realizar apresentações e enviar relatórios sobre o projeto no qual trabalharam.

Depois disso, foi realizado um desafio “sprint” (rápido), com as equipes tendo uma semana para desenvolverem soluções para algum dos problemas propostos pelos organizadores. A nossa equipe escolheu o tema sobre desmatamento na floresta amazônica, em que deveríamos elaborar um plano para a implantação de uma constelação de satélites com o objetivo de monitorar o desmatamento na Amazônia.

Ao final da competição, fomos premiados com o 1° lugar na categoria 3km – propelente sólido, única em que participamos. Além disso, conseguimos o 5° lugar geral na competição, dentre as mais de 30 equipes participantes!

Também destacamos os resultados de outra equipe, a Bizu (.space), composta por alguns ex-membros da nossa iniciativa que já se formaram no ITA. A equipe atingiu um excelente resultado, com o 1° lugar na categoria 1km – propelente sólido, e o 2° lugar geral na competição, tudo isso em sua primeira participação. Parabéns!!

[OSIRIS-REx E O ASTEROIDE BENNU] O OSIRIS-REx, sigla para Origins Spectral Interpretation Resource Identification Securi...
22/10/2020

[OSIRIS-REx E O ASTEROIDE BENNU]

O OSIRIS-REx, sigla para Origins Spectral Interpretation Resource Identification Security Regolith Explorer, é uma missão do programa americano New Frontier para estudar o asteroide Bennu. Seu lançamento ocorreu no dia 8 de setembro de 2016 em um Atlas V no Launch Complex 41 em Cabo Canaveral.

Depois de ter sido lançado, o satélite principal passou dois anos em fase de cruzeiro até se encontrar com o asteroide no dia 3 de dezembro de 2018. Desde então o satélite vem coletando importantes informações sobre a superfície de Bennu, conseguindo capturar vistas 3D feitas com laser e até descobrir compostos com cianeto na superfície, cruciais para a formação de vida.

Na última terça feira, dia 20 de outubro, a espaçonave pousou na superfície do asteroide para coletar amostras de sua superfície. Um braço de coleta foi estendido e um equipamento chamado TAGSAM (Touch-and-Go Sample Acquisition Mechanism) disparou um jato de gás nitrogênio, levantando a poeira mais fina da superfície para que pudesse ser coletada. O objetivo é a coleta de no mínimo 60 gramas de material, embora possam ser coletados até 2 Kg. Nos próximos dias serão realizadas medições do momento de inércia da espaçonave e sua comparação com medidas anteriores, para que se tenha uma boa estimativa da massa coletada. Se o objetivo mínimo não for cumprido, ainda é possível realizar outra tentativa de pouso para coletar mais amostras.

A espaçonave deve deixar a órbita do asteroide em março de 2021, trazendo as amostras coletadas para que sejam amplamente estudadas aqui na Terra.


[ACIDENTE DE ALCÂNTARA]  No dia 22 de agosto de 2003, há exatos 17 anos, um incêndio seguido por uma série de explosões ...
23/08/2020

[ACIDENTE DE ALCÂNTARA]

No dia 22 de agosto de 2003, há exatos 17 anos, um incêndio seguido por uma série de explosões atingia o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), matando 21 técnicos e destruindo o foguete brasileiro VLS-1.

O foguete que explodiu estava programado para ser lançado na missão chamada Operação São Luís, com o objetivo de colocar em órbita circular equatorial os satélites meteorológicos SATEC, do INPE, e o UNOSAT, da Universidade Norte do Paraná.

Faltando apenas três dias para o lançamento programado, houve a ignição acidental de um dos quatro motores do foguete, iniciando um incêndio que rapidamente se alastrou, com temperaturas que chegavam aos 3 mil graus celsius (para se ter ideia, essa temperatura é capaz de derreter quase qualquer metal). Com isso, houve a queda da torre de lançamento, ocasionando a explosão do foguete. A plataforma, que abrigava os 21 técnicos do DCTA, caiu, matando todos imediatamente.

Foi realizada uma série de investigações para determinar a causa do acidente, que, no relatório final da investigação, foi apontada como sendo o “acionamento intempestivo provocado por uma peça que ligava o motor”. Foi descartada a possibilidade de sabotagem (como alguns defendiam), falha humana grosseira ou interferência meteorológica.

Foram destacadas também as condições de trabalho degradantes encontradas no centro como influentes na gravidade do acidente, com saídas de emergência que levavam para dentro da própria torre de lançamento e o intenso estresse físico e psicológico enfrentado pelos técnicos.

Esse acidente proporcionou uma série de aprendizados sobre como negligenciar a segurança dos trabalhadores pode ocasionar perdas humanas irreparáveis e atrasos imensos não apenas ao Programa Espacial Brasileiro, mas ao progresso tecnológico nacional como um todo.

[BURAN]•Buran foi o projeto de nave espacial reutilizável dos soviéticos, no mesmo estilo dos tão conhecidos ônibus espa...
23/07/2020

[BURAN]

•Buran foi o projeto de nave espacial reutilizável dos soviéticos, no mesmo estilo dos tão conhecidos ônibus espaciais americanos. O projeto foi desenvolvido ao longo dos anos 70 e 80, e ficou marcado como um programa extremamente caro e que não deu muito certo.

•Com o desenvolvimento dos ônibus espaciais americanos, surgiu a suspeita por parte dos soviéticos de que eles pudessem ser utilizados como espécies de “bombardeiros orbitais”, lançando mísseis da orbita terrestre de maneira eficiente, pois poderiam mudar suas rotas, dificultando uma interceptação. Sentindo a necessidade de também adquirirem essa possível arma, em 1976 começou o desenvolvimento do projeto Buran.

•É muito notável a semelhança entre as espaçonaves americana e soviética. Bem, não é à toa. Os soviéticos conseguiram por meio de espionagem todas as especificações de sua rival. No entanto, algumas melhorias importantes foram feitas, como o a capacidade de poder ser controlado remotamente e ter parte de seus motores descartada após o lançamento, o que, apesar de comprometer a reutilização do veículo, era financeiramente favorável (construir um motor de alto desempenho e muito durável, como o americano, era caro demais).

•Uma das naves do programa chegou a fazer um voo suborbital autônomo em 1988. Seu desempenho nesse voo causou otimismo, mesmo tendo sido curto (aproximadamente 3 horas) e não tripulado. No entanto, ao longo da década de 80, a crise econômica que acabou com a União Soviética deu fim ao programa, que se consolidou como somente mais um buraco negro de recursos soviéticos. Para se ter noção de seus custos, fazendo as devidas conversões, foi de aproximadamente 53 bilhões de dólares (em moeda de hoje). Essa quantia é maior do que o PIB de mais da metade dos países do mundo.

•Atualmente, das 5 naves construídas, apenas duas estão relativamente bem conservadas. Ironicamente, a única nave que fez o voo suborbital foi destruída em um acidente no Cosmódromo de Baikonur em 2002.

[JAYME BOSCOV]•Jayme Boscov foi um engenheiro aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica em 1959, ten...
03/07/2020

[JAYME BOSCOV]
•Jayme Boscov foi um engenheiro aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica em 1959, tendo sido um personagem de grande importância para o programa do VLS, o Veículo Lançador de Satélites brasileiro. Esse post é uma homenagem a este grande engenheiro, que infelizmente veio a falecer ontem, dia 02/07/2020.
•Depois de ter se formado no ITA, em 1959, foi para a França trabalhar no desenvolvimento de mísseis para as empresas Matra e Aeroespatiale (que mais adiante vieram a se fundir, formando a EADS). Depois de 10 anos, retornou ao Brasil, trabalhando como gerente no projeto do foguete Sonda III. Esse veículo proporcionou importantes inovações no programa aeroespacial brasileiro, tendo sido o primeiro a receber um sistema de instrumentação completa, contando com separação de estágios, uma carga útil tecnológica para aquisição de dados durante todo o voo e muitos dispositivos eletrônicos.
•Além disso, também comandou o projeto do Sonda IV, outro foguete muito bem sucedido, e participou da elaboração do VS-40, um foguete de sondagem. Com o lançamento de quatro foguetes Sonda IV, estavam implantadas as bases necessárias para o início de um projeto bem mais ambicioso, de um veículo lançador capaz de colocar satélites em órbita, o VLS.
•Por conta de sua gerência e participação nos foguetes Sonda III, Sonda IV e VS-40, ficou conhecido como “O pai do Programa VLS”, tendo até mesmo sido agraciado em 1996 com a “Ordem Nacional do Mérito Científico”, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.
•Em uma entrevista ao Jornal do Engenheiro, disse algumas frases marcantes, como as que deixo registradas na segunda imagem do post.
•Que usemos o exemplo de Boscov como motivação para seguirmos em frente com esse sonho de, algum dia, transformar o Brasil em uma verdadeira potência Espacial. Expressamos aqui o respeito da equipe pelo luto da família e dos amigos do engenheiro. Não desejamos envolver religião no meio disso tudo, mas se existe algum tipo de céu ou paraíso, Jayme foi para lá de foguete.

[SALLY RIDE E A CAUSA LGBTQ+]•Sally Ride foi a primeira mulher norte-americana a ir ao espaço, além de ser a primeira, e...
29/06/2020

[SALLY RIDE E A CAUSA LGBTQ+]
•Sally Ride foi a primeira mulher norte-americana a ir ao espaço, além de ser a primeira, e até agora a única astronauta assumidamente membro da comunidade LGBTQ+.
•Formada em Física e em Inglês pela Universidade de Stanford, foi uma das 6 mulheres, dentre mais de 8 mil aplicantes, que foram selecionadas pela NASA para participar da primeira equipe feminina de astronautas do programa espacial norte-americano.
•Como é de se esperar, infelizmente a astronauta enfrentou vários desafios em seu caminho para se tornar uma astronauta. Certa vez, ao ser entrevistada por um repórter, foi perguntado se ela “chorava quando ocorriam problemas no simulador”, sendo esse somente um exemplo do preconceito que ela sofria enquanto astronauta.
•Seu primeiro voo ocorreu em 18 de junho de 1983, na missão STS-7, da Challenger. Após voar novamente no ano seguinte, na missão STS-41G, também da Challenger, conseguiu acumular mais de 343 horas no espaço.
•Depois de trabalhar nas investigações sobre o acidente da Challenger, saiu da NASA em 1987, mas sendo convidada novamente em 2003 para ajudar nas investigações sobre o acidente da Columbia.
•A astronauta somente foi revelada como membro da comunidade LGBTQ+ após sua morte em 2012, quando sua parceira, Tam O'Shaughnessy, revelou a verdade sobre a sexualidade de Sally. De acordo com Tam, isso infelizmente não foi revelado anteriormente pois Sally tinha medo de danificar a imagem da NASA.
•Sally estabeleceu um importante marco na história aeroespacial, sendo representante de dois grupos (mulheres e LGBTQ+) que ainda hoje sofrem com o inaceitável preconceito. É nosso dever como cidadãos defender a participação de todos esses grupos na ciência, condenando qualquer tipo de discriminação. Afirmamos aqui o respeito da equipe da ITA Rocket Design pela causa LGBTQ+, um movimento essencial de mudança social, e ressaltamos a importância do respeito e da igualdade para uma sociedade justa, bem como para o desenvolvimento do setor aeroespacial. Somente juntos poderemos conquistar o espaço!

Endereço

São José Dos Campos, SP

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