Stalero Arquiteturas de Síntese, Artísticas e Bioclimáticas

Projetos de Arquitetura e Urbanismo desenvolvidos com os melhores softwares e melhor visualização, com diretrizes de sustentabilidade, conforto, saúde e eficiência energética.

Em mais um ano juntos - e lá se vão nove desde daquele abençoado oito de junho de 2013 - a data agora é certamente a mai...
09/06/2022

Em mais um ano juntos - e lá se vão nove desde daquele abençoado oito de junho de 2013 - a data agora é certamente a mais especial de todas.

É o aniversário de casamento em que sabemos que de dois viraremos três. A família já conta os dias pra chegada de Laurinha, presente de Deus ttão almejado, esperado e sonhado.

Que nossa estrada continue sendo pavimentada com muito amor, carinho e dedicação pra que possamos ser o porto seguro de nossa garotinha, assim como somos um do outro.

Feliz bodas de cerâmica, minha linda! TE AMO DEMAIS E PRA SEMPRE... ❤❤❤

PASSADO INTERESSA?A quem?Assim f**a o humano desconsiderando o passado: aquém de si mesmo. Uma cidade, um povo que desde...
05/11/2020

PASSADO INTERESSA?

A quem?

Assim f**a o humano desconsiderando o passado: aquém de si mesmo. Uma cidade, um povo que desdenha do que construiu: aquém de suas possibilidades de futuro.

Quando se fala em preservação do patrimônio, não é sobre pedras e tijolos antigos, mas sobre narrativas de formação. É sobre constituição, não a lei, mas como se constitui uma cultura.

E por cultura, entenda-se, falo da forma de funcionar de uma determinada sociedade ao longo do tempo e materializada de várias formas, do vestuário às construções.

As obras edif**adas cristalizam o tempo em que foram erguidas. Anunciam claramente valores.

E tudo precisa ser preservado, só por ser antigo?

Não. Há construções antigas com má qualidade de projeto, que não dizem muito, assim como hoje há. Mas se houver valor arquitetônico e histórico, sim, precisa ser preservado.

Interessa o valor da obra diante de uma cultura.

Um bem imóvel pode ter se tornado um bem cultural, e isso ultrapassa em muito o valor econômico. É quando metros quadrados se tornam mais que área. É que o humano existe para além da objetividade; possui também uma subjetividade bem desenvolvida.

Por isso passado interessa. Porque para além do meramente objetivo, somos seres históricos.

Janice Dantas



Imagem: Montagem dos vitrais da fachada principal da Igreja do Ressuscitado que passou pela Cruz. Fonte: Arquivo próprio

SINGULARIDADEHavíamos concluído o projeto dos vitrais da igreja do Ressuscitado que passou pela Cruz. A ordem seria pass...
05/10/2020

SINGULARIDADE

Havíamos concluído o projeto dos vitrais da igreja do Ressuscitado que passou pela Cruz. A ordem seria passarmos à criação das portas. Mas a ideia delas não estava madura dentro de mim. O que estava latente eram os bancos. Ora, os bancos da nave de uma igreja não têm simbologia, servem apenas a uma função: acolher a assembléia. Mas estava inquieta, entusiasmada com a riqueza e a dignidade da singularidade humana. Os bancos precisavam expressar que não somos todos iguais, prontos a seguir um padrão único. Resolvi prototipar um banco e ir entendendo como imprimir a diferença em cada um. Foi quando recebi uma valiosa sugestão: usar madeiras com costaneiras, as marcas das cascas de cada árvore. Então todos os bancos seriam naturalmente diferentes: a singularidade da madeira refletiria a singularidade humana!

A partir dessa definição já poderia comprar a matéria-prima para produzir o protótipo do banco. Mas, após procurar o material nas lojas varejistas de toda a cidade, por valores acessíveis para produzir apenas um banco, só consegui encontrar uma sobra de madeira com costaneira, toda empenada, furada por bichos, muito danif**ada. Pareciam impróprias para uso. Segui assim mesmo. Acontecia que procurei a madeira dando-lhe sentido, mas à medida que me aproximava dela, manuseava, cortava, lixava, ela ia me devolvendo signif**ados: lixando as camadas superficiais e chegando ao seu cerne, ela mostrava sua beleza e dignidade. Veja: eu não lhe dei dignidade, ela mostrou apenas o que já tinha internamente. Assim é a madeira, assim somos nós. E a arte é fecunda quando evidencia verdades como esta. Os furos feitos pelos bichos, que a princípio incomodaram, não foram tamponados. Ao contrário, deixaram transparecer a força da árvore, que resistiu, sobreviveu. Tais marcas se tornaram sua beleza mais pascal. E não é assim conosco? Isso tudo não fala da condição humana?

Janice Dantas

Imagem: Protótipo do assento do Banco Singular. Fonte: arquivo próprio

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PERCURSO CRIATIVOCriar é como percorrer um caminho que ainda não existe. É preciso estar em um só tom desperto e relaxad...
26/08/2020

PERCURSO CRIATIVO

Criar é como percorrer um caminho que ainda não existe. É preciso estar em um só tom desperto e relaxado. Para ver, para sentir. É um outro tipo de economia, de administração de recursos, não cabe na lógica pragmática. Nunca caberá, é de outra ordem. Tentar encaixar o lirismo da criação nas planilhas para se cercar de previsibilidade é negar o êxtase da vida. Para lidar com algo novo é preciso se entregar. É muito mais Kairós e muito menos Chronos.

Então vamos falar sobre entrega. Em minha trajetória dentro da arquitetura e urbanismo, fui desenvolvendo a habilidade de não me projetar nas criações, mas fazer uma kenosis, um esvaziamento de mim, para enxergar as necessidades das pessoas implicadas em cada projeto que fazia. Porém, nos últimos anos, fui percebendo que esta habilidade, apesar de lícita, era, a partir de um ponto, ilegítima, insuficiente ainda, apenas um preâmbulo da entrega real.

Embora todo esse cuidado fosse adequado e válido; embora fosse esse o modus operandi que considerava justo, correto, ético; embora já houvesse me valido dele para tantos projetos, embora fosse o que de melhor eu poderia oferecer, ainda assim era insuficiente.

Foi que nos últimos anos, passei por um longo esgotamento que minou minha produtividade até chegar a um intrincado desequilíbrio hormonal. E por que estou falando sobre isso ao falar sobre percurso criativo? Porque entendi que criar passa pela pessoalidade.

No caso específico do projeto desenvolvido neste período, a Igreja do Ressuscitado que passou pela Cruz, entendi que através da improdutividade que me tomou, passei eu também pela cruz. Então pude falar sobre essa dor com autoridade através da arte: agora entendia o que é carregar a própria cruz, nela ser crucif**ada e então ressurgir. Vivendo essa experiência, fui compreendendo a insuficiência da kenosis: não bastava conduzir à transcendência me esvaziando de mim. Era necessário chegar à transcendência pela imanência. Sim, passaria por mim, pela minha história, pelo meu olhar. Não como uma história que acredito, e porque creio a conto através da arquitetura. É a história que vivo, é a minha história, a matéria da condição humana. Vivo a experiência na minha carne: a escrevo em franca travessia do mar vermelho pessoal.

Essa pessoalidade, de estar implicada na vivência do que se cria, de certa forma fundida, em via gestacional, é minha escolha enquanto sujeito individuado, enquanto mulher, e portanto também enquanto arquiteta e urbanista.

Janice Dantas

Imagem: Vitrais da Igreja do Ressuscitado que passou pela Cruz, Comunidade Católica Shalom, Aquiraz CE. Fonte: arquivo próprio

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ARQUITETURA DE SÍNTESEArquitetura de Síntese agora é Stalero. O conceito de Síntese continua sendo marca do nosso trabal...
26/08/2020

ARQUITETURA DE SÍNTESE

Arquitetura de Síntese agora é Stalero. O conceito de Síntese continua sendo marca do nosso trabalho, onde cada detalhe importa e influencia o todo.

A primeira ação do Stalero será produzir conhecimento. Concentraremos forças na produção de literatura artística e técnica. O alcance da linguagem escrita como via transmissora de saberes é inegável. Assim, a próxima empreitada de trabalho será uma revisita à nossa trajetória até aqui, culminando com o lançamento de publicações sobre arquitetura de síntese, fenomenologia, urbanismo, simbologia, arte sacra, conforto ambiental, sustentabilidade, bioclimatismo.

Vamos começar compartilhando conceitos e simbologia do projeto de síntese a que nos dedicamos nos últimos anos – mergulho abissal.

“A certeza de que a ordem se realizou precede a percepção das qualidades materiais. Tal realização é uma fonte de alegria. Não há obra de arte sem a alegria que reina na elaboração.” Louis Kahn

Janice Dantas

Imagem: Fachada da Igreja do Ressuscitado que passou pela Cruz, Comunidade Católica Shalom, Aquiraz CE. Fonte: arquivo próprio

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[DOR E ARTE]O que construiremos após a pandemia? Que material reflexivo teremos disponível em nós?Que arte produziremos ...
27/03/2020

[DOR E ARTE]
O que construiremos após a pandemia? Que material reflexivo teremos disponível em nós?
Que arte produziremos a partir desta dor? Desta dor de impotência exatamente quando nos achávamos tão desenvolvidos tecnicamente?
Que recriação do mundo brota das almas viventes em 2020?
Daquelas que decidirem compreender esse momento histórico olhando ao redor, mas a partir de dentro? Sem fuga, sem anestesia, sem exatidão, sem controle; com entrega e humildade.
Com a profunda consciência do paradoxo da pequenez e da potência humanas. Da vulnerabilidade e da interdependência.

Estamos ouvindo repetidamente os noticiários falarem em produtos e serviços essenciais: ciência, saúde, alimentação, segurança, limpeza,...
Sobrevivência física. Nada mais correto.
Só não cabe negligenciar, em meio a tudo isso, a vida interior. Em primeira instância, é onde moramos. Todos temos psiqué, este fabuloso lugar. Todos precisamos cuidar disso.
Dunker escreveu, mês passado, sobre a função da cultura na saúde mental. Tão protetiva e curativa é a arte, a imanência que transcende! Alimento da alma.
Entendemos arte como necessidade básica não objetiva, mas subjetiva. Aquela que guarda possibilidades para além da sobrevivência, pode proporcionar vida pulsante.

O esforço de sobreviver agora tem o potencial de trazer também um impulso todo novo para existir com largueza. Com mais ciência, consciência.

A arte segue acordada para nos ajudar a suportar; e também para nos elevar, ser ponte da sobrevida para uma vida mais viva.


[PANDEMIA]O   chegou e desinstalou o mundo inteiro. Tal como quando chega uma doença à nossa vida individualmente e forç...
26/03/2020

[PANDEMIA]
O chegou e desinstalou o mundo inteiro. Tal como quando chega uma doença à nossa vida individualmente e força um novo estado de coisas, hábitos e costumes.
O adoecimento é por si uma circunstância desinstaladora.

Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz, recentemente disse algo nestes termos: “Doença e estigma sempre estiveram relacionados”.
Na ilusão de querer controlar tudo, tendemos a estigmatizar, para fechar a Gestalt. Para acabar com as dúvidas rapidamente, tendemos a conclusões precipitadas.

Gikovate recomendava manter o cérebro poroso, conviver bem com a dúvida até que as coisas fiquem mais nítidas. Quando f**am.
Mas a dúvida gera um intenso trabalho interior, por isso é difícil de suportar.
No entanto, como é saudável não saber, e viver o caminho dialético de tese-antítese-síntese para configurar nossas convicções!
E ter a humildade de revê-las, tal como fazem os sábios. Tal como faz a ciência.

Em tempos de pandemia, que nos impõe uma reclusão contundente, que nos força a um novo estado de coisas, que tal arejar nossas casas e nosso olhar sobre o mundo?

Reaprender a esperar. Deixar cair a precipitação. Sair do automático. Acolher a angústia. Reinventar. Recuar no (des)conhecimento. Revisitar apostas. Permitir a dúvida, aceitar não saber, não controlar tudo, já nos coloca em lugar muito humano, um lugar de abertura a tanta sabedoria que este momento pode nos legar.

Ficar em casa, f**ar em nós, habitar nossa pele: um bom novo começo para o que há de vir.


[QUARENTENA]Sim, seguimos em casa; nossa atividade e metodologia permitem trabalho remoto.O atendimento segue nos mesmos...
25/03/2020

[QUARENTENA]

Sim, seguimos em casa; nossa atividade e metodologia permitem trabalho remoto.
O atendimento segue nos mesmos horários, por telefone e e-mail.

Mas, como temos visto o contexto do confinamento?

Ficar em casa, conviver com as próprias escolhas e circunstâncias: esta é a imposição do momento.
Na sociedade como um todo, algumas atividades tendem a sofrer adaptações, podendo perder força: trabalho, convivência, consumo. Seus potenciais anestésicos caducam.

Acuados por um vírus respiratório emergente, resultado do nosso baixo investimento em ciência e da natureza incontrolável da existência, estamos diante da vida crua. Sem muitos subterfúgios, sem intermediários: um encontro seco e abrupto para quem estava distante de si; mais suave para quem estava próximo.

Somos uma empresa de Arquitetura que escolhe não dar dicas de como f**ar em casa neste período, de como fazer adaptação ao home office.
O que ocupa nossa fala num momento como este é a oportunidade de um olhar mais profundo sobre a vida, sobre como estamos no mundo. Individualmente, coletivamente.
Porque Arquitetura e Urbanismo são sobre a vida humana em toda a sua potência subjetiva. Não só objetiva. Confluência entre tecnologia, arte, ciência social aplicada.

Acreditamos que mesmo situações desafiadoras podem contribuir para o nosso desenvolvimento como indivíduos e como sociedade, dependendo do olhar que lançamos sobre elas. Estamos diante de uma oportunidade global de fazer a arquetípica travessia de quarentena: uma dolorosa jornada a partir de um lugar estreito rumo a um lugar amplo. Experienciar o deserto, a privação dos excessos, das distrações cotidianas pode nos impulsionar a uma travessia mais consciente.

Desejamos do fundo do coração um êxodo de êxito, apesar dos desconfortos do caminho.
Vamos juntos, porém distanciados, cada um a partir do seu lugar único.


O que era Palavra virou Real: O Verbo se faz Carne.Feliz Natal!
25/12/2019

O que era Palavra virou Real:
O Verbo se faz Carne.
Feliz Natal!

Endereço

Avenida Paulista, 1765/72
São Paulo, SP

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 14:00 - 18:00
Terça-feira 14:00 - 18:00
Quarta-feira 14:00 - 18:00
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