O Programa de Pós-Graduação Interunidades em Biotecnologia (PPIB) da Universidade de São Paulo é um programa stricto sensu de formação de recursos humanos em nível de pós-graduação para a atuação em Biotecnologia. Entende-se por Biotecnologia “qualquer aplicação tecnológica que use sistemas biológicos, organismos vivos ou derivados destes, para fazer ou modificar produtos ou processos para usos es
pecíficos”. O PPIB é constituído por 3 instituições: a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto Butantan da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo (IB) e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT), as quais são amplamente reconhecidas em seus campos de atuação. As unidades da Universidade de São Paulo que participam do Programa de Pós-Graduação Interunidades em Biotecnologia (PPIB) são: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB), Instituto de Biociências (IB), Escola Politécnica (EP) e Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Devido à sua natureza interunidades e inter-institucional, o PPIB está diretamente ligado à Pró-Reitoria de Pós-Graduação da USP. O PPIB é sediado no Edifício III do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, o qual é responsável pelo gerenciamento acadêmico, administrativo e financeiro do Programa. Criado em abril de 1991, o PPIB inicialmente ofereceu formação em nível de mestrado. Após 8 anos de funcionamento, solicitou extensão para o nível de Doutorado aos órgãos competentes da Universidade de São Paulo, e os primeiros alunos de doutorado foram admitidos em 1999 . Quanto aos seus objetivos, o PPIB foi concebido visando garantir a interdisciplinaridade indispensável à Biotecnologia, em toda a sua abrangência. Para proporcionar formação adequada, é necessária a consolidação de competências específicas de diversas áreas do conhecimento, tais como, Genética, Biologia Molecular, Biologia Celular, Microbiologia, Engenharia Bioquímica, Bioquímica, Tecnologia da Informação, Biossegurança, Bioética, entre outras. Além disto, a organização interinstitucional possibilita que institutos com vocação científico-tecnológica, tais como o Instituto Butantan e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas, participem, junto com a Universidade de São Paulo, na formação de profissionais com um perfil adequado para a área aplicada. O PPIB propõe-se a formar profissionais com a necessária visão interdisciplinar, aptos a compreender a Biotecnologia em toda a sua potencialidade, e que possam ser agentes de transformação, capazes de acelerar os mecanismos de articulação entre diferentes instituições de pesquisa e entre estas instituições e o setor produtivo. Este espírito de integração se reflete não apenas na formação dos alunos, mas, ainda, nos projetos de pesquisa desenvolvidos, que estimulam a cooperação científica entre os diferentes grupos para gerar produtos e processos de importância no contexto sócio-econômico brasileiro. Esta cooperação científica vem sendo também estimulada na Universidade de São Paulo e pelas agências de fomento, para a qual várias iniciativas foram incentivadas, como os recursos para a elaboração de grandes projetos de pesquisa envolvendo diversas unidades da USP, ou de fora dela, para garantir sua execução interdisciplinar. Desta forma, Núcleos de Pesquisa (NAPs) vêm sendo aprovados no âmbito da Universidade de São Paulo, e a criação de CEPIDs ou INCTs vêm sendo estimulados pela FAPESP e CNPq respectivamente. Para cumprir com seus objetivos, e dentro da busca incessante pela qualidade, o PPIB conta com orientadores das diversas unidades da Universidade de São Paulo, do Instituto Butantan e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas, mas também tem entre seus orientadores professores e pesquisadores de outras universidades, públicas ou privadas, como a UNIFESP, UNESP, UNICAMP, Universidade de Mogi das Cruzes, Universidade Federal do ABC, além de outras instituições de pesquisa, tais como, o Instituto Adolfo Lutz, o Instituto Biológico, o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares de São Paulo, o Hospital Israelita Albert Einstein, o INCOR, o Hospital do Câncer AC Camargo, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), além da CNEN.