12/06/2026
Quando sintomas como distensão abdominal, gases e alteração do hábito intestinal persistem mesmo após exames estruturais sem achados relevantes, vale ampliar o raciocínio diagnóstico. Em muitos casos, o problema não está em uma lesão visível à endoscopia ou à colonoscopia, mas em uma alteração funcional relacionada à fermentação intestinal, má absorção de carboidratos ou supercrescimento bacteriano no intestino delgado.
O Teste Respiratório de Hidrogênio mede a concentração de H2 no ar expirado após a ingestão de um substrato específico. A lógica é simples: carboidratos não absorvidos adequadamente podem ser fermentados pela microbiota, gerando hidrogênio, que é absorvido pela circulação e eliminado pelos pulmões. Quando essa elevação ocorre cedo demais, pode sugerir fermentação precoce, um achado importante na investigação de SIBO. Quando ocorre de forma excessiva após determinados substratos, pode contribuir para o diagnóstico de intolerâncias ou má absorção.
Na prática clínica, sinais como flatulência excessiva, distensão recorrente, diarreia intermitente, constipação, desconforto após leite e derivados ou sintomas vagos de longa data merecem atenção. Antes de atribuir tudo a “intolerância alimentar”, é importante organizar a investigação: em muitos cenários, pesquisar supercrescimento bacteriano antes dos te**es específicos de lactose, frutose ou outros carboidratos ajuda a reduzir o risco de interpretações equivocadas.
Com um exame funcional, não invasivo e bem tolerado, o médico ganha mais objetividade para diferenciar causas possíveis e conduzir intervenções mais individualizadas, seja com ajuste dietético, tratamento direcionado ou investigação complementar quando houver sinais de alerta.
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Alacer.com.br