31/05/2026
Existem muitos conteúdos na internet ensinando as pessoas a financiarem 100% do imóvel, ou seja, sem entrada. E você, engenheiro civil e arquiteto, precisa entender o contexto e as consequências disso, porque infel1zmente não é tão simples quanto parece.
Via de regra, os meios corretos para não precisar de entrada são:
1️⃣ Quando o cliente já tem o terreno;
2️⃣ Quando o cliente tem FGTS e/ou subsídio suficiente para custear a entrada;
🚨 Fora isso, a regra é clara: o valor de financiamento é limitado a 80% do valor do imóvel, sendo 80% do valor do terreno e 80% do valor da obra.
Sabendo disso, o que muitos profissionais sugerem?
➡️ Se o terreno custa 80k, informa o banco que o terreno custa 100k, aí o banco paga 80% = 80k.
➡️ Se a obra custa 200k, informa o banco que a obra vai custar 250k.
⚠️ Mas não é tão simples assim!!! O processo de financiamento passa pela análise do engenheiro credenciado da CAIXA, e nem sempre vai ser aprovado.
➡️ O terreno é avaliado pelo Método Comparativo, ou seja, o engenheiro credenciado vai comparar o terreno com outros 20-30 terrenos com características (tamanho, localização, topografia etc) semelhantes.
➡️ O valor da obra é estimado pelo CUB, e dificilmente seu cliente vai conseguir construir a casa por um valor abaixo do CUB.
Eu sou engenheiro credenciado da CAIXA e sempre tem um “espertinho” tentando fazer isso, e a gente sabe exatamente — simplesmente porque muitas vezes é impossível aceitar os valores informados.
⚠️ E o que eu faço quando meu cliente quer tentar? Deixo ele ciente de que pode não ser aprovado, que o valor do financiamento pode ser reduzido. Além disso, explico que isso vai acarretar em taxas mais altas e impostos maiores (tanto para ele, quanto para o vendedor). Se ainda assim quiser tentar, vamos em frente.
E você, já sabia dessas informações? Me conta aqui nos comentários👇🏼