14/08/2026
De início rápido e agudo, a anafilaxia afeta vários sistemas do corpo ao mesmo tempo. Por ser frequentemente subdiagnosticada, a ASBAI criou o Registro Brasileiro de Anafilaxia para mapear o cenário no país.
Principais Causas (dados do Brasil):
🥑 Alimentos (42,1%): Leite de vaca, mariscos, ovo, trigo e amendoim.
💊 Medicamentos (32,4%): Agentes biológicos, anti-inflamatórios e antibióticos.
🐜 Insetos (23,9%): Destaque para picadas de formiga (8,4%).
🧤 Látex e outros agentes.
🚨 Sintomas de Alerta:
Pele/Mucosas: Coceira, vermelhidão e inchaço no rosto.
Respiratórios: Chiado no peito, rouquidão e sensação de sufocamento.
Circulatórios/Outros: Queda da pressão, tontura, vômitos e desmaio.
📊 Perfil dos pacientes: ocupa a maioria em meninos na infância (55,5%) e mulheres na fase adulta (59,2%), com maior concentração de registros no Sul e Sudeste.
O Registro Brasileiro de Anafilaxia mostrou também que apenas 8,2% dos pacientes possuíam o kit de emergência, ou seja, 43 pacientes tinham a caneta de adrenalina autoinjetável. Atualmente, a apresentação da adrenalina autoinjetora só pode ser adquirida por importação, a um custo alto. O Brasil ainda não tem esse dispositivo, que está em fase de aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Já 96,2% dos pacientes com anafilaxia receberam algum tipo de tratamento, com uso de adrenalina em 50,3% dos casos, porém, com a administração do medicamento feita por profissionais em 42,1% dos casos, ou seja, em âmbito hospitalar.
Quinze pacientes necessitaram de intubação (11 adultos, 2 idosos, 2 crianças) e 10 foram reanimados (6 adultos, 3 idosos, 1 criança).
A adrenalina autoinjetável é o medicamento de urgência, precisa ser aplicado assim que os sinais da anafilaxia começam. A demora na medicação pode levar a pessoa a óbito, sem tempo mesmo para chegar ao pronto-atendimento. A conscientização e o acesso a esse dispositivo salvam vidas!