Fungos Soluções Sustentáveis

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Rio Pardo, agosto de 2023 com meu grande amigo tambauense!!. Testando equipamentos pra expedição amazônica no Acre atrás...
09/01/2026

Rio Pardo, agosto de 2023 com meu grande amigo tambauense!!. Testando equipamentos pra expedição amazônica no Acre atrás de macrofungos bioindicadores.

🔎 Sapo-cururu (Rhinella spp.): aliados da saúde ambiental urbanaO visitante registrado nas fotos é um sapo-cururu, perte...
05/01/2026

🔎 Sapo-cururu (Rhinella spp.): aliados da saúde ambiental urbana

O visitante registrado nas fotos é um sapo-cururu, pertencente ao gênero Rhinella, um dos mais diversos da família Bufonidae, amplamente distribuído no Brasil. Espécies desse gênero são comuns em áreas urbanas e periurbanas, como quintais, jardins, parques e sistemas de drenagem, onde encontram abrigo e alimento.

📊 Sobre o gênero Rhinella

• O gênero Rhinella reúne mais de 90 espécies descritas nas Américas.
• No Brasil, ocorrem espécies em praticamente todos os biomas, como Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pantanal.
• Dependendo da espécie, os indivíduos podem atingir de 5 a mais de 15 cm de comprimento corporal.
• São animais terrestres e predominantemente noturnos, com grande capacidade de adaptação a ambientes modif**ados pelo ser humano.

🍽️ Alimentação e controle biológico

Sapos do gênero Rhinella são predadores generalistas de invertebrados, exercendo um importante papel no controle natural de pragas urbanas. Sua dieta inclui, entre outros:
• mosquitos
• baratas
• besouros
• formigas
• grilos e cupins

Estudos ecológicos indicam que um único sapo pode consumir centenas de insetos em uma única noite, contribuindo para a redução de populações de pragas e de vetores de doenças como dengue, zika e chikungunya.

⚠️ Sobre as bufotoxinas

Sapos do gênero Rhinella possuem glândulas parotoides que produzem bufotoxinas, uma mistura de compostos químicos que atuam como mecanismo de defesa contra predadores.
Essas substâncias:
• não são injetadas pelo animal
• só são liberadas quando o sapo é pressionado, mordido ou manipulado de forma agressiva
• podem causar efeitos tóxicos se ingeridas ou se entrarem em contato com mucosas (boca, olhos), especialmente em animais domésticos

👉 Para humanos, o risco é muito baixo em situações normais, como observar o animal no ambiente.
A simples presença do sapo não representa perigo. A recomendação é apenas não tocar e permitir que ele siga seu caminho.

📌 Convivência responsável

O sapo-cururu não é um invasor: ele é parte da fauna nativa brasileira e exerce funções ecológicas reais e mensuráveis.

🌱 Proteger a fauna urbana é proteger a nós mesmos!

Antes de discutir quanto investir, é preciso entender quando e como se investiu.Nos posts anteriores eu trouxe dados sob...
02/01/2026

Antes de discutir quanto investir, é preciso entender quando e como se investiu.

Nos posts anteriores eu trouxe dados sobre funcionamento do abastecimento, perdas de água, consumo per capita, reservação e, por fim, receitas e despesas. A partir disso, muita gente perguntou:
“Mas, ao longo dos anos, quanto foi investido no sistema?”

Para responder a isso, usei os dados oficiais do SNIS (até 2022) e do SINISA (2023), olhando especif**amente os investimentos em abastecimento de água.

Antes de entrar nos números, um esclarecimento importante:
no caso de Tambaú, o prestador do serviço é o próprio município, por meio do DEMAET. Por isso, somei os investimentos declarados como feitos pelo “prestador” e pelo “município”, pois, na prática, tratam-se da mesma fonte de decisão e execução.

Feito esse ajuste, o padrão histórico f**a bastante claro.

Ao longo dos últimos anos, os investimentos realizados diretamente pelo município/prestador foram baixos e irregulares, normalmente na casa de dezenas ou poucas centenas de milhares de reais, concentrados em alguns anos específicos. Em vários outros anos, não há registro de investimento relevante.

Mesmo em 2023, quando houve investimento municipal registrado (cerca de R$ 83 mil), o valor é pequeno quando comparado:

ao volume de recursos movimentado pelo serviço no ano;

às perdas operacionais já apresentadas;

e à magnitude dos problemas estruturais do sistema.

Já os investimentos realizados pelo Estado aparecem em poucos anos, mas quando aparecem, vêm em valores elevados, da ordem de centenas de milhares ou até mais de um milhão de reais. Esse padrão é típico de convênios e programas pontuais: importantes, mas que não se repetem de forma contínua.

O que não aparece na série histórica é um padrão consistente de investimento ao longo do tempo. Não há uma sequência de anos com reforço gradual da infraestrutura, ampliação contínua da reservação ou redução estrutural de perdas. O que se observa são aportes pontuais, intercalados por longos períodos sem investimento signif**ativo.

Quando a gente cruza esse histórico com os dados já apresentados nos posts anteriores, o desenho começa a fazer sentido:

o sistema opera com perda

Água, custos e equilíbrio: o que os dados financeiros revelam sobre o sistema.Nos dois últimos posts eu trouxe dados sob...
31/12/2025

Água, custos e equilíbrio: o que os dados financeiros revelam sobre o sistema.

Nos dois últimos posts eu trouxe dados sobre perdas de água, consumo per capita, reservação e funcionamento do sistema urbano. Muita gente comentou algo do tipo:
“Tá, mas e o dinheiro? Falta água porque falta recurso?”

Por isso, agora trago os dados financeiros oficiais do serviço de abastecimento, extraídos do SNIS (de 2007 a 2022) e do SINISA (2023, último dado disponível).

Começando pelo macro.

Ao longo dos últimos 15 anos, a receita operacional total do serviço cresceu de forma clara e consistente. Ela saiu de cerca de R$ 1,2 milhão em 2007 para algo em torno de R$ 6,6 milhões em 2023. Ou seja: o sistema passou a movimentar um volume de recursos muito maior ao longo do tempo.

Em vários desses anos, a arrecadação superou as despesas operacionais, gerando saldos positivos. Entre 2016 e 2019, por exemplo, o serviço apresentou superávits relevantes, chegando a mais de R$ 1,4 milhão em 2017, e mantendo resultados positivos nos anos seguintes.

Esse é um ponto importante de destacar:
👉 o serviço não é historicamente deficitário e não operou o tempo todo no vermelho.

Mas os dados também mostram outra coisa.

Esse equilíbrio financeiro não é estável. Em alguns anos, as receitas e despesas praticamente empataram, como em 2015. Em outros, mais recentes, as despesas superaram a arrecadação, gerando déficits expressivos — como em 2022 (–R$ 835 mil) e 2023 (–R$ 495 mil).

O que isso indica, de forma simples?

Que o sistema consegue arrecadar, mas tem dificuldade em manter um equilíbrio operacional contínuo. Quando os custos sobem — seja por manutenção frequente, emergências ou ineficiências — o balanço sente rapidamente.

Quando a gente cruza esses dados financeiros com os dados operacionais já apresentados, o quadro começa a se encaixar:

- um sistema que perde muita água;

- uma rede que exige manutenção constante;

- baixa margem de segurança operacional;

- e despesas que crescem para manter tudo funcionando no limite.

Nesse cenário, qualquer aumento de custo pesa. E quando isso acontece, o resultado aparece direto no balanço.

Esses números não servem para dizer que “tem dinheiro

Depois da repercussão do post anterior, muita gente me perguntou:“Mas afinal, por que falta água se a cidade capta e tra...
30/12/2025

Depois da repercussão do post anterior, muita gente me perguntou:

“Mas afinal, por que falta água se a cidade capta e trata água aos montes?”

Um dos principais motivos é porque uma parte muito grande da água se perde antes de chegar na to****ra.

E isso aparece de forma muito clara quando a gente olha os dados oficiais com um pouco mais de cuidado.

Segundo os dados mais recentes disponibilizados no SINISA, o sistema urbano de Tambaú colocou em distribuição cerca de 3,54 bilhões de litros de água em um ano (SINISA, 2024). Desse total, aproximadamente 2,52 bilhões de litros aparecem como efetivamente consumidos nas economias atendidas.

Isso signif**a que cerca de 1,02 bilhão de litros de água por ano se perdem no sistema urbano.

Em termos simples: quase 30% de toda a água produzida não chega ao consumo final.

Essa perda não é teórica. O próprio sistema informa:

- 1,01 bilhão de litros de perdas reais, associadas principalmente a vazamentos;
- centenas de vazamentos reparados ao longo do ano;
- centenas de horas gastas apenas “apagando incêndio” na rede.

Agora vem o ponto mais importante:

Quando a gente pega o volume que aparece como consumido (2,52 bilhões de litros por ano) e divide pela população urbana atendida pela rede (19.236 habitantes), o consumo per capita oficial f**a em torno de 360 litros por habitante por dia.

Esse número é muito alto para o padrão de cidades como a nossa!

Para comparação técnica:
sistemas urbanos bem ajustados costumam operar entre 150 e 200 litros por habitante/dia;
valores acima disso normalmente indicam problemas de medição, cadastro ou perdas que acabam “virando consumo” na conta final.

Sobre a reservação, os próprios dados oficiais informam uma capacidade total de cerca de 1.995 m³, o que não chega a garantir sequer um dia inteiro de consumo médio urbano.

Isso deixa o sistema extremamente sensível: qualquer vazamento maior, manutenção ou falha operacional rapidamente se transforma em falta d’água para a população.

Em outras palavras, o sistema perde água antes de chegar ao usuário e não tem “fôlego” para absorver falhas.

Quando juntamos tudo, o quadro f**a claro:

- a cidade produz água suficiente para atender a p

Falta de água em Tambaú: alguns dados oficiais que a população precisa conhecerAcompanho o problema do abastecimento púb...
27/12/2025

Falta de água em Tambaú: alguns dados oficiais que a população precisa conhecer

Acompanho o problema do abastecimento público de água em Tambaú há anos.
Como engenheiro ambiental, com mais de 10 anos de atuação em saneamento básico em diversas cidades do país, e também como alguém que gosta da cidade desde criança e escolheu voltar a morar aqui, me senti no dever de trazer algumas informações técnicas e dados oficiais para essa discussão.

Não escrevo isso como ataque a pessoas ou partidos, mas como contribuição técnica num momento em que a população está, com razão, revoltada. Passar dias sem água — ainda mais em pleno Natal — não é normal, não é aceitável e não pode ser tratado como algo “inevitável”.

Os dados que trago aqui não são opinião. Eles constam no SNIS / SINISA (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento / Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico), que é a base oficial do Governo Federal para informações sobre água, esgoto e resíduos sólidos em todos os municípios do Brasil.

De forma simples, é importante entender o que isso signif**a:
• todo prestador de serviço de água é obrigado por lei a alimentar esse sistema;
• esses dados são usados para planejamento, fiscalização e, principalmente, para acesso a recursos estaduais e federais;
• as informações são autodeclaradas pelo próprio prestador do serviço, sem conferência automática em tempo real da realidade vivida pela população.

As imagens anexadas a este post são recortes diretos dos dados declarados para o município de Tambaú, apenas organizados para facilitar a leitura. Qualquer pessoa pode acessar essas mesmas informações no sistema oficial.

Ao olhar esses números com um pouco mais de atenção, surgem incoerências importantes entre o que está registrado oficialmente e o que a população vive no dia a dia. Alguns indicadores passam a impressão de normalidade, enquanto a realidade mostra intermitência, insegurança e colapso no abastecimento.

Não é preciso ser técnico para perceber que algo não fecha.
Mas informação técnica ajuda — e muito — a cobrar da forma correta.

➡️ No comentário fixado, explico de maneira simples quais são essas incoerências, usando as próprias definiçõe

Feijoada do Jair!!
22/11/2025

Feijoada do Jair!!

🌳 O renascer do Ipê-Amarelo 🌼Em frente de casa, um ipê-amarelo (Handroanthus albus) vem nos ensinando — silenciosamente ...
22/10/2025

🌳 O renascer do Ipê-Amarelo 🌼

Em frente de casa, um ipê-amarelo (Handroanthus albus) vem nos ensinando — silenciosamente — sobre resiliência e regeneração.

Quando ainda era apenas uma muda, ele foi cortado por engano três vezes, confundido com um “mato sem valor”. Mas mesmo assim, persistiu. De cada corte, brotou novamente, mais forte e mais múltiplo.

Hoje, anos depois, floresce pela primeira vez, iluminando a rua com suas flores amarelas intensas e produzindo seus primeiros frutos — símbolo de continuidade e da força da vida.

A ausência de um único tronco central, resultado dos cortes passados, deu origem a vários caules principais, finos, mas firmes, que crescem lado a lado sustentando o mesmo propósito: florir, resistir e inspirar. 🌱

O ipê nos lembra que a sustentabilidade também é sobre tempo, paciência e cuidado — sobre reconhecer valor onde muitos só veem mato, e sobre dar oportunidade para que a natureza revele seu potencial.

🍄 FUNGOS Soluções Sustentáveis 🍄‍🟫
Digerindo problemas, esporulando soluções!

Grande parte da minha trajetória tem sido no campo da mediação entre a população e o poder público, conduzindo planos e ...
15/10/2025

Grande parte da minha trajetória tem sido no campo da mediação entre a população e o poder público, conduzindo planos e decisões que exigem escuta, técnica e equilíbrio.
Gostaria de compartilhar que concluí o curso “Ética e Administração Pública” da Escola de Governo do Senado Federal, promovido pelo Instituto Legislativo Brasileiro.
Ser mediador é estar no meio do fogo cruzado — e ainda assim manter o olhar firme na lei, na justiça e no interesse coletivo.
Esse curso reforçou o que sempre acreditei: a ética é o eixo invisível que sustenta o serviço público e dá sentido ao trabalho técnico.

🌱 Dia do Professor e do Educador Ambiental 🌱⠀Todo ano, neste dia, a Fungos Soluções Sustentáveis compartilha esta mesma ...
15/10/2025

🌱 Dia do Professor e do Educador Ambiental 🌱

Todo ano, neste dia, a Fungos Soluções Sustentáveis compartilha esta mesma imagem — uma professora diante de um pelotão de policiais.

Não porque ela represente o conflito, mas porque ela revela o poder real dos professores: o poder da coragem, da palavra e da consciência.

Ser professor no Brasil é um ato de resistência. É lutar por dignidade, por liberdade e por futuro. É seguir ensinando mesmo quando falta estrutura, quando falta respeito, quando falta o básico. É enfrentar o medo e, ainda assim, continuar plantando sementes de transformação.

📚 Nenhuma mudança profunda acontece sem educação.
Foram professores que formaram cada cientista, cada artista, cada agricultor, cada engenheiro, cada cidadão capaz de pensar criticamente sobre o mundo.

🌎 E quando falamos de educação ambiental, falamos de um direito garantido pela Lei nº 9.795/1999, que determina que ela deve ser crítica, emancipatória e permanente — não um simples conjunto de boas práticas, mas uma formação que explica o porquê da crise ambiental, que questiona seus motivos estruturais e empodera as pessoas a agir coletivamente para transformar a realidade.

Hoje, celebramos quem ensina a ver além da superfície, quem desperta o olhar, quem provoca perguntas.

✨ A todos os professores e educadores ambientais: nossa profunda admiração, respeito e gratidão.

Endereço

Tambaú, SP
13710000

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