08/09/2026
👥 Por que razão dois operadores diferentes obtêm resultados distintos na mesma amostra de titulação?
A variabilidade entre operadores é uma das questões mais difíceis de gerir na titulação manual, uma vez que as suas causas nem sempre são visíveis e raramente são medidas de forma sistemática.
No entanto, em laboratórios externos com vários analistas, esta variabilidade traduz-se diretamente em incerteza dos dados e em potencial incumprimento durante ensaios interlaboratoriais ou auditorias.
Principais causas da variabilidade entre operadores:
🔸 Velocidade de adição do titulante: Nas fases finais da titulação, a velocidade a que o titulante é adicionado afeta diretamente a reprodutibilidade do ponto de equivalência. Um operador mais lento permite mais tempo para a reação se completar; um mais rápido corre o risco de exceder esse ponto.
🔸 Perceção visual do ponto de equivalência: a mudança de cor do indicador nunca é clara. O limiar de perceção varia entre os operadores, agrava-se com a fadiga, altera-se com a iluminação da bancada de trabalho e depende da concentração do indicador na amostra.
🔸 Preparação da amostra: a homogeneização, a temperatura e o volume da amostra antes da análise influenciam a cinética da reação do titulante, e pequenas diferenças processuais traduzem-se em diferenças nos resultados.
Como medir e reduzir esta variabilidade❓
O primeiro passo é torná-la visível. Analisar a mesma amostra de referência com diferentes operadores e comparar os resultados ao longo do tempo permite quantificar a dimensão do problema.
Se o intervalo exceder a incerteza declarada do método, a origem é processual e a solução reside na padronização rigorosa do procedimento operacional, e não na recalibração do instrumento.
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