15/07/2026
Porque é que os Mitos sobre o ICF ainda persistem?
A construção é, por natureza, um setor conservador.
E há boas razões para isso: os investimentos são elevados, os erros têm consequências durante décadas e a experimentação tem limites.
É natural que um construtor habituado ao tijolo e ao betão armado continue a confiar naquilo que conhece. Da mesma forma, um arquiteto que nunca projetou em ICF tenderá a optar pelos sistemas com que já trabalha.
O problema surge quando opiniões substituem factos e quando se repetem ideias sem qualquer base técnica ou experiência prática.
Hoje analisamos dois dos mitos mais frequentes sobre a construção em ICF.
Mito 1: "O ICF é uma tecnologia recente e ainda não está suficientemente comprovada"
O que muitas vezes se ouve:
"O sistema é demasiado recente."
"Não sabemos como estarão estas casas daqui a 50 anos."
"É melhor esperar mais alguns anos."
A realidade
O ICF não é uma tecnologia recente.
Os primeiros sistemas surgiram na Europa nas décadas de 1960 e 1970 e existem edifícios construídos nos anos 80 que continuam hoje em plena utilização, com mais de 40 anos de desempenho comprovado.
Ao longo destas décadas, o sistema foi utilizado em:
• hospitais;
• escolas;
• edifícios públicos;
• habitação unifamiliar e multifamiliar;
• edifícios comerciais.
Tudo isto em condições climáticas extremamente exigentes, desde os invernos rigorosos do Canadá aos verões quentes do Texas e aos diferentes climas europeus.
Além da experiência acumulada, o ICF está suportado por normas técnicas internacionais e por ensaios laboratoriais independentes que validam o seu desempenho térmico, estrutural e energético.
Hoje, já não estamos perante uma tecnologia em fase experimental, mas sim perante um sistema de construção amplamente testado, regulamentado e utilizado em milhares de edifícios em todo o mundo.
Mito 2: "Construir em ICF é muito mais caro"
O que muitas vezes se diz:
"O ICF custa mais 30% ou 40%."
"É um sistema apenas para quem tem muito dinheiro."
"O investimento nunca é recuperado."
A realidade
Quando se compara o custo total da construção, o diferencial é muito inferior ao que normalmente se afirma. Em moradias unifamiliares, o sobrecusto situa-se habitualmente entre 5% e 10%. Em edifícios multifamiliares, esse valor reduz-se frequentemente para 3% a 7%, graças à repetição dos elementos construtivos.
Uma habitação é um investimento para várias décadas.
Ao longo da vida útil do edifício, o ICF permite:
• reduzir signif**ativamente os consumos energéticos;
• instalar equipamentos de climatização de menor potência;
• diminuir os custos de manutenção;
• aumentar a durabilidade da construção;
• melhorar a classif**ação energética;
• preservar melhor o valor de mercado do imóvel.
Em muitos casos, as poupanças energéticas permitem recuperar o investimento adicional entre 8 e 20 anos, dependendo do sistema de climatização utilizado e da evolução dos custos da energia.
Quando se analisa apenas o investimento inicial, a comparação f**a incompleta. O verdadeiro custo de uma casa mede-se durante toda a sua vida útil.
Construir com informação, não com mitos
As melhores decisões em engenharia e construção não se baseiam em opiniões repetidas ao longo dos anos.
Baseiam-se em dados, experiência acumulada e desempenho comprovado.
O ICF não pretende substituir todos os sistemas construtivos, mas merece ser avaliado com base em factos e não em preconceitos.
Na Constreco®, acreditamos que uma decisão informada é sempre uma melhor decisão.
Continua na próxima newsletter...
Estes são apenas dois dos mitos mais comuns sobre a construção em ICF. Na próxima edição, vamos analisar outras ideias frequentemente repetidas e mostrar, com base em dados técnicos e experiência prática, o que é mito e o que é realidade.
Se pretende construir ou renovar,
não deixe de explorar as vantagens da Nudura by Constreco.
Na Nudura by Constreco®, oferecemos as melhores soluções para garantir que os nossos clientes constroem com mais eficiência e confiança.
Porque construir bem não é apenas sobre estruturas.
É sobre a forma como se vive dentro delas.