JDA Atelier de arquitetura com consciência de que a escolha do arquiteto define o preço e a qualidade da construção. Cada projeto é único.

Adoro quando os supostos investidores escolhem o arquiteto apenas pelo preço e tentam cortar ao máximo na qualidade. Pen...
11/06/2026

Adoro quando os supostos investidores escolhem o arquiteto apenas pelo preço e tentam cortar ao máximo na qualidade. Pensam exclusivamente no custo da construção e no valor de venda final. Depois ficam surpreendidos quando veem casas a serem vendidas por valores muito superiores aos das suas e não conseguem perceber porquê.

Acreditam que a casa deles é tão boa como as outras. Mas não é. Falta-lhe algo essencial: identidade, carácter, essência.

Há alguns anos projetei uma habitação que acabou por ser vendida por cerca de dois milhões de euros. Curiosamente, o comprador foi o próprio empreiteiro. O meu cliente atravessou um problema familiar e, por acordo do casal, decidiu vender a casa rapidamente, abaixo do valor de mercado, para que o processo fosse menos desgastante.

O empreiteiro adquiriu o imóvel, colocou-o novamente no mercado por cerca de 2,2 milhões de euros e acabou por o vender por dois milhões. Mais tarde disse-me que tinha sido a primeira vez que conseguia obter uma margem tão elevada num espaço de tempo tão curto.

A minha resposta foi simples:

"Não foi sorte. Foi valor acrescentado. Foi o valor que a arquitetura pode dar a uma casa."

Existem muitas casas que valem apenas pela localização. Nada mais. São casas sem identidade, sem emoção, sem personalidade. Casas desenhadas sem pensar verdadeiramente no lugar, na luz, na vivência ou no cliente. Foram simplesmente desenhadas.

Depois existem aquelas que têm alma. As que foram pensadas ao detalhe. As que contam uma história. As que têm uma relação com o terreno, com a paisagem e com quem as habita. Essas distinguem-se imediatamente.

Sou de Fão e vivi lá durante toda a minha juventude antes de ir para a faculdade. Ainda hoje passo pela zona do Ofir e vejo moradias com décadas de existência que continuam atuais. Casas desenhadas por arquitetos de enorme qualidade, repletas de pormenores que resistiram ao tempo e continuam a transmitir elegância e carácter.

Recentemente visitei a Estalagem Parque do Rio e fiquei impressionado com a quantidade de detalhes que foram cuidadosamente pensados. Desde os revestimentos das paredes aos elementos de carpintaria, tudo revela uma atenção extraordinária ao projeto.

Mas houve um detalhe que me marcou particularmente. Existe uma estrutura, algo semelhante a um pequeno galinheiro, que foi concebida para acolher um faisão. Hoje pode parecer irrelevante, mas demonstra uma forma de projetar que praticamente desapareceu: pensar para além da função imediata, criar ambientes, experiências e momentos.

Talvez seja a idade. Talvez me esteja a tornar mais exigente. Mas cada vez me custa mais aceitar a banalização da arquitetura.

Quando vejo projetos sem critério, sem proporção, sem detalhe e sem relação com o lugar, pergunto-me muitas vezes: como é que conseguimos passar de uma arquitetura tão rica, tão cuidada e tão intemporal para algo tão pobre e descartável?

A verdadeira arquitetura nunca foi apenas construir. Sempre foi criar valor.

E esse valor continua a ser reconhecido, mesmo muitos anos depois.

Faz hoje um ano que tomei a decisão de deixar de fumar.Sim, às vezes é preciso tomar uma decisão. Não apenas dizer que s...
22/05/2026

Faz hoje um ano que tomei a decisão de deixar de fumar.

Sim, às vezes é preciso tomar uma decisão. Não apenas dizer que se quer, mas decidir verdadeiramente. E foi assim há um ano. Depois de várias lutas internas, depois de pensar muitas vezes que fumar era bom e de admitir que gostava muito, cheguei a uma conclusão: já chega.

Temos de ter atitude em tudo o que fazemos. E que tal começar por ter atitude connosco próprios?

Gostava de fumar. Fazia parte de mim. Fumava porque tinha um problema, fumava porque estava feliz, fumava porque tinha conquistado algo. Mas será que isso era realmente importante? Não.

Fumar faz mal. E de tal forma que, passado um ano, percebo que trocar alguns vícios por outros — como jogos instalados no telemóvel — acabou por ser a opção certa no meu caso.

Um ano sem fumo. E hoje nem consigo perceber onde fui buscar a ideia absurda de começar a fumar.

Como costumo dizer à minha filha: coisas da vida…

Espero manter esta posição e não voltar atrás. Porque o que interessa, como em tudo na vida, é ter atitude e manter os nossos ideais.

1 ano sem fumo.
1 ano de uma decisão que valeu a pena.

Alfama guarda histórias em cada parede, em cada desalinhamento, em cada marca do tempo. Intervir aqui é mais do que cons...
23/04/2026

Alfama guarda histórias em cada parede, em cada desalinhamento, em cada marca do tempo. Intervir aqui é mais do que construir — é interpretar, respeitar e transformar.

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